Terça-feira, 25 de Maio de 2010

NOITE

 

 Imagem Internet / Salvador Dalí

 

 

Sinto a noite a aproximar

O cheiro das flores

Me fazem pensar.

 

Tudo se perdeu

Nas coisas que contei

E nas outras que senti.

 

E tornei-me indiferente

Ao lado de gente

Que tratou de mim.

 

Lembro tua forma de amar

Te dei meu pensar

E escondi meu clamar.

 

Acumulo as culpas

Não são tuas culpas,

Mas são minhas.

 

A minha alma desdobra-se

Em pétalas de flores pisadas,

Separada de mim.

 

Lembro a doçura dessas mãos

Pousadas no bater do coração,

Não têm as marcas de meus beijos.

 

Mas continuo a amar-te

A sentir teu desejo,

Meus olhos fechados, nublados,

De inúmeros patamares.

 

Murmúrio de água lenta

Num céu de prece

Num sonho extinto.

 

A tarde morre

Meu desejo cresce,

Te vou amar.

 

A noite vem,

Vou esquecer contigo

Tudo quanto disse!

 

Sobem ramos de rosas,

Se desfolham no silêncio desta noite

E eu lembro, minha vida,

Esqueço essa lembrança

E amo!

 

 

publicado por M.Luísa Adães às 11:37
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44 comentários:
De jabeiteslp a 25 de Maio de 2010 às 14:39
um mundo arrebatador
de amor
o teu...

então aí vai
já que não digo grande coisa
hoje vou a uma festa de estudantes
1º Aniversário da C`a tuna aos saltos

http://videos.sapo.pt/5768KFb0dLFdPkBDU03S

vai ser bonito mas não tardio

tambem ficar os dias entre paredes
é morrer...

beijinhos
arrebatadora... hé hé hé
brinco


De M.Luísa Adães a 25 de Maio de 2010 às 15:36
Anjodaesquina

Certo, me parece um mundo arrebatador e de magia
feito de amor.

E sem amor se pode morrer!...

Belos teus videos...E verdade..."Parar é morrer".

Obrigada, meu amigo, sincero, honesto e bom.

Maria Luísa


De jabeiteslp a 25 de Maio de 2010 às 15:45

feliz por tudo ir bem
beijinhos Luisa
feliz tarde


De M.Luísa Adães a 25 de Maio de 2010 às 16:57
Anjo

Tudo vai bem,
Mas não me esqueço de ti!

Com ternura,

Maria Luísa


De Cícero a 25 de Maio de 2010 às 15:41
Sobem ramos de rosas,
se desfolham no silêncio desta noite
E eu lembro, minha vida,
Esqueço essa lembrança
E amo!

Arrebatador teu poema! Fazias uma falta imensa,
neste deserto de magia. E tanta falta fazes!

Cícero


De M.Luísa Adães a 25 de Maio de 2010 às 15:48
Cícero

Obrigada por tuas palavras.

Há muito tempo que não vinha ao deserto de magia,
como tu lhe chamas, mas volto se Deus o permitir.

Obrigada,

Mª. Luísa


De MIGUXA a 25 de Maio de 2010 às 15:57
Maria Luísa,

"Noite"

Pano de fundo onde guardamos todos os verdadeiros sentires, onde ocultamos os desamores, as falsas verdades que no dia a dia nos parecem insoluveis.

Assim te leio, assim te sinto minha Amiga

Beijos ternos
Margarida


De M.Luísa Adães a 25 de Maio de 2010 às 16:54
A noite é isso mesmo que dizes.

Apazigua os desenganos,
nos dá o desejo insano de amar
de qualquer forma,
Nos esquecemos de quem somos.

Tudo desaparece
e a noite conforta
corpos que se amam
E no final do acto de amar,
Nos dá a Paz!

É isto que eu sinto
quando perco os preconceitos
de quem sou!

E adoro perdê-los, por instantes breves ou longos.

Com ternura,

Maria Luísa


De a 25 de Maio de 2010 às 18:25
Noite...
Como eu amo a noite.
Amo-a como se ama um amigo, um confidente.
Nela "me dispo" de minha forma humana e sou quem sou, sem mentiras nem falsidades.
Espero-a ansiosamente. Como se espera um amigo que vive longe.
É o meu refúgio.
Amo a noite.
Amei tua "Noite"

Beijinhos


De M.Luísa Adães a 25 de Maio de 2010 às 18:51


Aqui estou saudosa da familiaridade que não tenho
no google. Estranho, não é? Sinto isso sempre que me escrevem e eu respondo.

A noite é isso que tu dizes! Para uns de uma forma,
para outros, toma outra forma.
Intimista, cautelosa, mística ou amorosa.
Descansamos, com os pensamentos ou a presença de alguém que nos ama.

"Murmúrio de água lenta
Num céu de prece
Num sonho extinto"...

E nos traz o esquecimento
de alguma coisa ausente.

Eu també amei a minha "Noite",
obrigada por te juntares a mim.

Com ternura,

Maria Luísa





De poetaporkedeusker a 26 de Maio de 2010 às 11:55
O amor, nesta tua "Noite", aparece como nota dominante... entendo esta tua noite como uma estrada para a concretização desse mesmo acto de amar.
Eu estou sem tempo, muito dispersa por actividades diversas e as ocupações do costume, mas já por cá sentia a tua falta!
Um grande abraço!


De M.Luísa Adães a 26 de Maio de 2010 às 14:25
Mª. João

Sempre a correr e com eventos a realizar. Parece-me bom para ti e se o for, deves continuar.
Diz o povo com a sua sabedoria costumada
"Quando

Não sei quem fecha e depois quem abre, mas isso não interessa.
Este meu poema é, "como dizes, à pressa," a concretização do amor.

Obrigada pela tua amizade e vai em Paz, para o teu trabalho.

É bom que as coisas mudem para melhor!

Beijos e obrigada (à pressa)

Maria Luísa


De M.Luísa Adães a 26 de Maio de 2010 às 14:28
Mª. João

Houve uma falha na escrita, desculpa, também me senti cheia de pressa.

"Quando se fecha uma porta, se abre sempre, uma janela" - falta no cimo.

Mª. Luísa


De poetaporkedeusker a 26 de Maio de 2010 às 14:39
Não tão à pressa que não voltasse cá! :)
Muito provavelmente, outra pessoa não se sentiria tão "dispersa" e "cheia de responsabilidades", na mesma situação... mas eu sou mesmo assim. Não sei fazer coisas pela metade e ponho sempre o meu melhor em cada coisinha que faço, mas canso-me facilmente, sinto-me dividida entre um e outro evento... e outro e outro, porque outras mil pequenas coisas vão acontecendo e me solicitam grandes investimentos afectivos. Penso que me entenderás.
Abraço grande!


De M.Luísa Adães a 26 de Maio de 2010 às 14:56
Mª. João
E à pressa voltaste! Sempre à pressa!

Esses investimentos afectivos se traduzem com
os bichinhos, ou não?

Basta de perguntas. Eu estava a brincar e até sorri
com aquilo que eu achei uma graça.

Beijos ternos. Mas vai um pouco mais devagar.
Conselho de amiga!Não te esqueças que tens de viver sem pressas. Obrigada por voltares.

Maria Luísa


De poetaporkedeusker a 26 de Maio de 2010 às 16:42
Acreditas que hoje voltei a adormecer enquanto teclava? Dormi sentada e tudo! E estou novamente a cabecear... acho que vou ter de ir para casa deitar-me um pouco. Estou mesmo a dormir em pé.
Bjo!


De M.Luísa Adães a 27 de Maio de 2010 às 10:38
Poeta amiga

Vai e descansa, um pouco, de tua caminhada,
difícil - eu sei!

Beijo terno,

Mª. Luísa


De poetaporkedeusker a 28 de Maio de 2010 às 12:20
Obrigada, Maria Luísa. Tenho estado exausta nestes últimos dias, mas a exposição foi um belíssimo evento! Eu estava desusadamente enervada, com a sensação de que conhecia a maioria das pessoas, mas não conseguia lembrar-me do quando, do onde, do como... acabei por ser um bichinho do mato...
Abraço grande!


De M.Luísa Adães a 29 de Maio de 2010 às 14:34
Mª. João

Não foi um mau acabar.

Gostaste, foi o suficiente! Beijos, Mª. Luísa


De Augusto a 26 de Maio de 2010 às 15:01
Parece-me ser o fulcro da questão.

Eu sei que sou o Nada
E tu és o Tudo!

Tu és poeta,
Eu não sou nada,
Mas te amo muito
E sempre muito!

Augusto


De M.Luísa Adães a 26 de Maio de 2010 às 15:37
Obrigada por esse amor!

Sem ele, eu não sou "nada" e sei ,dessa verdade!
Sem o teu amor ,eu já seria "nada".

Com amor, meu amor,

Maria Luísa


De jabeiteslp a 26 de Maio de 2010 às 15:18
era mais em ar de brincadeira
mas tambem não sabemos se é
piriquita ou piriquito

beijinhos Luisa
e obrigada pela ternura e amizade


De M.Luísa Adães a 26 de Maio de 2010 às 15:39
Anjo

Pela primeira vez, reparas nesta ternura e amizade. Te agradeço,

Maria Luísa


De jabeiteslp a 26 de Maio de 2010 às 16:21
não é fácil para mim dizer
expressá-la..









De M.Luísa Adães a 26 de Maio de 2010 às 16:40
Anjo

Não é fácil para ti expressar as palavras, "ternura
e amizade"?

Percebi bem? Mas mandas as flores!

O meu amigo que fez o testamento dedicado a mim,
se parecia muito contigo, na amizade que teve e ainda tem por mim.

Com ternura,

Maria Luísa


De jabeiteslp a 26 de Maio de 2010 às 17:02
beijinhos


De M.Luísa Adães a 27 de Maio de 2010 às 10:40
Beijinhos para ti também.

Agradeço a amizade e as flores do teu jardim.

Beijo,

^Mª. Luísa


De jpcfilho a 26 de Maio de 2010 às 18:39
Olá Maria Luísa, todas as lembranças se quedam caladas quando sobem ramos de rosas, desfolhando o silêncio, e amas de olhos nublados em inúmeros patamares, e um céu de preces se expandem como o universo. A noite se aproxima, e tua missão é te fazeres flores, rosas, dálias, orquídeas, e te despe talares ao vento...
Lindos versos
beijos
João Costa filho


De M.Luísa Adães a 27 de Maio de 2010 às 10:43
João

Obrigada por dizeres "lindos versos"...

"Os teus, parecidos com meu sentir, também são lindos de morrer!"...

Beijo da amiga,

Mª. Luísa


De Simbologia do aMoR a 27 de Maio de 2010 às 01:00
Olá Mª Luísa

Vim ver teu novo poema e por sinal, como sempre lindo.

Procuro não observar a noite
Para que a solidão não invada meu ser
E que as sombras não me cubram
De desespero em devaneio pela escuridão.

Observo a Lua, a Estrelas
Contemplo o Universo
Como o vento que passa aos meus ouvidos
Como o Sol que aquece meu corpo
Mas esqueço da noite.

Talvez para não lembrar
As perdas amorosas
Que passaram pela minha vida
E que nada restou
Ficou apenas lembranças

Lembranças boas, ruins
Saudade e mágoa que dissipou
Ternura de um aconchego
E espera de um abraço
E um beijo que ficou na saudade.

Por isso não gosto da noite
Nem para relembrar
Apenas para deitar
Orar, pedir, agradecer e esquecer...


De M.Luísa Adães a 27 de Maio de 2010 às 10:49
Simbologia do Amor

Bela tua forma de dizer
Numa Homenagem de amor
ao poema por mim cantado.

E tu respondes, no teu canto
de sensibilidade,
saudades e mágoas!

Com ternura, agradeço teus belos versos.

"E não gostas da noite
Nem para relembrar,
Apenas para deitar
Orar, pedir, agradecer e esquecer..."

Um encanto!

Beijo,

Mª. Luísa


De luadoceu a 27 de Maio de 2010 às 14:27
O amor vale sempre recordar
E sentir
Bjinhos Maria Luisa
C estas?


De M.Luísa Adães a 29 de Maio de 2010 às 14:54
Grata pela tua presença e palavras.

Amei encontar-te! Tenho estado ausente, mas vou estar presente atè à próxima sexta -feira, 4 de Junho.

Beijos e obrigada,

Maria Luísa


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