Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010

VENHO de LONGE

 

 

 Imagem Internet/ HAITI

 

 

Venho de longe,
De países distantes
Acompanho o mundo
E longe de tudo
De olhar atento,
Eu vislumbro
Um deserto de dor.
 
A Falha Enriquillo
Se espreguiçou
E matou…
 
O mundo abalou
Não se pode opor…
 
A loucura no cimo
Se acendeu,
Em mil fogueiras
Se transformou.
 
A Natureza é bela
A beleza é cruel!
 
Apenas o pranto
E a bruma,
Enluta os ares.
 
Não há lugares,
Apenas há quimeras
Vidas ceifadas,
Almas perdidas
E destroços de miséria.
 
E meus braços se abrem
Minhas pálpebras
Se cobrem de cinzas…
 
Aqui está minha voz!
 
Maria Luísa O. M. Adães
 
     Fevereiro de 10
 
publicado por M.Luísa Adães às 11:32
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52 comentários:
De MIGUXA a 1 de Fevereiro de 2010 às 12:15
Maria Luísa,

Belo o teu poema...
Como dizes a natureza é bela mas, implacável e indomável na sua força horrenda, deixando-nos o coração tão pequenino e indefeso...

Somos tão pouco...
E os meus olhos continuam rasos...por tanto sofrimento...

As tuas melhoras, Amiga
Beijos doces
Margarida


De M.Luísa Adães a 1 de Fevereiro de 2010 às 13:56
Margarida

Agradeço tua presença e lindas palavras.

Não podia regressar e ignorar a tragédia.

Assim , dentro de possibilidades minimas, escrevi.

Por enquanto, ainda posso dar o meu sentir...

"Aqui está a minha voz"!...

Com ternura, muita, minha amiga ,
Das horas boas,
Das horas más!

Agradeço,

Boa tarde Portugal,

M. Luísa


De M.Luísa Adães a 1 de Fevereiro de 2010 às 14:06
Agradeço a todos, a amizade e delicadeza no sentir.

Em margens opostas do Atlântico me encontro, neste momento, em que o mundo está horrorizado com a tragédia no Haiti.
Escrevi e dediquei meu sentir, aos Mortos e aos
Vivos. Rezei minhas preces por Todos.
E não podia chegar a este recanto e deixa, de lhes escrever.
Fica uma pobre Homenagem. É o que posso dar e dou, na minha forma de dizer!

Possa Deus ajudar!

M. Luísa O. M. Adães



De caminhopelasestradas a 1 de Fevereiro de 2010 às 14:17
Gostei do teu regresso.

Pessoas como tu, nos fazem falta! Muita falta!

Versáti no dizer, não esqueces o sofrimento do Mundo.

Afinal , é neste Planeta que vivemos.

Canta o Amor como o sabes fazer,
Chora o teu pranto,
Pelos Vivos e os Mortos
E sei que não os esqueces
Nas tuas preces!

E tudo me faz gostar de ti!

Caminhante


De M.Luísa Adães a 1 de Fevereiro de 2010 às 14:19
Obrigada por saberes quem sou!

M. Luísa


De M.Luísa Adães a 1 de Fevereiro de 2010 às 14:21
Caminhante

Te saúdo e digo:

Boa tarde Portugal!

M. Luísa


De *FreeStyle* a 2 de Fevereiro de 2010 às 06:57
SE não soubesse que não é assim, diria que este poema teria sido escrito para mim.
Neste momento é o que vejo e o que sinto.

Parabens Maria Luisa.



Bêjuuuuuuuuu


De M.Luísa Adães a 2 de Fevereiro de 2010 às 10:01
Free

Me encanta tua presença e tuas palavras.

O poema é para todos e também para ti!

Regressei do Brasil, mas continuo doente e proibida de
escrever no pc. De vez em vez, como agora, quebro
as regras e respondo. Desculpa a m/ ausência!

Com saudade e amizade,

Mª. Luisa



De casimirocosta a 2 de Fevereiro de 2010 às 11:57
Ternurento o seu sentir minha amiga!
Com a nossa pequenez humana, aquilo que escrevemos, a este desventurado povo, sirva a Deus como oração, para descanso dos mortos e conforto aos vivos!
O poema está lindamente sentido!
Um abraço. Casimiro Costa


De M.Luísa Adães a 2 de Fevereiro de 2010 às 13:27
Amigo Casimiro

Quanta sensibilidade tu tens, Casimiro. Quanta
sensibilidade!

Eu não podia regressar e escrever um poema qualquer. Tinha de me debruçar, da forma que sei,
sobre o sofrimento de um Povo que podia ser o meu
povo.

Obrigada por entenderes, meu amigo.
Amei tua presença e teu comentário.Agradeço me dares, uma alegria profunda!

Desculpa a minha ausência.
Meu problema de saúde, ainda não está sanado.

Eu tinha de escrever para Eles - Vivos e Mortos e
rezar por eles.
Bendito sejas, meu amigo!

M. luísa



De cuidandodemim a 2 de Fevereiro de 2010 às 15:21
Maria Luísa, venho notando a sua ausência, eu própria também ando ausente, mas gosto sempre de passar por aqui e ler os seus poemas.
Este que aqui tem hoje mostra uma desolação e uma destruição que infelizmente acontece no nosso mundo e deixa o nosso coração em pedaços também...
Bjns


De M.Luísa Adães a 3 de Fevereiro de 2010 às 11:02
cuidandodemim

Eu estive no Brasil.
Levei de Portugal, uma vértebra da dorsal partida.
Tem sido mau e o pc e visitas que tanto gosto de fazer, são um tormento.
Tenho de regressar aos poucos...

E a escrever, tinha de falar dos grandes males do mundo, como sei fazer - apenas isto eu sou!

Desculpa a m/ ausência no teu blogs.

Adorei encontrar-te!

Bºs, M. luísa


De poetaporkedeusker a 2 de Fevereiro de 2010 às 16:09
Um poema magoado para um povo ferido...
Já me disseste que o teu problema de saúde não está ainda resolvido... e de ânimo, como vais, amiga?
Se de quando em quando desobedeceres só um bocadinho pequenino, não haverá grande problema... mas é mesmo só um bocadinho muito pequenino!
Um grande abraço!


De M.Luísa Adães a 3 de Fevereiro de 2010 às 10:55
Olá minha amiga

sinto-me saudosa de minhas visitas, de meus escritos e minha liberdade.

Por enquanto, a fractura da vértebra, não dá descanso nem paz.

Cheguei de longe e tinha de começar, pelos males do
mundo.
"É um poema magoado" - assim tu o defines e bem!

Desculpa a ausência.

Te agradeço e tens razão, venho aos poucos...

Beijo,

M. Luísa


De poetaporkedeusker a 3 de Fevereiro de 2010 às 12:01
Fractura? Não sabia que tinhas uma vértebra fracturada... pensei que fosse um problema mais comum... talvez uma hérnia... mas não percas a esperança de melhorar, amiga! O meu Kico vive alegre e em plenitude com uma vértebra fracturada! Levou algum tempo a consolidar e ficou um bocadinho coxo, mas move-se com uma rapidez invejável e já ultrapassou muito a esperança de vida de um cão normal. Nas corridas ele ainda bate a maioria dos cães da rua! E é tão meigo! Toda a gente o conhece e gosta dele! Acho que ele é um belíssimo exemplo de vida!
Abraço enorme! Tem paciência -muita - e nunca desistas de acreditar que vais melhorar!


De M.Luísa Adães a 3 de Fevereiro de 2010 às 12:46
M. J.

É verdade! Aconteceu, eu caí.

Estive no Brasil, algum tempo e ainda venho com o
problema em meio. Hoje vou ao médico mostrar exames.
Ontem a dor voltou, mas espero ser como o teu bichinho que recuperou e salta e corre com os amigos da rua.
Obrigada pelas tuas palavras. Espera por mim!

Bºs, M. Luísa


De Mary Brown a 2 de Fevereiro de 2010 às 22:45
Mais um belíssimo poema que nos fala de uma tragédia tão actual. Estes exemplos dão-nos a noção de quanto curta e imprevisível é a vida. Beijinhos


De M.Luísa Adães a 3 de Fevereiro de 2010 às 10:49
Mary

Regressei, mas a saúde está instável e tenho de
permanecer, afastada do pc. Venho aos poucos...
Não podia começar sem me referir à angústia de um
Povo. Podia ser eu e o meu Povo. Desculpa a m/
ausência.
Não tenho hipóteses de te visitar, mas já o tentei
e não consegui entrar. Porquê? Não sei!

Agradeço muito te lembrares de mim.

Beijo grande,
M. Luísa


De Alexandre a 3 de Fevereiro de 2010 às 12:36


Lindo de amor e ternura,
pelo povo massacrado
pela miséria dos homens
e a crueldade da rede
de placas e subplacas tectónicas e falhas geológicas.

E a miséria
E o terror
A que os Grandes
não se podem opor,
para seu proveito...

Belo o Amor do teu Poema. Obrigada!

Alex


De M.Luísa Adães a 3 de Fevereiro de 2010 às 12:40
Agradeço, mas só isto eu sei fazer,

escrever e esperar quem entenda como tu!

M. Luísa


De jangadadecanela a 3 de Fevereiro de 2010 às 14:43
olá Mª Luisa

sobre nós pesa o mundo
sobre nós na garganta
abismo este tão fundo
que engole meio mundo

um abraço
Luís

ps: as melhoras


De M.Luísa Adães a 3 de Fevereiro de 2010 às 15:01
Olá meu amigo luís

Estou em Portugal,
Ainda com pouca liberdade
A saúde é meu mal
que mal tão grande...

Mas não te esqueço
e recordo o mal do Mundo
e te deixo minha voz.

Beijos e obrigada,

Mª. Luísa

p.s. tem paciência,
espera por mim!

M. Luisa


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