Sábado, 3 de Julho de 2010

FOGO

 

 

 

 

 

                  

Procuro aquele amor de fogo

Onde se escondeu esse fogo?

Procuro meu amor.

 

Ele foi levado para outro mar,

Eu fiquei no mesmo mar,

Olhando a distância no Luar.

 

Não posso percorrer a estrada

Feita da espuma do mar

E te encontrar no outro lugar.

 

Meus sonhos se rasgam

Entre a “Maré e a Bruma”

E continuo esperando…

 

Vejo o mar, um barco a navegar,

Mas não vejo o outro lado do mar

O convexo da Terra, não deixa olhar.

 

E o fogo com água a pingar,

Se pode apagar

E acabar com nosso acreditar.

 

Mas procuro sempre, aquele fogo

E sei onde está,

Mas não lhe posso tocar.

 

Eu sei ver-o-mar e as sombras,

Conversando entre espumas

De símbolos e enigmas.

 

Me parece e sinto

Que perdi esse amor de fogo,

Por culpa da anatomia

Do lugar onde me encontro.

 

E a canção do mar é tudo,

No fim de meus dias!

 

 

 

Maria Luísa

publicado por M.Luísa Adães às 11:04
link | favorito
De Maria João Brito de Sousa a 5 de Julho de 2010 às 17:32
Estás melhor, Maria Luísa?
Confesso que este teu poema me intriga... é mais do que sabido que a poesia é livre e se pode e deve cobrir de véus e brumas, mas , por muito sensível que seja a estas linguagens e liberdades poéticas, pergunto-me o que quererás dizer com " a culpa é da anatomia convexa da Terra"... sei que se pressupõe a distãncia, mas não me parece que seja só isso... enfim... eu nem costumo gostar nada, nada de fazer perguntas, desculpa-me esta dúvida...
Abraço grande!


De M.Luísa Adães a 5 de Julho de 2010 às 18:37
Mª. João

Estou esperando a ressonãncia magnética.

Até lá, tenho de andar de muletas e a perna está toda ligada e o pé esquerdo também. Estou medicada
pelo ortopedista e só à noite sei quando faço a
ressonância. Não devo andar, mas descansar.

Quanto ao poema:



Considerei a terra uma pessoa, de saliência curva, "arredondada externamente", portanto tem uma anatomia como qualquer pessoa, ou um ser
alienígena (estranha).

Mas considero essa anatomia, (estranha) como uma distância que não deixa ver o outro lado.

"Vejo o mar, um barco a navegar,
Mas não vejo o outro lado do mar
O convexo da Terra, não deixa olhar.

Eu sei ver-o-mar e as sombras,
Conversando entre espumas
De símbolos e enigmas. "

E consideras este dizer livre? Podes não gostar,
mas eu acho lindo! E me encanta esta forma de dizer.

Beijos e obrigada pelo cuidado, com a Mª. Luísa e o
poema.

Vai aos prémios, medita um pouco e pede por todos e por nós. Não gostava que aquela vela, ficasse despercebida, perdida...Mas vai ficar!

Maria Luísa




De Maria João Brito de Sousa a 6 de Julho de 2010 às 14:43
Não vai ficar nada perdida a tua linda vela!!! Se eu conseguir "atinar" um bocadinho daqui até amanhã, vais ver que até vai parar ao Facebook!
A tua perna vai melhorar e eu entendo muito bem a forma como transportaste para o teu poema a convexidade da Terra. Parece-me lindissimo esse paralelo que criaste e admiro sinceramente esses teus diálogos com a espuma das ondas. Eu adoro conversar com as árvores e, até hoje, está para nascer uma coisa que me deixe mais deslumbrada do que um enorme grupo de formigas de asas. E tudo isto é muitíssimo verdadeiro, muitíssimo sincero.
Abraço grande!


De M.Luísa Adães a 6 de Julho de 2010 às 15:42
Mº. João

Quando posso, escrevo e vivo de símbolismos.

me pareceu que o poema é bom. Entendível? Isso não
garanto e tenho dúvidas.
Mas eu sou assim e quem gosta de mim,
me entende e interpreta como se sentir melhor.

A verdade do que pretendo dizer e para não me apareceres com a poesia livre (que não me agrada)
eu expliquei, mas porque tu -
és tu!

M. Luísa



De Maria João Brito de Sousa a 6 de Julho de 2010 às 16:08
E é um bom poema... misterioso, mas belo. Pode ler-se várias vezes porque sempre se vislumbrarão novas portas entreabertas.
Caramba! Ainda não avisei quase ninguém... e seu fizer, amanhã um post no Contra-sensual, por exemplo? Na! As minhas filhas, se algumas vez por´lá passaram, nunca deixaram registo... preciso de avisar muita gente pessoalmente...


De M.Luísa Adães a 6 de Julho de 2010 às 16:25
M. J.

Pondera tudo com calma. Tu és ponderada (eu não sou) e faz como achares melhor!

O que fizeres será aceite! Aproveitemos o tempo,
na Hora Certa.

M. L.


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