Sábado, 12 de Dezembro de 2009

A TURBA

 

 

 

 Imagem Internet/ Salvador Dalí / Crowd/ Multidão 

 

 
 
Eu estava contigo,
Caminhávamos por entre a turba
Nada nos prendia nesse caminhar.
 
De mãos dadas
Absortos na caminhada,
Respirávamos o ar.
 
A turba conturbava,
Fazia perder o ritmo
Da caminhada.
 
Mas nada importava,
Nem a turba
Que estorvava.
 
Olhando as estrelas
Nossa bússola,
Caminhávamos.
 
Procurávamos a Paz,
Uma e outra vez encontrada
Uma e outra vez procurada.
 
Perdidos na turba
Sedenta de encontrar,
Nós caminhávamos.
 
Indiferentes
Ao rolar da turba
Por entre nossos passos.
 
Procurando não perder
A estrela que nos guiava,
Caminhávamos.
 
Tudo se diluía ao passar,
Não olhávamos
E aceitávamos as palavras, usadas
 
A turba já cantava,
Não nos interessava
Nada mais contava.
 
Nem a turba que cantava
Nem os que fugiam,
Não nos pertenciam.
 
E continuávamos,
Seguindo a estrela
Que nos guiava.
 
A alma do sonho chegava,
As portas de ouro se abriam
E nós entrávamos.
 
Quietos e pálidos
Assombrados
Mistificados
Perdidos
Sem terra
Sem estrelas
Olhos fechados
Sem abrigo.
 
Símbolos e enigmas,
Nós estávamos presentes
A turba faltava.
 
 
Maria Luísa O. M. Adães
 
 Dezembro de 09
 
publicado por M.Luísa Adães às 10:03
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54 comentários:
De MIGUXA a 12 de Dezembro de 2009 às 13:17
Maria Luísa,

Vou arriscar este comentário, porque é o que sinto, e sou assim mesmo, para o bem e para o mal, perdoa a ousadia.

Adorei este teu poema!
E, engraçado...vi-me contigo , lado a lado, buscando incessantemente a Luz que tanta falta nos faz, a serenidade que almejamos, por entre um turbilhão de sentires, tão diversos, tão vorazes...

Beijo terno
Margarida


De M.Luísa Adães a 12 de Dezembro de 2009 às 18:08
miguxa

Podes arriscar a dizer o que sentes ,sem o medo normal, deste mundo virtual.

Se te viste comigo por entre "A Turba", na procura da luz, da paz, da serenidade, dos sonhos e enigmas
acredita, estiveste comigo, eu não duvido.

Somos luz, vida e vulcão ardente, na procura constante de sentimentos que devoram nosso sentir

Esta tu és,
Esta eu sou!

Versátil, eu sou,
jogo com as palavras
usadas e paradas.

Não preciso que comandem
meu jogo,
nem do homem sonãmbulo
que diz:

"Façam o jogo meus senhores"...

Obrigada pelo encontro.

beijo,

Maria luísa


De maripossa a 12 de Dezembro de 2009 às 18:23
Maria Luísa.
Já algum tempo sabes que te acompanho nas horas e dias de escrita neste canto, mas senti um desejo de caminhar a teu lado, porque neste caminhar da vida e diária , sentimos a falta de espaço e onde a alma se sinta livre de pensamento, não ter medo da sombra, e pensar em paz, que tanta falta faz em tanta situação. Gostei do poema, bem retratado no tempo, bfs.Beijinho amigo Lisa


De M.Luísa Adães a 12 de Dezembro de 2009 às 18:41
Lisa

Estás a ficar, cada vez melhor, nos teus comentários.

E podes caminhar a meu lado por entre "A Turba",
na procura, constante,
da liberdade pensante.

Obrigada por gostares do poema e o sentires e
entenderes, tão bem, nesse teu dizer - "bem retratado no tempo"...

Beijos da amiga,

Maria Luísa



De maripossa a 14 de Dezembro de 2009 às 21:46
Maria Luís. Foi neste teu caminhar, que foi ao encontro de alguma coisa que senti neste momento em que aqui escrevi, e como por vezes sou sonhadora e sinto o que os outros não sentem, porque a sensibilidade delas os abstrai das realidades. Para escrever sentimentos, se tem de ter o coração solto de amar, sentir, e ser livre de voar, para ir ao encontro do vento.
Beijinho doce Lisa


De M.Luísa Adães a 15 de Dezembro de 2009 às 08:43
Lisa

Lindo o que dizes, ao falar de sentimentos,
coração solto
livre de voar
e amar.

Assim podemos caminhar por entre A Turba e tentar
encontrar o lugar onde vamos amar
e o silêncio e a Paz,
nos podem acompanhar.

Adorei o teu entender! Beijos da sempre amiga,

Maria Luísa



De desabafos_da_Ana a 12 de Dezembro de 2009 às 23:07

Image




De M.Luísa Adães a 13 de Dezembro de 2009 às 13:20
ana

Obrigada pelo teu carinho!

beijo da amiga,

Mª. Luísa


De pecadoespecial a 13 de Dezembro de 2009 às 07:51
Sonhei que estava contigo,

dentro do Paraíso,

aves, árvores , flores, todos juntos, tudo lindo!!


Não existia maldade,

nenhuma forma de competição,

apenas muita harmonia,

a paz em todo coração.

No meio a tanta beleza,

a mais bela eras tu,

e não foi preciso fruto,

para o desejo nascer.

Sentimos um pelo outro,

um amor puro e sincero,

e de dois corpos fizemos um,

conclamando o amor eterno...

Tamanho era o nosso amor,

límpido e sem maldade,

que a todos contagiou,

trasbordando felicidade.

De repente um silêncio se fez,

para ouvir a palavra de Deus:

"Eu fiz a Terra, eu fiz o Mar,

eu fiz vocês para nela morar.

Agora vejo carinho e devoção...

Vocês encontraram o caminho para o coração...”

Hoje acordei assim....

bjos com sabor a pecado miga



De M.Luísa Adães a 13 de Dezembro de 2009 às 09:34
Olá Amigo

A minha "Turba" te fez recordar a Génesis, o princípio do mundo, em que perderam o Paraíso
pela tentação do mal e daí advieram outros males
maiores ..." E Caim matou Abel", tudo por influência
do Mal e não de Deus.

Na tua Génesis apresentas o Amor como força do
Bem, onde tudo é puro, carinho e devoção. E
Deus nos dá a felicidade e não fecha porta do
Paraíso a ninguém e o homem e a mulher construiram um mundo de Amor, limpido e sem maldade.
Sem inveja, sem rancor, sem guerras, apenas o Amor límpido, puro e lhes mostrou o caminho para o coração...

Realizaste o milagre da transformação, da própria Génesis.
Realizaste esse milagre para o lado bom e não existiu o "crime de Caim matar Abel , o Mal matar o
Bem, por culpa de Deus" como foi idealizado por um
escritor- ver Dissertação de Mª. Luísa Adães).

Gosto muito mais da tua Génesis, do que da Génesis
representada em "Caim".

Lindo o teu comentário, onde predomina o Amor
num sonho e numa elegia de pureza, no caminho para o "coração de cada um".

Obrigada aos teus verso ao meu poema "A Turba".

Com carinho e sem pecado,

Maria Luísa


De 100timento a 13 de Dezembro de 2009 às 09:17
O tempo não corre
na casa pequena, no amargo do
meu coração. O tempo escorre
pelas frestas das paredes,
pelos buracos do chão.
pela multidão
Sento-me esmagado pela turba
da minha condição
de louco poeta.
Os erros.
Sempre os mesmos erros,
as mesmas falácias.
As páginas rasgadas dos livros
que li no tempo passado
quando o tempo ainda era tempo
nesta vida, neste mundo,
neste meu coração.

Quando o tempo voltar a ser tempo
quando a multidão se afastar
deixar-te-ei voar, minha poeta
preferida, com os teus cabelos
mel ao vento e serei teu porto.
Quando o tempo voltar a ser tempo
voltarei para te ler...

beijinhos M.Luisa


De M.Luísa Adães a 13 de Dezembro de 2009 às 10:22
100timento

O tempo corre
os relógios não param,
o tempo corre
apressado.

Que mal lhe fizémos
no nosso Passado?

O tempo se escoa
pelos buracos do chão
e os erros
são repetidos
e os poetas são esmagados,
com esses erros
que para eles
não são erros.

Eu fugi da Turba
de mãos dadas
com meu amor.
Fugi ao clamor da Turba
que se comprimia
numa procura
de quem não sabia
a razão da procura.

Então espero por ti,
quando o tempo voltar
a ser tempo
e nos deres a forma
de voar,
no fugir à Turba
que continua a clamar.

Tu sabes que eu parti
de mãos dadas com meu amor
E ambos, esperamos por ti.

lindos versos os teus,
linda homenagem
aos meus versos.

com carinho te espero!

Maria luísa



De 100timento a 13 de Dezembro de 2009 às 17:28
Este é o meu paraíso!



Criei-o mesmo aqui



E agora que tenho tudo o que necessito



Porque tenho que sair daqui?







Não quero nada!



Não me dêem nada



Não têm nada que eu queira aqui!







Não quero festas, nem conversas



Carreiras, status ou posições



Só a minha liberdade



O meu verde


a minha poesia


O meu mar



Quero o infinito estrelado



Tudo o que não me podem dar



Tudo o que já tenho e que me querem tirar







Não quero ser nada,



nem ninguém



Nem qualquer piedade



Desejo apenas ficar aqui







Rindo tonta por coisa nenhuma



Brincar como uma criança



O trovão ao longe que me alcança



A chuva cai impiedosa



Na escuridão



Na névoa



Fervilha meu sangue



Meu corpo



Minha raça livre



Minha poesia....


beijinhos do rui


De M.Luísa Adães a 13 de Dezembro de 2009 às 19:35
Rui

Tu me espantas

Te quero aqui

Podes ficar

Usufruir de tua liberdade

E tentar alcançar

O que desejas e não tens...

Traz a tua poesia

Os teus sonhos de menino

O teu encanto de quem canta

versos lindos.

Fica o tempo que quiseres

E parte quando te cansares

Do encontro preparado

Há Milénios...

E há milénios te esperava...

Fica enquanto puderes

A casa é dos Poetas!

Beijo,

Maria Luísa



De camonhopelasestradas a 13 de Dezembro de 2009 às 10:29
Na minha condição de Peregrino continuo a fugir

da "Turba" por ti cantada, mas ainda não encontrei

o lugar, onde possa descansar da "Turba".

Ensina-me a encontra,r o que tanto procuro!

caminhante


De M.Luísa Adães a 13 de Dezembro de 2009 às 12:07

leia o poema com atenção e aprenda a caminhar por entre "A Turba" e a fugir. Mas lhe digo, pouco mais encontra.
Talvez o caminho seja outro. Isso não sei! Eu também procuro...

Mª. Luísa


De manu a 13 de Dezembro de 2009 às 12:53
Olá Maria Luisa!

Sempre juntos, lado a lado
caminhamos nosso destino
da turba ficar separado
julgo ser um mero desatino

Sempre juntos, lado a lado
agarrados, mão na mão
um, pelo outro amparado
ambos amparados p'la multidão

Sempre juntos, lado a lado
enfrentando todos os temores
ombro amigo, ensejo velado
com a turba sentir as dores

Apesar da turba, por vezes, ser incómoda, não nos conseguimos desligar dela e, para além disso, a união faz a força.
Sempre juntos, lado a lado. Beijos


De M.Luísa Adães a 13 de Dezembro de 2009 às 14:47
MANU

Da turba ficar separada, foi essa a minha tentativa.

Parti de mãos dadas com meu amor
lado a lado, fugindo da turba.

Mas tu tens razão na tua análise,
Não podemos fugir da turba,
Mas confesso eu tentei...

Mas encontrei símbolos e enigmas
E a turba faltava.

Mas fugi, de mãos dadas, na esperança de um novo caminho.
Não encontrei esse caminho, apenas a ilusão do que
esperava.

Obrigada pelas tuas palavras e o teu carinho ao
poema "A Turba".

Beijos da amiga,

Mª. Luísa


De FerdoS a 13 de Dezembro de 2009 às 17:50
Amiga Mª Luísa...
E finalmente vim visitá-la!...
Enorme este seu mundo de palavras, de pensamentos, de sensações e sentimentos...
Por ele viajei, parei aqui e acolá, e com uma certeza fiquei... Irei sempre voltar, sim voltarei!
Vosso grafitar, por vezes, soa-me a meu sentir identificar, e quando assim é, mais delicioso se torna este degustar :)
Caminho partilhado nesta estrada.
Obrigado
FerdoS


De M.Luísa Adães a 13 de Dezembro de 2009 às 19:23
Olá FerdoS

Muito me apraz encontrá-lo e ao seu comentário,
neste pequeno mundo, em que me propuz escrever.

Obrigada por partilhar o caminho.
Necessitamos de todos na caminhada!

Agradeço sua presença e palavras.

Maria Luísa


De cuidandodemim a 13 de Dezembro de 2009 às 18:33
Ao ler o seu poema vejo duas pessoas a caminhar pela vida, de mãos dadas, no meio das multidões que estão à sua volta e ainda assim caminham, em busca daquela luz que desejam... Nada as demove, nada as faz parar se souberem bem o que querem, se desejarem verdadeiramente o motivo que os move, o que os leva a caminhar...
Bjns


De M.Luísa Adães a 13 de Dezembro de 2009 às 19:17
cuidandodemim

É exactamente isso que vê,
nesse caminhar de mãos dadas, por entre a turba .
A finalidade é a que aponta.

Mas o Final é mais trágico. Verdade? Ou pressente
outro final? Ficam as interrogações!

Gostei de a encontrar e da sua análise, bastante correcta, como apanágio daquilo que é.
Peço desculpa por não ter aparecido nos últimos
tempos no seu blogs, mas tenho estado, um pouco, doente.

Beijo e obrigada,

Mª. Luísa

p.s.espero voltar em breve.




De Breizh da Viken a 13 de Dezembro de 2009 às 21:12
Olá Maria Luísa,

Retribuo a visita ao meu blog. Gostei muito também do seu. Das suas poesias que li!

Abraço



De M.Luísa Adães a 14 de Dezembro de 2009 às 10:51
Poeta

Agradeço sua presença e suas palavras.
Fiquei feliz por a encontrar e adorei ter gostado
de meus versos.

Com amizade,

Maria Luísa


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