Quarta-feira, 11 de Março de 2009

FONTE

 

Imagem Internet / Salvador Dali

      

Ela amava a solidão,
Depois de esgotar o amor
E a Fonte desse amor.
 
 
Recolhia-se ao lugar escolhido,
Na colina silenciosa
E a água corria temerosa.
 
 
Orava nessa solidão,
Num silêncio que se renova
E retorna consumado, nessa prova.
 
 
E brotavam dessas águas,
Dessa Fonte que falava
O amor esperado e encontrado.
 
 
Longe da multidão,
O som alegre titubeante
De quem não estava.
 
 
E a calma silenciosa,
Da solidão vivida a dois
Como se fossem um só.
 
 
Os envolvia nessa tarde sinuosa,
Onde se cantava ao longe
E ali se amava no final do dia.
 
 
E a sombra descia,
E os encantava
Em novos jogos de amor.
 
 
E a água da Fonte escondia,
Os outros sons que se ouvia
E o grito rouco que gemia.
 
 
E jogavam como sombras,
Num mundo de magia
Num términos de nostalgia.
 
 
-Que belo final do dia,
Tu me deste meu amor
E eu te dei tudo, como sabia…
 
 
E tu gostas deste amor,
Desta fonte de água fria
A gotejar bolhas fugidias.
 
 
A aparecer,
A acabar,
A cintilar,
A esmorecer
 
 
No Final
De um Novo Dia!
 
Maria Luísa Adães
 
publicado por M.Luísa Adães às 11:53
link do post | favorito
De Fisga a 12 de Março de 2009 às 19:26
Olá amiga Maria Luísa. Obrigada pelo poema que é espectacular. Sabes? Tu escolheste um título muito bonito, há palavras que são especiais e inspiradoras. Tais como: Amor, amizade, Felicidade, Natividade ou nascimento que é a mesma coisa. E outras que agora não me lembro, e acima de tudo, a palavra Fonte, fonte é fonte e o nome é Q. V. Para definir a palavra, Tudo nasce nas Fontes. Ao contrário de Fim, ocaso, términos, morte, ou terminal. E tantas outras, são palavras sem inspiração e sem interesse. Foste muito feliz na escolha. Parabéns por isso. Um grande beijinho deste teu amigo, que muito te admira, por seres a pessoa que és, muito rica de sentimentos. Eduardo.


De M.Luísa Adães a 13 de Março de 2009 às 08:59
Eduardo

O teu comentário ao poema "Fonte" encheu-me de
alegria, por gostares do poema e ainda, pelo título do mesmo que nos faz lembrar paisagens frescas,
repletas de flores, lugares paradisíacos, onde podemos andar com alegria e respirar o ar que nos
guia.

Obrigada , meu amigo

Com carinho,

Maria Luísa


De Fisga a 13 de Março de 2009 às 16:54
Olá amiga M. Luísa. Eu sabia que o comentário te ia deixar feliz, mas não foi por isso que eu o redigi assim. Eu gostava de ser capaz de exprimir por palavras o que representa para mim a palavra FONTE. Fonte é uma porta pela qual só se sai, não tem entrada. Fonte é dádiva, fonte é prémio, é nascente, é.... É mágica para mim. Eu tenho uma foto na minha cabeça que me mostra o que significa fonte, para mim, mas eu em palavras não sei descrever. A foto que eu tenho na minha cabeça, é uma figura feminina mas muito mal definida, a jorrar cá para fora o nada e o tudo que nós querer-mos, aberta à dádiva, à entrega à servidão, à satisfação das exigências do seu próximo, sem nada pedir em troca, porque ela não é receptora, é apenas emissora. É uma fonte. Um beijinho Eduardo.


De M.Luísa Adães a 13 de Março de 2009 às 19:19
Eduardo
Fonte é o máximo dos máximos; É a Fonte da Vida!

Nas águas que correm saciam a sede do Peregrino que caminha sem parar e encontra o lugar onde pode descansar.
As águas correm da Fonte, alimentam e saciam a fome e a sede do Caminhante perdido, num local sem fim.

Foi numa Fonte que Jesus descansou do calor do deserto e a Samaritana lhe ofereceu água fresca,
saída da Fonte gotejante.

É o símbolo da Natureza pura, sem guerras, sem
sofrimentos e sem dor.

É o melhor que podemos encontrar em qualquer
lugar.

Na fonte a água sai - não entra - apenas tem a saída para a natureza que a espera sequiosa de
frescura.

Isto é a minha concepção de Fonte - o resto vem no meu Poema "Fonte".

Obrigada por gostares.

Beijos,

Maria Luísa


De Fisga a 14 de Março de 2009 às 11:25
Amiga Luísa. Isto é a nossa concepção de fontes, Porque há centenas, talvez milhares de fontes. A fonte é algo de onde nasce algo. Um beijinho Eduardo.


De M.Luísa Adães a 14 de Março de 2009 às 18:09
Eduardo

A minha" Fonte " "É a Fonte da Vida" , entendido?

Refiro-me à Fonte, donde partem todas as fontes do mundo," A fonte da Vida" e neste caso específico não há várias fontes, mas uma Única e todas as outras, nascem dessa.

Não há várias concepções de Fonte, há, neste caso, a "Mãe" de todas as Fontes. Fiz-me entender?
O poeta diz, escreve e conta e tem a sua forma
de vêr, nada tem com o resto...

Esta é a minha Fonte! Esta é a Fonte a quem eu presto a minha homenagem!

Percebido, meu amigo do peito?

Maria Luísa


De Fisga a 16 de Março de 2009 às 11:27
Olá amiga Luísa. Peço desculpa pela interpretação incompleta que eu fiz. Tens toda a razão Um beijinho Eduardo.


De M.Luísa Adães a 16 de Março de 2009 às 12:23
Eduardo

Obrigada por entenderes - há, neste caso, uma única Fonte - a Mãe de todas as fontes e a água que dela sai, é o alimento do Corpo e do Espírito
do Peregrino deste mundo. É a Fonte da Vida!

E foi uma pena, ter ficado abaixo da" Confiança" no blogs - deixou de chamar a atenção - eu tinha tido muito interesse, em que ela náo entrasse em 2º. plano, mas entrou...e não estou conformada!

Foste a pessoa que lhe deu a atenção que eu desejava - Obrigada por isso!

Com gratidão,

Maria Luísa


De eduardo a 16 de Março de 2009 às 15:43
Olá amiga Luísa. Não te martirizes por isso. Lembra-te que há tantas outras coisas na vida que mereciam muito mais importância do que aquela que as pessoas lhe dão, deixando tantas vezes de tirar delas o rendimento que elas estavam preparadas para dar, e por falta de atenção e carinho ficam estagnadas para sempre. E tens ainda outra coisa a considerar, as acções ficam para quem as pratica, e não sobra nada para quem as não pratica tu semeaste num terreno que é comunitário, e dele colhe quem precisa, será que quem não colheu não precisa mesmo de nada? Um beijinho Eduardo.


De M.Luísa Adães a 17 de Março de 2009 às 09:48
Eduardo

Tens razão; quem nada colheu, não necessita da água pura e fresca da "Fonte da Vida".

Vou aceitar! Já me sinto feliz com as pessoas que me escreveram , entre elas, a nossa querida amiga.
Ela não esqueceu e já escreveu mais do que uma vez.
Tenho, graças a Deus, muito bons amigos!

Beijos para ti e agradeço os conselhos.

Maria Luísa


De Fisga a 17 de Março de 2009 às 18:52
Olá amiga Luísa. Fico muito feliz por ti. Porque afinal há sempre que aproveite para tirar lição do livro que outros abandonam e não lêem. É como dizes tens muitos e bons amigos. Parabéns Um beijinho Eduardo.


De M.Luísa Adães a 17 de Março de 2009 às 19:03
Eduardo

E tu és um deles! Ficaste cheio de pena pela minha "Fonte" ficar em 2º. plano , mas a "Confiança " compensou e juntando esse poema,
(que me parece bom) à Fonte, tive muitos amigos a comentar um e o outro e estou mais feliz e tu
estiveste a ajudar. Eu entendi...

Beijos, amigo do peito.

Mª. Luísa


De Fisga a 18 de Março de 2009 às 15:01
Olá amiga Luísa. Tens razão, fiquei cheio de pena, mas apenas por uma razão. Porque notei claramente que tu ficaste triste. Porque pelo facto de o comentário merecer mais atenção, e não a ter, isso é como eu digo, as acções ficam para quem as pratica, e não para a pessoa a quem se dirigem. Um beijinho Eduardo.


De M.Luísa Adães a 18 de Março de 2009 às 18:20
Eduardo

Tens razão, passou despercebido, pois ficou em 2º. plano, mas foi pena; vai ser editado em Livro , quando regressar do Brasil.
Mas os comentários dos amigos, são sempre agradáveis.

Publiquei, hoje, um outro poema com o título :
"NEM SEMPRE!"

Quando tiveres tempo, dá-me a tua opinião; é
sempre benvinda.

beijos,

Mª. Luísa


De Fisga a 19 de Março de 2009 às 17:04
Olá amiga Luísa. Sabes amiga: embora seja, e é muito gratificante, os comentários dos amigos, mas é assim: nós escrevemos, e isso que nós escrevemos é posto ao julgamento de uma panóplia de pessoas que não estão mandatadas por nós e muito menos pagas para comentar. Foi de facto pena, mas tem paciência para a próxima será melhor. Então mas é verdade que vais fazer um livro? Também é verdade que vais deixar a gente outra vez e vais para o Brasil? Eu vou sentir a tua falta. Mas fica sabendo que eu quero um ou dois exemplares autografados. Beijinhos Eduardo.



De M.Luísa Adães a 19 de Março de 2009 às 18:16
Eduardo

Eu pertenço à APE , tenho livros publicados e estes poemas da Net, têm sido muito bem recebidos por
pessoas longe dos blogs.
E fizeram convite, para a publicação dos mesmos.
Mas eu ainda estou a escrever; os meus poemas não estão escrito na gaveta, são escritos um dia
antes, de os colocar na Net. Então não sei, quantos
vou escrever mais.
Além disso, se Deus o permitir, eu em Maio (dia 9)
vou para São Paulo e em Portugal, ficam os projectos à minha espera.Só volto em Julho - final.
Não te preocupes, eu desta vez, levo o computador,
para não perder o contacto com os amigos. Vamos
ver como correm as coisas até lá. Não vou dizer
a ninguém, não interessa!
Se houver livro, mais tarde , para ti , são oferecidos.

Bºs, M. Luísa


De Fisga a 20 de Março de 2009 às 17:21
Olá amiga Luísa. Muito me contas. Não te imaginava Que fosses uma pessoa de tão alto gabarito. se já tinha uma grande admiração por ti e pela tua humildade, agora a minha admiração ficou inflacionada. Se não é indiscrição. O que é a A. P. E.? Se eu estiver a ser indiscreto dá-me um xiu . Olha essa dos livros, eu quero de facto, mas não é oferecidos, porque não é certamente para isso que tu andas a trabalhar. mas isso ainda é muito cedo para falarmos disso. Quando fores diz-me para eu te desejar muito boa ida e um melhor regresso. Beijinho Eduardo.


De M.Luísa Adães a 20 de Março de 2009 às 19:31
Eduardo
Não sou de "alto gabarito" como tu dizes , sou
pessoa comum, amiga da Família, Amigos, animais,
crianças. Tenho uma neta de de quinze meses, muito bonita," paulistana", pois nasceu num local que pertence "ao coração e pulmão de São Paulo";
quem nasce nas zonas limítrofes, são chamados de
"Paulistas".

Quanto à" APE - Associação Portuguesa de Escritores",
Membro Honorário da Ordem do Infante D. Henrique
Membro Honorário da Ordem da Liberdade

Eles dizem: " Escrever é lutar"

eu pertenço desde 24 . Setembro . 2001
(Aqui para nós) oficialmente "sou escritora" é uma
profissão.

Já tenho livros publicados desde o ano 2000; sabes
não gosto muito de exibições, mas isto é verdade!
Tenho livros na Biblioteca Nacional e em vários outros locais. Mas na blogosfera, sou igual a todos.

Eu vou para o Brasil, como te disse, mas levo o pc
e se Deus me ajudar continuo a escrever, depois no regresso penso no tal convite, de editar os poemas da Net.

Com tempo, vou enviar-te um dos meus livros que está exposto no "Convento da Arrábida e no" Museu
Sebastião da Gama" além de fazer parte da
Antologia poética "A Serra da Arrabida na Poesia
Portuguesa".
Isto nunca mais terminava! Ficas a conhecer-me, um pouco melhor, só que a nossa amizade virtual,
não tem nada com estes títulos - nem para ti , nem
para ninguém.
Eu sou a Maria luísa do blogs "prosa-poética" e nada mais! Entendido, meu amigo? E nada sei de
informática!

Com amizade,

Maria Luísa
exposto no Convento da Arrábida


De Fisga a 21 de Março de 2009 às 10:06
Olá amiga Luísa. Espero que não tenhas levado a mal, a minha expressão (Alto gabarito) Essa expressão foi usada no bom sentido e nunca com cunho depreciativo.
Quanto à tua humildade, dedicação e respeito, Nunca tive a mais pequena dúvida, bem assim como sobre a tua integridade moral, espiritual e Humana.
Quanto à tua carreira, no mundo das letras e em toda a tua vida activa. Dou-te os meus sinceros parabéns, e desejo-te as maiores venturas e felicidades pela tua vida fora. Felizmente para mim, nunca me fez inveja a felicidade ou a sorte de ninguém, A felicidade e a sorte, existem em quantidade suficiente na vida, para todos que as saibam encontrar e merecer. Por isto e por tudo o mais, só tenho que te felicitar pelo teu sucesso, que não te caiu nas mãos com certeza de mão beijada, mas sim fruto de uma luta, persistente e constante.
Quanto à tua neta, desejo para ela e para toda a família, incluindo os Avós, as maiores felicidades, pela vida fora.
Agora quanto ao livro, que dizes, me vais mandar. Olha amiga Luísa, Eu
Quero-te muito bem, adoro-te, estimo-te com todo o respeito, que tu tão bem sabes merecer. Com toda a simpatia humildade e respeito, que te devo, quero sem polémicas e sem maus entendidos, pedir-te uma coisa: Que não me mandes nada, porque o que eu fiz foi sem qualquer interesse, até porque eu nem sequer sonhava que tu tinhas uma carreira de escritora, ou algo semelhante, pois como sabes, nunca me tinhas falado de tal coisa. Agradeço-te, isso sim, que me digas onde posso encontrar, os teus livros a vender, pois não sei títulos deles e tu à semelhança do que é usual, deves usar um também um Pseudónimo, que eu também não conheço.
Peço-te desculpa de ter dito que quando publicasses que queria dois livros, eu juro-te que se soubesse o que sei hoje, não tinha dito uma palavra sobre isso, Fiz sem pensar, e reconheço agora que fui muito, indelicado, em face ao que se passou. Mas acredita foi tudo inocentemente e sem qualquer maldade. Desculpa-me. Um beijo Eduardo P. S. Estás à vontade para guardar ou apagar este comentário.


De M.Luísa Adães a 21 de Março de 2009 às 12:05
Eduardo

Os livros foram vendidos em todo o país e Ilhas;
houve uma Senhora nos blogs que comprou um deles,
nos Açores. A Editora "Hugin Editores " faliu, como muitas Editoras em Portugal; eu não uso pseudónimo, sou sempre eu; nada necessita de ser
escondido - este é o meu lema - , mas tenho alguns
com que fiquei para amigos, faz parte do contracto.
Há um que tenho apenas 3 , mas vou enviar-te o
que ficou no Convento da Arrábida, assim que
possível; não tens de comprar nada!
Aguarda e responde ao desafio que está por baixo do poema "Nem Sempre!". Já escrevi no teu blogs
sobre o assunto.

Beijos da amiga,

Maria Luísa


De Fisga a 21 de Março de 2009 às 18:13
Olá amiga Luísa. Eu não quero por nada que este assunto seja causa de aborrecimento entre nós, eu já preso de mais a nossa amizade, para deixar que ela seja beliscada por coisas como esta, mas sinceramente, eu fico muito arrependido de ter feito o que fiz, e agora já é muito tarde. Perdoa-me a franqueza, mas aqui está o fruto amargo de uma espontaneidade minha. Assim que soube por ti que ias publicar, tal como fiz com a Maria João disse logo que queria. Para ela me reservar, e contigo fiz a mesma coisa, só que não correu bem contigo, como correu com a João. Tenho pena. Já tenho tanto para te agradecer, ainda agora mais esta divida. Mas olha seja tudo em desconto dos teus pecados, se é que tens algum. Um beijinho Eduardo.


De M.Luísa Adães a 21 de Março de 2009 às 19:14
Eduardo

Mas que confusão, é normal eu pretender enviar-te um livro ou dois ( um é prosa ficcionada), és meu
amigo e eu fiquei com livros para oferecer a quem gosta. Vou enviar pelo correio. não tem nada a haver com a nossa amiga, mas comigo e contigo.
Assunto arrumado! Espera pelos livros já publicados.
Não mando todos, mas espero enviar dois.
Beijos,

Mª. Luísa


De Fisga a 22 de Março de 2009 às 16:24
Ok. Minha querida amiga. Não se fala mais no assunto. E desde já o meu agradecimento pelo teu carinho para comigo. O teu carinho para comigo, ainda vai ser publicado hoje, já está na forja, estou só a dar aqui uma volta aos comentários que já começam outra vez a acumular. Beijinho com carinho Eduardo.


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