Domingo, 20 de Junho de 2010

VIVER

 

Internet / Salvador Dalí 

 

 

 

É na realidade que vivo

É para ela que tenho de voltar

Quando as asas cansadas

Não podem mais voar.

 

Tenho de viver sem sonhos

E transformar todo um destino

Que ao nascer me proibiu de tudo.

 

Mas não sei como o fazer,

Pergunto ao vento

Ele não sabe responder.

 

Pergunto às aves

E delas me amedronto 

E elas sabem, porque fujo delas.

 

 

Deus não me pode dizer como viver,

Tenho de aprender

E não sei como aceitar o morrer.

 

Não culpo nada, nem ninguém!

 

Alguns, culpam Deus de todo o mal,

Outros culpam sua sorte

Eu me culpo a mim,

Na espessura da multidão

Que me envolveu.

 

Como posso estar viva,

Como posso descer escadas,

Perder minha vida,

Ter um rosto no mundo

 Afundar um destino

Há muito afundado?

 

Como posso viver meu amor

E não te culpo de nada…

 

As culpas são minhas,

Apenas minhas, são as culpas!

 

Sinto-me igual à solidão,

Na procura

De uma face iluminada.

 

Maria Luísa

publicado por M.Luísa Adães às 15:18
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60 comentários:
De jabeiteslp a 20 de Junho de 2010 às 16:18

as tuas asas não estão cansadas
iluminadas...

nos desejos de um bom domingo
bjos


De M.Luísa Adães a 20 de Junho de 2010 às 16:27
Anjo

Tantas coisas aconteceram...

Despedidas...me deixaram num estado de alma
para além e acima do "meu" normal que já não é assim tão normal!
Escrevi para esquecer, a despedida de meus familiares mais próximos, para o Brasil, há instantes. Estou mal, meu amigo!

Beijos e obrigada,

Maria luísa


De MIGUXA a 20 de Junho de 2010 às 21:10
Maria Luísa,

Encontro o teu "VIVER", triste, caído na realidade...

Mas Amiga, apesar de cansadas tuas asas voam e bem alto, tão alto até nos fazerem sonhar que a teu lado poderemos voar...

Um sorriso
com ternura para ti
Margarida


De M.Luísa Adães a 21 de Junho de 2010 às 06:38
Migu

Grata por te encontrar e às tuas palavras, onde não falta o alento e a beleza da amizade.

Vai aos meus prémios e leva, se quiseres, uma das minhas fotos. A que fala no poema é a mais recente,
um mês de diferença das outras. Mas sou eu!

Espero encontrar-te, mais vezes
Inúmeras vezes.

O tempo passa rápido e hoje não estou muito bem.

Agradeço teu carinho.

Beijos,

Maria Luísa



De a 21 de Junho de 2010 às 11:48
Querida Mª Luisa,
As despedidas são sempre dolorosas. Mesmo sabendo que a distancia fisica facilmente se pode vencer.
Percebo a tua inquietude mas as respostas às nossas perguntas só nós as podemos ter. Basta estarmos atentos.
Fica bem minha amiga. Que logo, logo essas asas ganhem vida e nos levem com elas na magia do teu sonho.

Beijinhos


De M.Luísa Adães a 21 de Junho de 2010 às 12:42
Querida amiga

Verdadeira e sensata, como eu? Difícil, não?
Também não sei responder à despedida e penso conhecer os outros que se aproximam de mim.

Sou uma farsa no sofrer, no dizer, no escrever.

Fico feliz por te encontrar. O sapo é mais intimista.
Odeio a farsa das modificações que ficaram mais
complexas, mas há no sapo "a Alma da Gente" que
fica, depois de tudo desaparecer.

Tenho de voltar deste caminhar!

Beijos e obrigada,

Mª. Luísa


De cuidandodemim a 21 de Junho de 2010 às 18:35
Muito se pode dizer da vida e da morte minha amiga, mas tudo o que possamos dizer fica sempre aquém daquilo que é porque há coisas que não se conseguem traduzir por palavras de tão complexas que são. Só conseguem ser sentidas, com dor, alegria e uma variedade imensa de sentimentos...
Bjns


De M.Luísa Adães a 22 de Junho de 2010 às 10:17
cuidandodemim

Uma vez mais te encontro,
uma vez mais dizes palavras de encanto,
uma vez mais me dás teu tempo,
uma vez mais te lembras de mim,
uma vez mais me fazes acreditar
em ti...

"só a dor, a alegria e a solidão
minha companhia,
aceite por mim
e os imensos sentimentos
nos trazem a nostalgia
e nela o encontro
esperado um dia...
E morrer, é um destino certo e justo!

Adorei encontrar-te.

Um beijo,

Mª. Luísa


De Dulcineia a 22 de Junho de 2010 às 10:23

O que escreves é meu encanto
minha dor, meu quebranto.

O que dizes se desfolha em pranto
o estar vivo por entre os prantos
é uma benesse a aceitar e amar.

"Quando a morte é séria e justa"...

Belo teu poema

D.


De M.Luísa Adães a 22 de Junho de 2010 às 10:27
Não te conheço
não sei quem és,
mas me enche de pranto
meus olhos
ao ler-te, como se te ouvisse.

Tanta coisa linda a dizer
Tanta beleza a responder...

Obrigada,

Mª. Luísa


De poetaporkedeusker a 22 de Junho de 2010 às 11:42
Tanta desilusão, amiga... tanta! Creio que todos nós vivemos esse drama da não aceitação da morte. A nossa componente biológica pede-nos vida, mais vida... mas essa mesma morte é parte da vida que tanto amamos e, por vezes, tanto nos espantamos de amar. E culpas... sentes-te culpada de quê? Da tua humana condição? Estou a "falar" como se fosses o sujeito poético do que escreveste e parece-me que não estou a errar muito.. ou estou?
Desculpa eu ter deixado passar uns dias sem te visitar, mas a verdade é que sou muito mais lenta do que a maioria dos bloggers e não sei comentar só por comentar, sem prestar um pouco de atenção àquilo que foi escrito no post... e a minha cx de correio está mesmo um caos! Acho que já deitei fora coisas de que iria necessitar, na tentativa de ler todos os mails e pps que me enviam... mas foi uma tentativa vã pois acabei por não conseguir abrir senão um ou dois pps...
Abraço grande!
PS - Como vai o processo de edição do teu novo livro?


De M.Luísa Adães a 22 de Junho de 2010 às 15:29
"Amamos a vida e por vezes nos espantamos de amar"...

Concordo contigo, é isso mesmo! Porque a amamos?
Ela merece?

Parece que sim - é uma forma de nos modificar, de nos mostrar coisas invisiveis ao nosso olhar.

E de nos aperfeiçoar!

O poema é "um estado de alma ligado à familia que partiu em bem).
Devia agradecer e não ficar triste e nostálgica.

Mas estou muito longe da perfeição! Cada vez mais longe...

Agradeço não me esqueceres, não imaginas quantos me esqueceram e ao esquecer-me, repudiaram o
melhor de mim -" a minha forma poética de dizer"

Tu sabes que isso me faz sofrer e não me deixa perdoar.
Sou amante de meu "Eu Poético" - me definiste assim!

E disseste a maior verdade em relação a mim!

Quem me não entende - não entende poesia - e tenha
paciência, mas escreve por escrever, como qualquer um, mas não é Poeta!
Eu há muito, perdi ilusões,
Outros, neste virtual "criaram ilusões"...

Correcto? Me parece que sim! Só tu entendes este espírito inquieto. Não dou chances, aos que não entendem poesia!

Beijos de amizade,

Mª. Luísa

Será que me entenderam?


De poetaporkedeusker a 23 de Junho de 2010 às 15:21
Ficamos sempre sem a certeza absoluta de nos terem entendido... até porque a Poesia permite e faz nascer leituras pessoais que divergem segundo a natureza e os padrões culturais de cada um. .. mas isso é bom, amiga! O Poeta tem de resistir à tentação de limitar a leitura do seu poema áquilo que, naquele momento, lhe ia na alma... assim que "soltamos" o poema, muitos irão beber dele... ele ganhará autonomia e partirá pelo mundo fora, tal como o teu filho... e tal comop o teu filho, ele voltará a ti e tu, muito provavelmente, irás descobrir nele coisas que não tinhas descoberto no momento em que o escreveste... somos apenas humanos, amiga. Os poemas, às vezes, aproximam-se do divino...
Abraço grande!


De M.Luísa Adães a 23 de Junho de 2010 às 16:27
Mª. João

Tu sabes como sou e eu sei que a essência do que escrevo é entendida pelos amigos que me restam
e são poucos.

Mas me pergunto - qual a razão desta viragem, assim
de repente? Alguma coisa se passou que eu ainda não descobri.
Isto começou a acontecer com o desaparecer, não
do amigo Edu...

Tal como dizes, o poema por vezes, se aproxima do Divino.

Vou tornar a falar contigo!

Beijos,

M. Luísa
.


De poetaporkedeusker a 24 de Junho de 2010 às 14:21
Amiga, eu tenho esta "teoria" há já algum tempo; parece-me que estamos numa fase de "separação de águas" e que muitos dos pioneiros dos blogs irão transferir as suas preferências para o Facebook, Hi5 e outros. Os blogs, no meu entender, são o suporte ideal para quem gosta de escrever/escrever :) Refiro-me à poesia, ao conto, à ficção em todas as suas formas. É muito possível que aqueles que têm por objectivo a comunicação não literária encontrem nos outros suportes uma ferramenta mais adequada aos seus objectivos... eu "casei-me" com o formato blog e costumo ser muito constante nas minhas opções... olha o meu "casamento" com o soneto clássico onde já vai!?
E eu continuo a gostar dos outros formatos de Poesia, mas o soneto parece ter vindo para ficar!
Posso estar muito enganada, mas é assim que eu vejo está emigração dos blogs... pelo menos até me aparecer uma explicação mais lógica que me faça mudar de ideias.
Abraço grande!


De M.Luísa Adães a 24 de Junho de 2010 às 14:54
Mª. João

A tua teoria, senão a tua verdade, já afloraram meu pensamento.

Também creio que as novas técnicas, as mudanças constantes se tratam de manter um mundo sem
limites onde os menos dotados se sentem felizes e integrados.
Eu também escrevo poesia e não vou deixar de escrever o que sei e gosto, pela futilidade do momento.

Tenho de ter coragem, pois faço parte das minorias.

No google eu já descobri que apreciam, mais do que tudo, a fotografia e pequenas frases a passar por
poesia. Mas a fotografia, predomina no google.

Eu vim experimentar a vivência dos blogs do google e já sei o que se passa. Fotos muitas - acrescidas de algumas palavras, enlouquecem a multidão destes
blogs.
O resto fica esquecido
Um e outro se lembra,
mas muito pouco.

Aliás a minha sensação do google era essa. Eu não sou fotografa, escrevo poemas um pouco dificeis de
entender, embora pareçam fáceis.
E a multidão que sobra, vai para o facebook e
enlouquece por lá.
Eu não entro no jogo.
Minha poesia modernista/futurista, não tem espaço neste tempo.
Talvez desista, talvez não! Mas entrar na gaiola
onde se degladiam, não é minha missão.

Mas agora tenho a certeza, de que o que dizes, é
a realidade deste tempo.

Um dia passa, mas se inventam outras coisas sem nexo e a aderência vai ser cada vez maior.

Os blogs estão a morrer, não lentamente, mas ràpidamente.

A passagem desta época se vai dar, mas pode demorar 50 anos - aí, eu não estou cá!

Tu tens outros eventos
Eu não tenho,
mas pertenço à Associação Portuguesa de Escritores
que não vai ser vencida, nesta fase de loucura colectiva. Mas para mim, me parece que vai terminar
e vou aceitar (que mais posso fazer? Lutar contra "Moinhos de Vento"? Não o faço!

Mas acertaste em pleno no que se está a passar e vai continuar a passar.

Beijos e obrigada,

Mª. Luísa



De poetaporkedeusker a 24 de Junho de 2010 às 17:20
Sabes, Maria Luísa, não me parece que os blogs vão mesmo morrer. A maioria pode até desaparecer, mas haverá sempre alguns blogs de qualidade que acabarão por vingar para a posteridade! Eu acredito nisso! Repara que o blog é um verdadeiro livro, um livro que tem uma nova página à espera de ser escrita no dia seguinte. Tem sido sempre assim com todas as coisas. O tempo, a sorte e a própria humanidade filtrarão os blogs e nem todos eles terão sido escritos em vão. Para ser mais correcta, nenhum deles terá sido escrito em vão. Até os de menor qualidade literária ou informativa, terão cumprido o seu papel histórico no Tempo. As escolhas far-se-ão ao longo dos anos, invariavelmente, como acontece desde o início dos tempos com todos os tipos de arte.
Amiga, agora tenho de ir antes que a cabeça me estoure... já ralhei com ela, já a insultei, mas ela não pára de me doer.
Abraço grande.


De M.Luísa Adães a 24 de Junho de 2010 às 19:00
Maria joão

Vou dar-te uma alegria:

concordo a 100% contigo e o resto pertence já, ao
passado, "o futuro pertence a Deus".

As melhoras e cuidado com essa cabeça.

Um Abraço.

Maria Luísa


De poetaporkedeusker a 25 de Junho de 2010 às 11:25
:) Obrigada, amiga. Na segunda feira tenho consulta no hospital. Esperemos que eles consigam melhorar-me esta infecção porque já estou cansada de andar com febre e dores de cabeça... é desgastante! E hoje terei de ir á vila pagar um aviso de corte antes que cortem mesmo! Ontem, claro, não me nasceu nenhum soneto...
Abraço grande!


De M.Luísa Adães a 25 de Junho de 2010 às 15:27
Mª. João

Descansa atá 2ª. feira e depois vais ao médico.
Não podes andar com tanta canseira, respeita os limites de tua vida e vais ficando por cá.
Isto já tu conheces, não é bom, não é mau...
O outro lado, (eu acredito que existe) não sabes como é.
Fica por cá!

As melhorea e um abraço,

Mª. Luísa


De poetaporkedeusker a 28 de Junho de 2010 às 17:11
Amiga, só há pouco cheguei do hospital e o correio do Sapo está maluco de todo! Estou há que tempos a tentar responder-te de lá e ele não ata nem desata!
Tive de vir directamente ao blog para te responder...
Eu vislumbrei o "lado de lá" em 1989 e garanto-te que é lindo. Inexplicavelmente lindo! Não sei como é quando se fica por lá, mas sei muito bem como é a viagem até lá. Não fui a única a experienciar isso e, depois disso, tive a oportunidade de ler sobre outros testemunhos, na maioria bastante semelhantes àquilo que vivenciei. Alguns eram bastante mais pormenorizados, mas a experiência do túnel e da luz, essa, foi comum a todos. Mas isso não faz com que eu deixe de amar a vida! Amo-a profundamente a cada instante que passa, mesmo quando me queixo das malvadas dores de cabeça, coluna, barriga, etc, etc... :)
Abraço grande!


De M.Luísa Adães a 29 de Junho de 2010 às 10:00
Mª. João

Tu vislumbraste o lado de lá e ainda não me tinhas dito?
Eu sou uma analista de muitas coisas e pessoas, mas adoro encontrar alguém idóneo que me diga:

"eu estive no lado de lá" e aí, eu paro para escutar,
pois o problema me interessa muito, muito!!!

Amiga tens de me contar tudo o que viste e sentiste e depois o retorno.

Vais arranjar paciência para mim, alguma coisa me ficou neste meu caminhar, foi o te encontrar, sejas tu quem fores.

Acredito em ti e não te conheço!
Não acredito noutros, a quem conheço!

Vais escrever, como tu sabes tão bem, esse estar,
no "lado de lá" com todos os pormenores e sem
interrupções, nem palavras a esconderem a verdade.
Queres escrever sobre isso? Tens de escrever, é
imperativo! Neste momento, é do que necessito!

Conta-me tudo, sem omissões, por favor!
Vou aguardar aqui, ou nos prémios, como quiseres.

Beijos e até já,

M. Luísa


De poetaporkedeusker a 29 de Junho de 2010 às 12:30
Amiga, só agora vi este teu comment e está mesmo na hora de ir almoçar, no Centro Paroquial... mas eu volto da parte da tarde e conto-te tudo o que puder. Tenho no poetaporkedeusker alguns sonetos sobre isso... muitos, mesmo, mas alguns são bastante explicítos. Sei que um deles se chama A Viagem, mas já me não recordo dos títulos dos outros... também há um ou dois da série Maria Sem Camisa que abordam o assunto.
Eu, depois, volto!
Bjo!


De M.Luísa Adães a 29 de Junho de 2010 às 12:48
Mª. João

O que está em poema - eu faria o mesmo!

Mas neste intante, me interessa o texto real, contado em prosa por ti.
Fico ansiosa por o ler.

Bom almoço e quando voltares, com calma e o esquecimento do que te rodeia, voltada para a
"Inteireza do Ser e revendo o passado com a nitidez Maior", me escreve e conta - e tu sabes fazê-lo,
melhor do que ninguém.
Esquece o resto, nesse contar para mim e te debruça, apenas, sobre esse instante vivido que
tanto me interessa.

Aguardo, com carinho e amizade,

Mª. Luísa


De M.Luísa Adães a 29 de Junho de 2010 às 17:30
Mª. João

Responder ao que me escreves, vai ser necessário eu não estar cansada para te poder falar de um
sofrimento tão grande e de um milagre maior.

Teu destino ainda não estava cumprido e por razões
Divinas e encruzilhadas de Deus, tiveste de ficar.

Podias ter ficado danificada, em termos de cérebro,
para sempre, mas não ficaste.

Isto me trouxe uma lembrança de um acontecer comigo quando teria cerca de dois anos.Muito
estranho e eu sobrevivi sem qualquer vestigio do acontecido.
E me lembro do que se passou e tinha dois anos!

Mas fica para amanhã, me acabaste com as minhas forças, sem teres a minima culpa.
Eu sou uma pessoa sensitiva de uma forma estranha,
por isso, tanto me interessou o assunto.

Até amanhã e obrigada,

Maria Luísa




De poetaporkedeusker a 1 de Julho de 2010 às 11:29
Amiga, continuo sem saber o que dizer-te... podem-me ter passado as mais variadas coisas pela cabeça, mas nunca, nunca, imaginei que alguém quisesse ter um poema meu recitado no seu funeral. Foi muito inesperado e eu penso que não mereço uma honra dessas e, muito provavelmente, ainda morro antes de ti... e nem sei que mais porque estou, desde ontem, meia "esparvoada"...
Abraço grande, grande.
Eu, hoje, vou tentar visitar-te nos 7 degraus.


De M.Luísa Adães a 1 de Julho de 2010 às 18:48
Mª. João

Tu és poeta e sabes como és, distraida como tudo e
eu sou um pouco louca.
O que disse é verdade e é isso que eu quero.
Acredito na Eternidade,
Acredito no milagre da tua sobrevivência,
Acredito no milagre que se passou comigo, aos 2 anos de idade.
Acredito na sobrevivência da alma
E acredito no que sinto e algumas vezes vejo.

E me conhecendo, como conheces, não te admires por eu querer aquele soneto a acompanhar minha subida ao Divino.

Espero que seja tarde. Tanto tenho de escrever e fazer...E não sou assim tão nova, quanto possa parecer.
A idade não conta no contexto em que vivemos.

"Não reparaste que sou diferente da maioria (isto sem qualquer vaidade), mas sou!" Então, quando escrevo a quem me agrada, digo todas as loucuras que estou sentindo.
"Não o faço com todo o mundo, mas faço contigo, " pois
apesar da diferença do que escrevemos, gosto de ti
como se te conhecesse.
A ti, digo tudo quanto vem a esta cabeça, no momento.

És a única pessoa que me entende e não se zanga comigo.

Beijos e obrigada,

M. Luísa


De poetaporkedeusker a 2 de Julho de 2010 às 11:57
Minha querida Maria Luísa, dispõe do soneto à tua vontade, mas daqui a muitos anos se Deus quiser!
E fala, também, sempre à tua vontade. Eu penso que também sou um pouco como tu, embora tenha muita tendência para tentar entender se a pessoa está ou não com problemas psicológicos, não vá eu, involuntariamente, fazer despertar alguns fantasmas e prejudicar alguém. É um problema que não se pões quando se é um escritor "sobre papel", mas que pode sempre acontecer neste formato online.
Abraço muito grande!
PS - Ontem publiquei, no pekenasutopias, um soneto que me nasceu de improviso. Não há por lá nenhum link para resposta directa... não sei muito bem como aquilo funciona...


De M.Luísa Adães a 2 de Julho de 2010 às 19:17
Mª. João

Agora me dizes que há pessoas com problemas psicológicos e as podemos magoar e prejudicar.

Obrigada pelo alerta, tens muita razão.

Me parece que encontrei um caso desses. Vou ter cuidado.
Por isso eu digo:

"És a única pessoa que me entende e não se zanga comigo"...

Tenho de ver o teu google. E o adicionar seguidores, também não está a funcionar, me parece.

Hoje de manhã caí, ao atravessar a estrada,
bati com um joelho no chão muito próximo do fim da estrada, vinham dois carros, mas já estavam 4 senhoras a tentar ajudar e os carros viram o que se
passava. Uma sorte.

Segunda-feira tenho de ir para o ortopedista, pois
está muito inchado e me custa dobrar o joelho.
Quando cheguei com dificuldades a casa, tentei beber um martini.
O copo na minha mão, sem eu estremecer e ninguém lhe tocar, salta para o chão, molha tudo e eu fiquei
a olhar. Não entendo como aconteceu, assim como não entendo a queda, não tropecei, não tive tonturas e caí como se fosse empurrada.
O copo foi como se estivesse ali alguém que o atirou ao chão - mas não havia ninguém!

Em resumo, estou muito abalada! Este foi um acontecer de coisas inexplicáveis e me sinto doente.

beijo,

M. Luísa


De poetaporkedeusker a 5 de Julho de 2010 às 11:41
Amiga, o que me parece é que o teu problema de coluna te está a pregar outras partidas, para além das dores que, segundo parece, melhoraram. É muito possível que, pontualmente, tenhas perdido um pouco da sensibilidade nos membros superiores e inferiores... vai ao médico e conta-lhe desses episódioa, tal e qual me contaste a mim. Pode ser muito importante que o faças rapidamente.
Como sabes, não tive acesso à net durante estes dois últimos dias e só agora vejo este teu comentário... mas não te deixes deprimir por um episódio que pode perfeitamente ser pontual. Espero que, neste momento, já estejas recomposta... se assim for, não deixes de ir ao médico para tirar dúvidas acerca dessas parestesias dos membros.
Enorme abraço e que tudo tenha voltado ao normal durante a minha ausência.
PS - Hoje publiquei em quase todos os blogs do sapo e também publiquei novas fotos no álbum do sapo.


De M.Luísa Adães a 5 de Julho de 2010 às 12:30
Mª. João

Fui ao Hospital do SAMS sábado e fui vista e fiz rx por
ortopedista.
Tirou seringas de sangue do joelho (anestesia)
vou fazer "ressonância magnética".

Estou de moletas!...

Mª. Luísa


De poetaporkedeusker a 6 de Julho de 2010 às 15:01
Fizeste aquilo a que popularmente se chama um "joelho de água". Sei que é muito doloroso porque tive um aos quinze anos, quando tive a infeliz ideia de descer as escadas, de mármore, com os patins calçados... mas eu fiz mesmo fractura e andei mais de um mês com gesso desde a parte superior da anca até à ponta do pé... esperemos que não tenhas fracturado nada e que o edema se deva à contusão simples.
Ai, Maria Luísa, eu estou mesmo, mesmo "atarantada" hoje! Acho que ainda nem consegui entender muito bem se tudo isto é verdade ou se estou só a sonhar...


De M.Luísa Adães a 6 de Julho de 2010 às 15:34
Mª. João

Eu deduzo:

como o rx acusava o sangue que foi retirado, não
deixava ver o que se passava.
Talvez por isso, o ortopedista, pediu a ressonância.

Mas isto são, deduções minhas.

Não fiques em transe, tu mereces e aguardas com calma tudo o que possa acontecer.
Mas concentra-te, me parece que alguma coisa começou a dar a volta e a caminhar.

Mas é tudo natural! Pensa assim e tudo é normal.

M. Luísa


De poetaporkedeusker a 6 de Julho de 2010 às 15:59
Sim,é bem possível que, sendo o trauma muito recente, o rx pudesse deixar algumas dúvidas que serão colmatadas pela ressonância.
Eu até costumo ser demasiado calma, sabes? Mas fiquei tão feliz! Os poetas como o António de Sousa que, como dizia a Natália, "se não deixam algemar pela obrigação de serem magníficos", correm o risco de virem a ser esquecidos naquela esquina inevitável dos cinquenta anos das últimas obras... e os poemas dele vão reviver enquanto estiverem a ser ditos! Para mim é uma honra enorme, claro!
Bjo!


De M.Luísa Adães a 6 de Julho de 2010 às 16:31
Tens razão! Trata-se do teu avô e tu és a neta
que o vais trazer do local onde se encontra, para te ouvir dizer os versos dele e os teus.

Que bom seres parecida com ele. Reconheço que é , para ti "Um Momento Sagrado"...

Te dou a minha benção!

Mª. Luísa


De poetaporkedeusker a 6 de Julho de 2010 às 17:01
É isso, Maria Luísa! É mesmo um Momento Sagrado. Adoraria que a minha prima pudesse ir...


De M.Luísa Adães a 7 de Julho de 2010 às 10:37
M. João

Quem é essa prima de que tanto falas?

E mora longe, ou não pode ir por qualquer outra razão?

M. Luísa


De poetaporkedeusker a 7 de Julho de 2010 às 11:56
É a minha prima irmã, filha do irmão do meu pai. Tem a mãe muito doente e está no Porto...
Abraço grande!


De M.Luísa Adães a 7 de Julho de 2010 às 12:47
É filha de um irmão de teu pai e vive no Porto.

Me parece que gostas dela!

Será ela que te entende melhor?
E tuas filhas não sabem de teus poemas? Talvez não liguem! É também ancestral.

O meu filho acha tiste o que escrevo e lhe faz impressão (não pode ler e não aprecia), a mulher não
sabe de poesia e a minha familia finge que eu não escrevo.
Para eles é tabu, mas são todos! Eles fingem acintosamente aceitar este dom, pois por inveja, eles não o têm. A minha irmã também, odeia
eu escrever. E finge que nada sei e nada faço.

Só o meu marido me dá apoio! Nobody else!
É ancestral nas familias, se invejarem uns aos outros.

Abraço,

Maria luísa


De poetaporkedeusker a 7 de Julho de 2010 às 14:48
Olha, amiga, a minha filha do meio, enviou-me um mail de resposta, dizendo que vai tentar estar presente no evento de sábado!
A minha prima adora poesia e sempre teve uma grande admiração pelo avô... praticamente só nos comunicamos por email, mas sei que ele tem o computador avariado e enviei-lhe sms... a minha irmã acha que eu sou maluca, mas isso não me preocupa porque eu confesso que penso mais ou menos o mesmo acerca dela :)) mas gosto dela! Só é parecida comigo no carinho pelos animais, no resto somos diferentes como a noite do dia.
Que pena a única irmã viva do meu avô, a tia Juca, ter partido em Outubro passado... ela teria adorado vir ao evento! Ainda vou enviar sms aos filhos dela, embora saiba que moram muito longe...
Ontem partiu também a Matilde Rosa Araújo. O meu pai era muito amigo dela e eu conheci-a quando era pequenina, mas quase não me lembro dela. Também era visita da nossa casa.
Abraço gde!


De M.Luísa Adães a 7 de Julho de 2010 às 15:35
M. João

Que bom se uma das filhas vá ao evento.
A minha irmã não me considera maluca, mas de mau feitio.

E se eu tenho um problema de doença (este o caso)
ela já teve o mesmo, mas muito pior. Eh,eh,eh,eh,eh,
eh, eh, eh,...

Meu Deus eu até gosto dela e um dia se ela acerta na doença e desparece - eu vou sofrer e não é pouco.
Entretanto não encontra nada de feliz, para me contar.

Ao escrever me fartei de rir!

Beijo,

Mª. Luísa


De poetaporkedeusker a 7 de Julho de 2010 às 16:29
Eu também me ri enquanto te contava! Isto deve funcionar assim com quase todas as irmãs...


De M.Luísa Adães a 25 de Junho de 2010 às 15:30
M. João

Desculpa os erros. Não é habitual acontecer, mas também estou cansada de pensar.

Com ternura,

M. Luísa


De poetaporkedeusker a 28 de Junho de 2010 às 17:14
Claro que desculpo! Olha, eu hoje, para não variar, estava tão preocupada em passar o bilhete na maquineta que me enganei e entrei na gare do lado que conduz a Lisboa! Só quando vi o comboio a partir do outro lado é que percebi que me tinha enganado outra vez! O que vale é que acabo sempre por me rir com estas tolices todas...
Abraço gde!


De Simbologia do aMoR a 23 de Junho de 2010 às 00:40
Mª. Luísa

É lindo teu viver.

Espero que esteja bem.

Abraço


De M.Luísa Adães a 23 de Junho de 2010 às 09:20
Vera

Sentia saudades tuas. Espero que o teu viver seja
mais feliz do que o meu viver.

Mas te agradeço, gostares do poema e te lembrares de mim.

Com ternura,

Maria Luísa


De jpcfilho a 23 de Junho de 2010 às 10:32
Olá minha poeta Maria Luísa, o teu sentir de solidão, as tuas culpas, que nem Deus sabe ou determinou, te pertencem , é tua vida e sua sinuosa geografia... Talvez se conversares com as aves, sem fuga e sem medo, desvendes essa esfinge , que é a realidade de tua vida, emergir dessas profundidades , e renasceres muitas vezes, como em teus versos...
Lindos versos beijos
João Costa Filho


De M.Luísa Adães a 23 de Junho de 2010 às 11:35
João

Dos doze amigos que me restam,
tu foste dos primeiros a aparecer
e a compreender meus versos.

Outro me tentou copiar e pedir auxilio e depois,
foi ao ar.
Nunca devia ter aparecido! Devia ficar sempre no Ar

Verdade quando dizes que a minha vida é geografia

As aves só as posso encontrar nas árvores, bem
longe de mim. É coisa séria, pois se trata de uma fobia e nasceu comigo.
Tenho pena delas, não as como (verbo comer, fazer
banquetes) como todo o mundo faz. Nunca as comi,
em tempo algum. Não tem solução!

A parte geográfica de minha alma está cada vez mais dividida e os pontos de encontro, cada vez mais
longe.

Aproveitas alguma coisa de mim que seja natural?

Talvez o amor por tudo e por todos. isso eu tenho,
ou me parece que tenho, mas não estou bem certa disso. Quem não entende o que escrevo é banido.
Aqui, há falta de amor e humildade.

Sou como sou, joão
altos e baixos,
mais baixos
do que altos.

Uma aceitação de tudo
uma negação de nada


Mas gostaste de meus versos! Obrigada por seres meu amigo.

Beijos e obrigada,

Mª. Luísa


De caminhopelasestradas a 24 de Junho de 2010 às 12:18

"Sinto-me igual à solidão,

Na procura

De uma face iluminada..."

E vais encontrar essa face
aqui e agora,
em qualquer lugar.

Belos teus versos


De M.Luísa Adães a 24 de Junho de 2010 às 15:01
Caminhopelasestradas

Não te conheço, mas me agradas. És culto e sabedor
dos males do mundo e neste caso, o mundo poético.

Agradeço tua presença e tuas palavras.

Maria Luísa


De oriona a 28 de Junho de 2010 às 23:25
Aprender a viver...este um grande mistério da vida.
"Sinto-me igual à solidão,
Na procura
De uma face iluminada."
Tuas palavras que me tocam grande amiga, tanto tempo longe e ao regressar me deparo com algo que me envolve a alma e o ser.
Amiga, estive ausente mas meu coração sempre teve você presente.

Deixo aqui todo o carinho do mundo para alguém tão especial e querida.


De M.Luísa Adães a 29 de Junho de 2010 às 09:41
oriona

Gostei, amei, encontrar-te. Estiveste longe e eu
tenho estado longe.
Mais um dia e outro dia eu iria ao teu blogs.
Cedo ou tarde, vamos partindo e nos vamos afastar.

É lógico, sincero e nada tem com o deixarmos de gostar.
Tantas fases da nossa vida passaram, outras se aproximaram, até que venha o final.

Neste momento real, interessa é que estejas fazendo tua vida, te encontrando a ti própria e te sintas bem!
Faz o que gostas e que tenhas êxito!

Eu estou a escrever pouco no sapo. Os amigos têm
outros lugares onde ir e se sentem melhor.
Começou a debandada de muitos que conhecemos e
de outros a substituirem, pois isto nunca passa nem morre - vai avançando sempre e só pára se o planeta
deixar de existir.

É uma máquina - não é uma Pessoa.

Obrigada por gostares do que escrevi. Estou a escrever mais no google, mas não sei por quanto tempo.
Tenho o Sapo actualizado, por enquanto, gosto dele
e ainda ficou uma dúzia de amigos bons.

Espero que tenhas voltado para melhor, sempre para
melhorar a vida.

Depois, vou ao teu blogs.

Beijos e obrigada pela amizade,

Mª. Luísa


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