Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

Percorro Caminhos

 

 

    Imagem Internet/ Salvador Dalí

 

 

Percorro Caminhos
Dou voltas ao mundo,
Distancio-me de lugares
Volto aos mesmos lugares
E tento encontrar
Amor, nesse deambular.
 
Dou voltas ao mundo,
Mas de que me serve?
Não dou a volta à Vida
Tento viver e descubro,
Não sei viver!
 
Dou a volta à Vida
Mas isso é ilusão perdida
A Vida não deixa voltar.
 
Percorro o mundo
Regresso ao meu lugar,
Dou a volta à Vida
A Vida não deixa voltar.
 
E descubro que nada sou
E descubro que nada tenho
E descubro que tudo quanto tive,
Entreguei ao mundo
Devolvi à Vida.
 
Isso, hoje, eu sei
E estou convicta
Do que sei!
 
Não sei viver
Nunca conheci o mundo
Nunca encontrei a Vida.
 
Apenas me encantei
Com coisas diferentes
Que olhei e amei.
 
A ilusão perdura
Nas voltas constantes
Que dou,
Para apaziguar
Uma angústia latente
E não voltar.
 
Percorro caminhos
Dou voltas ao mundo
Mas não dou,
Voltas à Vida.
 
E perdi o amor,
Nesse caminhar!...
 
Maria Luísa O. M. Adães
 
publicado por M.Luísa Adães às 11:34
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54 comentários:
De a 9 de Setembro de 2009 às 12:42
Realmente é verdade quando se diz que "a vida nos deu a volta". É sempre assim, nunca o contrário. Mas isso também é viver. Saber contornar os obstáculos que a vida nos impõe faz de nós vencedores. Nessas pequenas e raras vezes, podemos dizer que sim, que demos "a volta" à vida.
Está lindo, minha amiga, e revelador.
Beijinhos


De M.Luísa Adães a 9 de Setembro de 2009 às 13:03


Lindo o teu comentário.
Adorei encontrar-te, hoje, que é um dia meio especial.

Encontraste os meus caminhos e as minhas perdas
e gostaste - que bom minha amiga, das horas ternas
e caladas - dos meus desaires e das minhas vitórias.

`Beijos,

Maria Luísa


De Cupido a 9 de Setembro de 2009 às 13:08
Deste a volta ao mundo e de que serviu?

A vida te deu a volta e te roubou tanto. do que
encontraste no mundo.

Não deste, nem dás,a volta à vida!

Lindo poema!

Cupido


De Katerina K. a 9 de Setembro de 2009 às 16:22
Tens um miminho no meu blog ;)


De M.Luísa Adães a 9 de Setembro de 2009 às 18:18
Flautista

Obrigada por te encontrar, no percorrer dos meus
caminhos.

Vou ao teu blogs encontrar o miminho de que falas.

beijos,

Mª. Luísa


De tangerina a 9 de Setembro de 2009 às 18:07
e tudo isso é vida e tudo isso é viver...é sempre com o nosso querer.
lindo poema.
beijocas
anna


De M.Luísa Adães a 9 de Setembro de 2009 às 18:15
Anna

Obrigada pela tua presença neste blogs e pelas tuas palavras.

Sim, viver é isto mesmo! Temos de dar as voltas e
aceitar!

Com ternura,

Maria Luísa


De cuidandodemim a 9 de Setembro de 2009 às 19:45
Outro poema lindíssimo em que se nota uma vontade de conseguir alcançar a vida, sem que ela deixe que isso aconteça... Talvez por culpa do tempo, talvez por culpa da sorte, talvez por culpa das oportunidades, ou talvez por culpa da própria pessoa, mas o que é certo é que a vida não deixa que lhe demos a volta...
Bjns


De M.Luísa Adães a 10 de Setembro de 2009 às 10:07
Cuidandodemim

Agradeço a sua vinda, sempre esperada, como uma amiga que tem lugar marcado, no meu
Teatro.
A culpa foi das oportunidades que no tempo certo,
não existiam.
E isso deixou uma ânsia de procura, numa vida que
foge quando menos se espera.

Dei a volta ao mundo,
Mas não posso dar a volta à vida!

Obrigada por me escrever; estava sentindo a sua falta.

beijos,

Maria Luísa


De cuidandodemim a 10 de Setembro de 2009 às 20:05
Percebo perfeitamente o que diz em relação à vida, pois sinto o mesmo...
Obrigada por apreciar a minha visita, também aprecio a sua.
Bjns


De M.Luísa Adães a 11 de Setembro de 2009 às 18:42
cuidandodemim

Eu já tinha dito "temos afinidades"...

Obrigada por entender, o que sempre pretendo dizer.

Gosto de si, é certo e verdade - não minto!
E gosto que goste de mim.

Com ternura,

Maria luísa


De MIGUXA a 9 de Setembro de 2009 às 20:00
Maria Luísa,

A vida tudo nos dá e tudo nos leva, há que reter no coração o essencial, o Amor...

Beijo doce
Margarida

PS- Há no meu espaço Lembranças um mimo para ti, sorri


De M.Luísa Adães a 9 de Setembro de 2009 às 22:39
Margarida

Olá amiga,

Há que reter o Amor!Sem dúvida...

Mas no final eu digo:

E perdi o amor,
Nesse caminhar!...

Não te assustes! Coisas de Poeta.

Vou ao teu espaço!

Beijos,

Mª. Luísa


De Maria João Brito de Sousa a 10 de Setembro de 2009 às 17:55
Amiga, tenho de sair já, já! Amanhã volto para me debruçar um pouco mais sobre o teu poema. Só então comentarei. Entretanto verifica a tua cx. de correio, por favor. Enviei-te um email.
Abraço grande!


De M.Luísa Adães a 10 de Setembro de 2009 às 19:18
M. João

Obrigada, eu fico a aguardar!

beijos,

Maria luísa


De Noah a 10 de Setembro de 2009 às 18:13
Boa tarde, amiga Maria Luísa.
Bem, antes demais peço-lhe mil desculpas por não ter comentado o poema anterior, de facto, o que aconteceu, é que o tempo é duro e tem a sua demora para tentar recompensar o meu tempo livre.

Referente a este poema, só lhe digo uma coisa, a vontade que você tem ao mostrar um espaço físico nos seus pensamentos, da mesma forma, que tem ao olhar para um mapa, e a imaginar como seria fácil percorrer caminhos desvendados, voltas sem sentido..

Mas só você, por muita coincidência junta, é que é capaz de criar o seu próprio mapa, o seu mundo, a sua angústia, e claro todo o caminho, irá desvendar o mistério da "VIDA", o puro amor..

Identificas, deslumbradamente , por meras palavras uma terra vasta de raízes, cujo espanto é encontrar "VIDA" entre essas mesmas, um lugar que pode renascer, cheio de amor.. Um lugar que pode preencher o teu caminho, escolhendo então, a verdadeira "ida e volta" da sua angústia !

Beijinho e Felicidades..

Noah


De M.Luísa Adães a 10 de Setembro de 2009 às 19:16
Noah

Não tem de pedir desculpas; só comenta quando pode e eu faço o mesmo.
No entanto, deixou-me feliz as suas palavras e a sua
presença neste blogs.
Eu digo no poema:

"E descubro que tudo quanto tive,
Entreguei ao mundo
Devolvi à vida."

Isto tem um significado muito vasto, todas as coisas que me foram dadas,
eu entreguei ao mundo
e outras, devolvi à vida.

Mas na realidade, eu tenho dado volta ao mundo
e me enebriei e amei tudo, quanto vi, mas regresso
sempre ao meu País, à minha vida.

Este é um poema que de forma abstracta, relata
as minhas viagens pelo mundo.
Mas o controle da vida é muito mais complexo,
embora se misturem, em determinadas situações.

É um poema repleto de tudo e de nada!

Mas gostei da tua análise!Obrigada por comentar.
É evidente, o poema é feito de verdades misturadas de ficção.

beijos,

Maria luísa




De Noah a 10 de Setembro de 2009 às 19:47
Estás a demonstrar mais o teu talento sobre verdades ditas por todos os sítios existentes no nosso mundo..
Sem dúvida, gosto imenso do teu poema, e faço as analises que forem precisas..

Beijinho*

Noah


De M.Luísa Adães a 11 de Setembro de 2009 às 18:50
Noah

Pretendi que me conhecesses melhor, mas já vi não ser necessário.
Vês-me com os teus olhos ternos e eu aceito qualquer análise que faças ao que escrevo e mais...
agradeço seres meu amigo e me deixares ser tua amiga!
Cada um entende o poema à sua maneira, de acordo
com a sua sensibilidade.

O Poeta aceita!!!!!!

Com carinho,
Mª. Luísa


De rosafogo a 10 de Setembro de 2009 às 21:42
Lindo o poema amiga

E assim temos que caminhar
A perder ou a ganhar
Vamos dar a volta por cima
Nem que tehamos que aorender de novo a lidar com a vida.
Como tu própria dizes, ele nos foge
e não deixa que lhe demos a volta.
Mas temos que ir sempre lutando
A esperança é a última a desaparecer
E nós não queremos perdê-la, vamos continuar o caminho , encontrar um pouco de paz.

Todas estas palavras assim ditas ou doutra maneira,
já tu me disseste, procurando que eu seja um pouco mais feliz,
pois agora deixo-te com elas para que o sejas tu
também é esse o meu desejo.
Fica bem
um beijinho
natalia


De M.Luísa Adães a 11 de Setembro de 2009 às 18:27
rosafogo

Sempre pronta a receber um conselho, eu estou aqui!

tanto te tenho aconselhado, chegou a tua vez e eu
aceito com ternura, as tuas palavras que tanto me
dizem.

Lutamos, damos a volta ao mundo, nos encantamos
com o que vimos.
Regressamos ao nosso lugar, ao nosso Porto Seguro.

Tentamos dar a volta à vida, pensamos que sim,
mas nos enganamos - "Só a contornamos, numa fuga
constante e pedimos... "Esquece-me por um tempo
mais"...

E ela finge que esquece! E dá-nos oportunidades,
continuadas, mas muitas vezes não nos apercebemos.

"Percorro caminhos
Dou voltas ao Mundo,
mas não dou,
A volta á Vida.

Obrigada por te encontrar e poder conversar contigo. O meu poema, agradece e eu também!

BEIJOS,

maria Luísa


De cercatrova a 11 de Setembro de 2009 às 00:55
Não sou muito conhecedor de arte, mas tens por aqui os quadros de um dos pintores que mais gosto.


beijinhos


De M.Luísa Adães a 11 de Setembro de 2009 às 09:03
cercatrova

Onrigada pela tua presença neste blogs.

Os meus dois últimos poemas não têm Dalí, mas em tudo quanto escrevo, Dalí está presente no cimo do poema.
Adoro o simboliamo, surrealismo e todos os tons fortes que ele usa na pintura - em especial o vermelho, os verdes escuros de cambiantes que
brilham, o amarelo torrado e as suas figuras abstractas que tanto retratam todos os nossos desejos, sonhos, esperas, dores e alegria.s.

Obrigada por gostares! mais pessoas me conhecem
através do que escrevo e adoram as imagens que
são dele.

E o poema? Ficou no teu sentir?

Volta sempre!

Com amizade,

Maria Luísa

Adoro Salvador Dalí!


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