Quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

Eu Sou o Mundo

 

 Imagem Internet / Salvador Dalí /    I am the World

 

 

Eu sou o Mundo
O meu e o teu
O nosso mundo!
 
Neste espaço que me aceitou
Mudei o contacto com o mundo
Tornei-me outro mundo!
 
Não vais chegar
Onde estou,
Não vais passar
Onde passo,
Não vais olhar e ver
O que vejo!
 
Pois o teu olhar
Não abrange
O meu estar,
O lugar onde vou passar
A luz a iluminar,
Meus passos.
 
Não pertences ao mundo
Ao meu mundo
Ao mundo dele!
 
Eu acordei
Abri meus olhos,
Reconheci o caminho
Reconheci a verdade
Reconheci a minha vida,
Descobri o bem
Aboli o mal
E voltei a escrever,
O pouco que sei!
 
E desse pouco,
Transformo os matagais
Das selvas do meu interior,
Num plasma grotesco
Sem graça,
Sem harmonia,
Fora do contexto,
Do mundo que escolhi
 
E sobrevivo assim…
Por mim,
Por eles,
Por ti,
Meu amor!
Eu escolhi,
Eu aceitei,
Por todos…
 
Esta forma de sentir
E escrever,
O nosso mundo!
 
Maria Luísa O. M. Adães

 

 

publicado por M.Luísa Adães às 11:25
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43 comentários:
De Sonhosolitario a 7 de Outubro de 2009 às 11:51
ola amiga Luisa .
que lindo esse teu mundo. onde de tudo se encontra e tudo se vive, como se fosse uma verdadeira realidade de encantos sobre naturais, feito de sonho realizados e por realizar,adorei esse teu mundo...
volta sempre com esse encantamento, porque eu estou navegando nesse teu mundo perdido no horisonte porcurando esse mundo de saudades tamanhas, mas
com o tempo tudo se passa,porque temos de viver o mundo da melhor maneira possivel, sem guerras, mas sim com muita paz e muito amor,uma coisa que parece cada vez amis dificel...
doce beijinho minha querida amiga .
sonhosolitario
PS:mesmo longe no horisonte se lembra dos amigos e entra nesse mundo da amizade sempre que pode.
até breve querida amiga...


De M.Luísa Adães a 7 de Outubro de 2009 às 12:18
sonhosolitario

Eu estava a procurar imagem de Dalí quando inseriste o comentário, estavamos os dois ao mesmo tempo, trabalhando no mesmo assunto.

Se possível, volta e Vês a Imagem, tornas a ler o poema e fica tudo completo a meu jeito e a teu gosto.

Depreendo que partiste por mais um tempo!

É assim a vida!

Adorei o teu comentário extenso, cheio de qualidade. Adoras-te O Meu Mundo?
Eu adorei encontrar-te e te espero, uma vez mais
e sempre!
Também como tu, repudio a guerra e peço a Paz e o Amor - cada vez mais difícil - como tu dizes...

Beijos, obrigada e tudo corra pelo melhor.

Maria Luísa


De cuidandodemim a 7 de Outubro de 2009 às 13:55
O mundo que vê, com os seus olhos e sensibilidade, é por certo diferente do meu ou de qualquer outra pessoa, porque cada ser é único, especial e diferente... E por isso o que cada pessoa faz com o que vê é o reflexo de quem é e do que sente...
Bjns


De M.Luísa Adães a 7 de Outubro de 2009 às 14:54
cuidandodemim

Sim este é o meu mundo e escrevo meu poema baseada nisso.

Nada tem a haver com o seu mundo, ou o mundo dos outros. Com certeza que cada pessoa tem o seu próprio mundo.

Neste caso, eu escrevo sobre o meu mundo. quem me lêr pode encontrar-se ou não, nesse mundo.

Mas é do meu que falo e escrevo!

É um poema que fala de mim e dos meus e do nosso
mundo, mas pode ser lido e analisado por todas as
crenças e todas as raças.
É o mundo do poeta que se procura, dentro de si próprio.

obrigada pelo comentário!

beijos,

Mª. luísa


De M.Luísa Adães a 8 de Outubro de 2009 às 15:54
cuidando de mim

Apenas uma pequena falha da m/ parte.

O meu mundo, tal como o mundo de cada um de nós.
comrça por uma pequena Ribeira, ou regato e vai
engrossando, transforma-se num rio e aí caminha
em passos largos a um Oceano universal.

Nessa transformação se vão juntando outros mundos e cada vez mais mundos, no caminho do
Oceano onde todos se juntam e no Final, se transformam, num único mundo.

Então o meu mundo, não é só meu ,é o mundo de todos!

Beijos,

Maria Luísa


De Maria João Brito de Sousa a 7 de Outubro de 2009 às 15:24
Amiga! Acabo de te enviar um email e, agora, descubro que aceleraste a tua produção poética e que já publicaste "Eu sou o Mundo". Tens razão... cada um de nós é um mundo onde ninguém pode entrar se não for convidado e nos não souber amar.
Penso que era Sócrtes que perguntava:
"_ Como posso ensinar-lhe alguma coisa se ele me não ama?" - Depende sempre da nossa capacidade de receber o outro e da capacidade que o outro tem de se entregar,essa possível interacção entre os mundos de cada um de nós.
Um grande, grande abraço e parabéns por este teu universo!


De M.Luísa Adães a 7 de Outubro de 2009 às 16:02
Mª. joão

Andamos em sintonia; mandei-te email, acerca do que pedes. Tudo resolvido!

Sim este escrever é acerca do meu mundo e dos meus. Se alguém se sentir retratado é coincidência, mas é possível.

Falo de mim, do meu mundo onde insiro todos a quem amo.
Mas o poema, apesar de pertencer ao meu mundo,
não deixa de pertencer ao Mundo Universal.

Escrevi :

para o Mundo, a história do " Meu Mundo" e gostei
de partilhar com quem me ame - (filosofia de Sócrates) esse mundo meu e da minha vida.

Englobei todos os amigos e amigas, na forma complexa ou não, como vive o poeta, nas suas imensas procuras.

Gostei de te receber e de resolver todos os acontecimentos que circundaram os nossos mundos,
com todas as suas diferenças.

Beijos e obrigada,

Maria Luísa


De Maria João Brito de Sousa a 7 de Outubro de 2009 às 16:28
Ainda tenho uns minutos para escrever. A pessoa que vai ficar com o Spirit está um pouco atrasada e eu aproveitei para te fazer mais uma visita. É isso mesmo... os poemas são pontes entre a nossa individualidade e o mundo universal. Por vezes cria-se uma ligação e uma forte dinâmica neste tipo de criações... como em todas as criações artísticas. O que me parece inegável é que o criador (artista) se aproxima bastante mais da universalidade do que a pessoa comum. No final de contas até é um processo simples, mas nem sempre devidamente entendido.
Vou ver se já chegou a tal pessoa! Abraço grande!


De M.Luísa Adães a 7 de Outubro de 2009 às 17:41
Mª. João

tal como dizes :

"nem sempre devidamente entendido"...

Já dei por esse facto!

Beijos,

Mª. Luísa


De ♥ Flor Cintilante ♥ a 7 de Outubro de 2009 às 20:53
Li...reli...
passarei para te comentar como a proza o merece,
a amiguita não anda com cabeça mto boa para comentar,
mas passei para te dizer que a tua visita não me foi indiferente.

beijinho cintilante***abraçado


De M.Luísa Adães a 8 de Outubro de 2009 às 09:59
Linda menina

Obrigada pela visita, sempre querida, para mim.

Volta quando te for possível! Até lá força para
continuar.

Beijos,

Maria Luísa


De linhaseletras a 7 de Outubro de 2009 às 22:45
Olá boa noite Maria Luísa , adorei este poema, embora não seja o meu género de escrita , mas gosto de ler e este "mundo" acaba por ser o mundo de muita gente, gostei muito.
Um abraço


De M.Luísa Adães a 8 de Outubro de 2009 às 09:55
linhaseletras

Há imenso tempo que não tinha o prazer da sua
presença. Gostei de a encontrar!

Eu sei que o meu "modernismo" estilo que seguiu ao
surrealismo no Brasil, enfatiga o papel do inconsciente na actividade criativa.
Mas independente disso, alguma coisa a atrai e a
Maria joão de quem sou muito amiga, traduz a simplicidade
de que a poesia se camufula, para a sua própria
realidade.
Mas amo encontrá-la, sei que escreve sonetos e
muito bem e algumas vezes, tenho ido ao seu blogs.

na realidade até traduz muito bem a finalidade do
Poema que é englobar e tocar, o mundo de muita
gente e ligar-se assim, ao Oceano Universal.

Agradeço ter gostado do poema, assim como congratulo, a sua presença e as suas palavras.
obrigada!

Com amizade,

Maria Luísa



De caminhopelasestradas a 8 de Outubro de 2009 às 10:08
No meu caminhar te torno a encontrar e ao poema,

pois de poema se trata, sempre. "O Teu Mumdo" e te

peço, recebe-me nesse mundo teu que também me pertence como "caminhante que sou nima jornada sem Fim".

Lindos os teus poemas, onde se nota a tua grande

diferença, na forma de escrever.

Dalí está bastante bem, contigo!

Caminhante


De M.Luísa Adães a 8 de Outubro de 2009 às 10:56
Caminhante

Não importa conhecer-te, aliás não conheço ninguém, mas escrevo para todos.

O meu mundo, é na sua finalidade, o mundo de todos nós.

Não precisas pedir. Entra a porta e descansa das

caminhadas!

Com simpatia,

Mª. Luísa


De MarguiTonta a 8 de Outubro de 2009 às 11:26
Olá Luísa, como estás? Tudo bem? ESpero que sim. É só para te deixar um grande beijinho ...
Beijoquinhas grandes ...


De M.Luísa Adães a 8 de Outubro de 2009 às 11:30
marguiTonta

Agradeço passares por aqui e deixares beijinho.

Adorei! Outro para ti!

beijos grandes,

Maria Luísa


De Maria João Brito de Sousa a 8 de Outubro de 2009 às 12:10
Reparei que mudaste a imagem da tela de Dali. Tenho a ideia de que a outra imagem poderia ser conotada com uma crucificação e era bastante mais sofredora... tinha o Amarelo de Nápoles como cor dominante, não era?
Olha, amiga, agora tenho de ir... estou cada vez mais lenta... ou é o tempo que está a encolher... :))
A verdade é que demoro mais tempo para fazer menos coisas e estou sujeita a horários que terei de respeitar.
Um grande abraço!


De M.Luísa Adães a 8 de Outubro de 2009 às 12:31
Mª. João

Como tu reparaste.Sim, era muito sofredora e não
a podia fixar. Mudei - esta tem uma mão elegante,
estendida para o mundo, a receber o mundo.

Boa análise! Gostei de ouvir a tua voz. Mas a pequena fortuna que eles levam é incrível e
inesquecível. Mandei um comentário de melhoras e amizade no blogs do Fisga, em meu nome é evidente.
Li numa Ana que aquilo não está nada bem!
Vê se consegues saber mais alguma coisa, ou entrar em contacto com ele.

Obrigada por regressares.

beijos,

Maria Luísa


De Maria João Brito de Sousa a 13 de Outubro de 2009 às 16:23
Amiga... eu não entendo muito bem, mas só agora estou a receber estes teus comentários... melhor, só agora os encontro e estão muito distanciados dos que recebi ao longo do dia. Tenho de fazer uma limpeza à cx de correio! Isto está um caos! Devo ter comentários antigos que nunca cheguei a ler...
Abraço grande!


De MIGUXA a 8 de Outubro de 2009 às 16:43
Maria Luísa,

Cada verso teu constrói e pincela, a teu belo prazer, a tela do mundo que para ti desejas, no momento...

É o dom dos poetas que se deleitam na escrita e nos encantam na leitura...

Beijos
Margarida


De M.Luísa Adães a 8 de Outubro de 2009 às 19:05
Miguxa

Tudo é metáfora.
Eu sei que não pertenço ao mundo, mas à Eternidade -
"não como poeta, mas como ser Universal"...

Na realidade, eu não sou nada
Não tenho nada
Nem o mundo é meu!

Mas os poetas gostam de empolgar situações e por
vezes, parecem arrogantes e não são!
Pobres poetas...

obrigada por gostares e me perdoares eu dizer:

"Eu sou o mundo"...

beijos,

Maria Luísa



De Cöllyßry a 8 de Outubro de 2009 às 18:00
Olá Luisa...Somos do Mundo por um determinado tempo, o resto pertencemos à Eternidade, que seja bem aproveitado esse tempo que nos resta...

Beijo terno


De M.Luísa Adães a 8 de Outubro de 2009 às 18:53
Collybry

"Eu Sou o Mundo" parece uma arrogância, mas não é...é sim, uma metáfora, uma forma de dizer .

e diz :

"Neste espaço que me aceitou
Mudei o contacto com o mundo
Tornei-me outro mundo!"

O poeta conta que o aceitaram, mudou o seu
estar no mundo e se tornou noutro mundo...

É uma forma de dizer poética.

Ele sabe que nada lhe pertence, mas também sabe que não pertence ao mundo, mas à Eternidade...

obrigada pela sua presença, neste recanto humilde.

Mª. Luísa

É o que me interessa dizer, sem arrogâncias e sei
que pertenço á eternidade - não como poeta, mas
como ser Universal.





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