Quarta-feira, 18 de Março de 2009

NEM SEMPRE!

 

 

  

 

 Imagem Internet / Salvador Dali

 

 

 
 
Nem sempre se fala de amor,
Nem sempre se fala de nostalgia,
Nem sempre se fala o que se pensa,
Nem sempre se fala o que se sente,
Nem sempre se vive de euforia!
 
 
Nem sempre!
 
 
Apenas tu existes
No meu dizer de poeta,
Apenas tu me chamas de poeta,
Apenas tu sabes que sou poeta,
Apenas tu…e ninguém mais!
 
 
Nem sempre existo!
 
 
E vivo no encontro e desencontro
Do que sou,
Vivo da minha ilusão,
Vivo da minha insensatez
E da minha lealdade
 
 
 
Que ninguém sabe
Que ninguém vê
Que ninguém sente
Ou pressente,
Este meu dizer…
 
 
Nem sempre!
 
 
Tentem lembrar este meu canto,
Tentem apreciar
E não esquecer
Q que não vê
O que não sente.  
 
 
Nem sempre, assim é!
 
 
E a solidão e a luz da noite,
Cobrem com seu manto
Os céus e as estrelas
De quebranto…
.
 
Nem sempre!
 
 
Apenas eu fico,
Apenas eu espero,
Apenas eu suplico,
Talvez por ser poeta
Esquecido!
 
 
Nem sempre, eu sou!
 
 
Mas fico sempre esperando
Até àquele dia,
Perto ou distante,
Onde te possa encontrar
Beijar e amar
Sem parar,
Como se o meu mundo
Fosse morrer,
Naquele instante.
 
 
Nem sempre sinto,
Nem sempre!
 
 
E eu morro,
No desejo
Do meu Canto.
 
 
Nem sempre, eu morro!
 
 
Tudo o resto,
É poeira
E ar.
 
 
Mas nem sempre
Eu reparo,
Naquele instante.
 
 
Tento olvidar,
O meu dizer
De poeta
Por algum tempo,
 
 
O Teu Tempo...
E esquecer!
 
 
Maria Luísa adães 

 

publicado por M.Luísa Adães às 13:01
link do post | favorito
De Maria João Brito de Sousa a 19 de Março de 2009 às 13:36
Nem sempre tão feliz quanto aparento,
E nem sempre tão triste, se o pareço...
Nós, almas verticais, sem um lamento,
sempre a pagar o nosso humano preço...

Líndissimo o teu "Nem Sempre!". Llindas as tuas palavras sobre o nosso humano anseio de "ir mais além".
Um abraço, minha amiga.


De M.Luísa Adães a 19 de Março de 2009 às 18:36
Mª. João

Agradeço os teus versos, aos meus versos;

"Nem sempre!" proporciona ao caminhante a
resposta em verso - é esse o intento - todos
colaboram na resposta ao "Senhor".

Obrigada por gostares; a tua opinião é-me importante! És poetisa e vês com outros olhos;
os olhos do poeta em liberdade, a escrever os seus cantos.
Esse "Líndissimo" deixou-me extasiada! Os poetas
são assim, choram e riem no seu caminhar pelo mundo e sofrem - sofrem muito!...
Quem os entende assim, tão bem? Tu sabes? Eu
não sei!

Com carinho, minha querida amiga,

Maria Luísa


De Maria João Brito de Sousa a 20 de Março de 2009 às 00:46
A grande maioria não entende mesmo, amiga. Talvez estejam agora a começar a entender... tenho sempre essa esperança... mas tu sabes bem que o poeta sofre muito e ama muito. Essa é uma das características do poeta, o preço que ele/ela tem de pagar por sê-lo.
Um grande, grande abraço.


De M.Luísa Adães a 20 de Março de 2009 às 03:42
Mª. João

Sim, os dons fazem sofrer e muito; é como tu dizes, o preço, um pouco alto, a pagar, pelo tom Divino
que lhes foi concedido.
Possa Deus ajudar, minha amiga; possa Deus ajudar e abençoar e as nossas palavras, toquem os corações mais rudes e os mais românticos.

Obrigada por responderes e seres como és - assim
mesmo - como eu procuro nos amigos.

Beijinhos para todos, os da casa,

Mª. Luísa


De Maria João Brito de Sousa a 20 de Março de 2009 às 12:10
A minha Minervinha está um pouquinho melhor hoje, amiga. Ontem não vomitou e hoje, embora esquelética, parece mais bem disposta. Dormiu toda a noite enroscada junto ao meu peito e fazia ron-ron sempre que eu lhe fazia festas na barriguita. Por issodormi pouco. Estive muitas horas a dar-lhe calor e ternura e foi muito bom para ela. Estou preparada para tudo, mas sei que ela, hoje, está mais feliz e confortável e eu sinto-me muito em paz. O pai adoptivo dela, o Sigmund Freud, também fez o mesmo. Passou horas a lambê-la e ela está muito feliz.
Beijo grande.


De M.Luísa Adães a 20 de Março de 2009 às 19:57
Mª. João

Que alegria tão grande esse quadro que me descreveste.
Minervinha melhor, mais bem disposta e Freud cheio de meiguice; e tu , minha amiga, com essa ternura a dar-lhe o amor e o conforto que tanta falta fazem, aos nossos bichinhos que são os nossos maiores amigos.
A minha querida já não está comigo, tu sabes e
continuo , nestes momentos, a chorar por ela.

Com muito amor para todos,

Maria luísa


De Maria João Brito de Sousa a 21 de Março de 2009 às 12:54
Eu sei, amiga. Eu tenho tantos e cada um deles é único! Não há um que substitua outro, de forma nenhuma. Mas o Sigmund reassumiu o seu papel de pai adoptivo e também a consola muito. Mas hoje não saio mesmo senão, como de costume, para tomar um pigado aqui a 5metros de casa. Não quero abandoná-la de forma nenhuma.
Abraço grande.


De M.Luísa Adães a 21 de Março de 2009 às 19:36
Mª. João

Vê bem a ternura entre os animais; se alguma coisa acontece, não sei como Sigmund vai ficar, pode
entristecer e ir embora também. Mas eu engano-me
muitas vezes, já disse e afirmo!
Mas não me dizes se ela está melhor ou a sofrer; de
qualquer forma, ficaste o tempo todo com ela.
Eles são insubstituíveis - um, não substitui o outro!
Espero, ainda, que ela melhor, tenho esperanças.

Beijos e diz-me como ela se encontra,

Maria Luísa


De Maria João Brito de Sousa a 22 de Março de 2009 às 11:37
Ela já não está a sofrer amiga. Desde que eu esteja junto dela e lhe faça muitas festinhas, faz muito ron-ron e semicerra os olhitos com um ar deliciado... mas está tão magra, tão magra que até assusta! E debilitada. Anda, mas desequilibra-se muito, tal é a fraqueza, e só come as latinhas quando eu lhas dou à boca, num colherzinha. Come pouco de cada vez, mas come bem... só que não engorda. Nem com o suplemento alimentar, o Nutriplusgel. É como uma chama a apagar-se muito devagarinho, mas não está a sofrer que eu sinto tudo o que eles sentem e nunca mais teve queixas durante a micção. Só um dia. Deve ter sido uma areiazinha a sair na urina. Eu sei que dói muito porque eu também as tenho.
Abraço grande e obrigada pelo teu interesse.


De M.Luísa Adães a 22 de Março de 2009 às 13:54
Mª. João

Ainda bem que não está a sofrer, mas tem dentro dela uma falta muito gande, de amigos que não tornou a ver e isso a magoa, a fragiliza e não a deixa comer.
Dá-lhe comidinha aos poucos e ela vai comendo para adquirir forças , para ultrapassar a ausência
dos amigos a quem ela amou muito e não tornou a
ver.
É um estado psicológico que pode matar! Mas tenho
Esperanças, muitas. Que Deus me ouça!

Beijos da amiga, para todos os amigos,

Maria Luísa


De Maria João Brito de Sousa a 22 de Março de 2009 às 21:31
Obrigada, amiga. Eu até lhe dou as latinhas com uma colherzinha... mas também é uma situaçãocrónica antiga que se agudizou de repente. Ela tem uma insuficiência renal há muito tempo e tem estado com alimentação especial, embora nem sempre eu lha pudesse comprar. Mas agora come bastantes latinhas e já nem engorda. Está muito, muito magra.
Um abraço grande.


De M.Luísa Adães a 23 de Março de 2009 às 07:48
Mª. João

Problema da Maggie, insuficiência renal, é bastante
perigoso; então, tens de ter muita paciência, sei que tens, para poderes vencer e viver num ambiente que traduz incerteza, constante.
Peço a Deus por ti e por todos.
Não queria que ela sofresse! Mas temos de aguardar.

Beijos para todos e as melhoras; força para ti,

Maria Luísa


De Maria João Brito de Sousa a 23 de Março de 2009 às 10:35
Obrigada, amiga Maria Luísa. Também foi assim que a Lupa morreu. Mas a Minervinha, ontem, comeu duas latinhas à colher. É muito, mas cda vez está mais magrinha... mas ontem, por volta das 3h da madrugada, fiquei muito contente, porque ela, mesmo sem forças, viu uma borboletinha da noite, entusiasmou-se, e andou a tentar caçá-la. Claro que não conseguiu, mas é bom sinal ela fazer muito ron-ron e entusiasmar-se com uma borboleta.
Um abraço grande.


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