Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Também Se Ama...

 

 

 

 Imagem Internet/ Salvador Dalí

 

 
Também se ama em silêncio,
Sem ter nada a dizer
Sem ter nada a escutar.
 
Também se ama,
Quando se adormece
Depois de amar.
 
Também se ama,
Quando se fala alto
De um tempo absoluto.
 
Também se ama,
Quando se lê o jornal
Sem olhar para o lado.
 
Também se ama,
Quando não se escuta
As queixas do nosso amante.
 
Também se ama,
Quando o desejo passar
E se falar do vulgar.
 
Também se ama,
Quando tudo se esquece
E não merece nosso olhar,
Nosso entender,
Nosso compreender,
Sem julgar.
 
Também se ama,
Quando se olvida
A nossa forma de estar.
 
Também se ama,
Quando se recupera o alento
E se deixa de sonhar.
 
Também se ama,
Quando o pensar é triste
O amar não é paixão.
 
Também se ama,
Quando se encontra
E não há recordação.
 
Talvez assim se ame,
Por uma vida sem assombros
Colorida no aceitar.
 
Talvez assim, se possa amar,
Uma vida inteira
E eternizar esse amar.
 
 
Meu destino,
Como vai terminar?
 
Maria Luísa O. M. Adães
  
 11  Novº. O9
publicado por M.Luísa Adães às 15:02
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56 comentários:
De poetaporkedeusker a 12 de Novembro de 2009 às 16:10
Também se ama à distância do espaço e do tempo,... e sobretudo assim, em certas situações.
Toda a forma de criatividade, toda a criação é, na sua essência, um afastamento do inicial. Assim tem sido com a esmagadora maioria dos Criativos ao longo da história da humanidade e, muito provavelmente, assim continuará a ser ao longo dos tempos... porque criar sem elevação e distanciamento não seria Criar. E amar sem elevação e distanciamento não seria, muito provavelmente, Amar.
Um grande abraço para ti, Maria Luísa.


De M.Luísa Adães a 12 de Novembro de 2009 às 18:16
Mª. João

Lindo e sublime o teu comentário que fala da criatividade com elevação e do amar, mesmo com
um aparente distanciamento, (apenas aparente)
na aceitação de tudo quanto o poema apresenta,
possa dar a possibilidade de eternizar, o amar.

Talvez seja uma forma de chamar a atenção para
a discussão, sem mérito que leva ao acabar.

Mas neste caso, te dou a ti, a última palavra!

Beijos e obrigada,

Maria Luísa


De a 12 de Novembro de 2009 às 16:15
"Talvez assim, se possa amar,
Uma vida inteira..."

Que lindo poema este, em que o amor, no estado mais puro, é sublimado desta forma.

Beijinhos


De M.Luísa Adães a 12 de Novembro de 2009 às 18:05
Sinto que sim e por isso mesmo o escrevi.

"Talvez assim, se possa amar,
Uma vida inteira
E eternizar esse amar."


Acabamos a análise da mesma forma, interessante...

Agradeço sentir o que o poema pretende mostrar, a necessidade de sublimar o amor, no seu estado de pureza.
E entender que a sexualidade que faz parte do amor, também é sublimada.

Isso nos dá uma visão mais ampla do significado do
"sentimento a que se chama amor" e não deixar,
nunca que seja banal.

beijos e obrigada,

Maria Luísa


De pecadoespecial a 12 de Novembro de 2009 às 16:39
Também se ama em silêncio,
Sem ter nada a dizer
Sem ter nada a escutar.

Quem não ama em silêcio?
Quantas vezes apetece dizer amo-te,e não se pode?
Quantas vezes se gosta ouvir...amo-te e não ouvimos?

Também se ama,
Quando se adormece
Depois de amar.

QUANDO SE AMA,E SE É AMADO,NÃO GOSTO DE ADORMECER...COM O RISCO DE ACORDAR E NADA TER DE NOVO.

Também se ama,
Quando se fala alto
De um tempo absoluto.

Adoro gritar bem alto o amor que sinto...

Também se ama,
Quando se lê o jornal
Sem olhar para o lado.

Em qualquer lado ama-se,para isso basta haver sentimento do amor.

Também se ama,
Quando não se escuta
As queixas do nosso amante.

É delicioso ser amante,acho que se é mais amado.

Também se ama,
Quando o desejo passar
E se falar do vulgar.

O amor nunce deve ser vulgar,mas sim desejoso e importante.

Também se ama,
Quando tudo se esquece
E não merece nosso olhar,
Nosso entender,
Nosso compreender,
Sem julgar.

O mais importante é não haver julgamentos,e injustiças...

Também se ama,
Quando se olvida
A nossa forma de estar.

A boa forma de estar na vida é o mais apetecivel.

Também se ama,
Quando se recupera o alento
E se deixa de sonhar.

A alta estima é importante para o amor.

Também se ama,
Quando o pensar é triste
O amar não é paixão.´
O amor é desejo,paixão,tesão,etc....

Também se ama,
Quando se encontra
E não há recordação.

Quando o amor é bom,e forte,acaba por haver recordação do que melhor teve.

Talvez assim se ame,
Por uma vida sem assombros
Colorida no aceitar.

Aceitar o amor,aceitar tudo o que se pretende numa realção.

Talvez assim, se possa amar,
Uma vida inteira
E eternizar esse amar.

Amar faz parte da nossa vida,e se queremos viver uma vida inteira,devemos pensar em amar a vida inteira.

Meu destino,
Como vai terminar?

Não sei,mas pode ser o começo de um grande amor...

Gostei imenso..parabens...

Bjos pecadores


De M.Luísa Adães a 12 de Novembro de 2009 às 17:47
pecadoespecial

Pouco tenho a dizer.

Tu escreveste cada parte do poema e respondeste,
de acordo com o teu sentir.

Há uma análise completa, a que eu agradeço e não
tenho de fazer qualquer tipo de emenda, ou
contradizer.

Aceito e gostei do interesse demonstrado ao poema.

Só não respondeste ao final : )

"Meu destino
Como vai terminar?"

Mas - "o não sei " - que tu dizes, deve ser a resposta.

Obrigada pelo teu trabalho - o poema mereceu!
Me congratulo por isso!

Com amizade,

Maria luísa


De pecadoespecial a 12 de Novembro de 2009 às 19:02
Não tens que agradecer Maria,respondi de acordo com o que estava escrito,e provavelmente sentido.
Quanto a parte final,julgo que respondi sim,o futuro a deus pertence...Publiquei um video,espero que gostes...
Beijos pecadores


De M.Luísa Adães a 13 de Novembro de 2009 às 18:54
Pecado, pecador, original

O poema foi escrito e foi sentido, de outra forma,
seria irreal.

independentemente disso, traz o amar numa outra perspectiva - "Do Amar e da necessidade de Perdão
para que Ele seja eterno."

E os comentários que me fazem, como tu fizeste,
são sempre de agradecer.

Se possível, trata-me por Mª. Luísa.
Vou , com mais tempo, ver o teu vídeo! Obrigada.

Beijos,

Maria Luísa



De pecadoespecial a 14 de Novembro de 2009 às 10:34
Bom dia Maria Luisa!

Perdão por não ter tratado desta forma...não sabia como gostavas que fosses tratada!
Não tens que agradecer,resondo de acordo com o que penso...pq tabém amei o poema escrito...escreves muito bem....parabens.
Bjos bem pecadores...bom fim de semana
Pecado


De M.Luísa Adães a 15 de Novembro de 2009 às 10:36
pecadoespecial

Quando me tratam por "Maria", não olham meus olhos, não reparam em mim - "Marias há muitas" e
não especificam ninguém, em especial.
É uma forma fria,
esse dizer
Maria!...

Mas não peças desculpa,
Tu não sabias...

Te agradeço, tua forma espontânea de ser, de dizer
e enviar, teus beijos pecadores.

Obrigada por gostares de meus versos que têm tido
várias classificações, todas de aceitar, é esse o meu lema. Mas é uma "forma Modernista", na 2ª. fase de escrever.
Esta maneira de dizer não é única, mas é minha!

Obrigada por gostares; é sempre de agradecer.

Beijos da amiga,

Maria Luísa




De caminhopelasestradas a 12 de Novembro de 2009 às 17:35
lindo o teu poema!

Quando se ama - ama-se em qualquer circunstância,
boa ou menos boa.

Mas a forma de amor a que te referes, engloba todo
o amor, toda a espécie de amor.
Espero que quem te ler, entenda isso e não se volte num sentido único. mas não é fácil apanhar a essência do poema - Sublime! Parabéns, minha
senhora,

caminhante


De M.Luísa Adães a 12 de Novembro de 2009 às 17:52
caminhante

uma vez mais o encontro na minha caminhada poética.
Me congratulo pela atenção demonstrada em
relação ao que escrevo.
Cada um, vai entender à sua maneira e eu vou ler e
responder a tudo que seja bom, como costume.

Agradeço,

Maria Luísa


De cuidandodemim a 12 de Novembro de 2009 às 18:21
Penso que muitos desses "amores" são difíceis de concretizar, de levar a cabo, mesmo com boa vontade.. O amar quando se olvida a nossa forma de estar, por exemplo. É muito difícil. Mas quando se recupera, voltamos a amar, porque afinal de contas o amor permanece sempre no nosso coração em todas essas situações... Apenas o olvidámos, entretanto, perdidos que estávamos noutro lugar...
Um bonito poema sobre o amor, aborda-o sob uma perspectiva diferente.
Bjns


De M.Luísa Adães a 12 de Novembro de 2009 às 18:37
cuidandodemim

O poema apresenta o amor, a forma de amar, de
uma perspectiva diferente, como diz.

Nesta perspectiva, o amor é profundo e forte,
foge ao banal das situações apresentadas e mais
comuns e ultrapassa tudo isso - e só o sentimento
conta - nada o pode destruir!

"Talvez, assim, se possa amar,
Uma vida inteira
E eternizar esse amar."

Fica ao critério de cada um.

Com amizade, agradeço,

Maria Luísa


De jangadadecanela a 13 de Novembro de 2009 às 14:39
olá Mª Luisa

Amar está em nós
Como o sangue nas veias
Como feitiço para o pobre
que vive cheio de ideias

Amar não é onda nem noite de luar
Amar é Sol e Lua, é o nosso imenso Mar...

adorei

um abraço e um bom fim de semana
Luis


De M.Luísa Adães a 13 de Novembro de 2009 às 18:42
Luís
Sim, amar está em nós,
como o coração que bate
mais apressado,
ao avistar o seu amor.

Amar é sentimento profundo
que dá uma capacidade Maior,
à necessidade do Perdão.

"Amar é Perdoar"
Só assim, se pode eternizar!

Grata pela tua presença e os teus versos doces que
tanto traduzem "a tua forma de ser".

beijos da amiga,

Maria Luísa


De MIGUXA a 13 de Novembro de 2009 às 15:16
Maria Luísa,

Também se ama...Também...também...também
Porque amar... é amar simplesmente, sem medida...sem premeditação... apenas ao sabor do sentimento e, assim...acredito..." talvez se possa amar a vida inteira"

Amiga, o teu destino será o que for mas, uma certeza já tens, dentro de ti,vais terminar com amor...

Beijo e óptimo fim de semana
Margarida


De M.Luísa Adães a 13 de Novembro de 2009 às 18:33
Margarida

O meu poema conta numa outra perspectiva a
possibilidade de :

"Talvez assim, se possa amar
Uma vida inteira
E eternizar esse amar".

Amar é uma palavra que traduz um sentimento
profundo, do nunca mais acabar!
Tudo quanto venha depois, não sei como chamar.
Tu sabes? Conta-me!Eu acredito em ti!

Com ternura, agradeço,

Maria Luísa


De 100timento a 13 de Novembro de 2009 às 17:16
Quando ou como...se ama...é eterno...

...e na eternidade do amor o tempo para.

Vive-se um único e eterno amor.

Não há o olhar o passado.

Há somente um continuo infinito.

E neste cenário onde as almas habitam,

os sonhos valsam abraçados à realidade.

Sopram os ventos e a mágica sinfonia.,

então a tua voz canta: eu te amo,

e ecoa em ti, do amor, a doce melodia.

Beijinhos e doce dia


De M.Luísa Adães a 13 de Novembro de 2009 às 18:21
100timento

Amar é um poema
uma onda vinda do mar,
a diluir-se em espuma
a reflectir-se em ti.

Apressemos o caminhar
corramos ao seu encontro
e juntos,
como seres da natureza

cantamos e dançamos

E reunimos os pedaços dispersos
aqui e alí...

E eternizamos
o nosso amor,
a cada passo que damos.

Compreendemos,
nos ajustamos
e esquecemos
e acordamos
e pensamos...

Este é o meu amor e vou ficar com ele, para sempre.
E o poema nos conta, numa outra perspectiva, a
possibilidade

"De se amar uma vida inteira
E eternizar esse amar!

A perspectiva do poema, está no amor e no perdão.

Sempre grata ao te encontrar e às tuas palavras.

Beijos da amiga,

Maria luísa


De manu a 14 de Novembro de 2009 às 15:59
Olá Maria Luisa!

Na entrega está o segredo do amor
onde colocamos nossa forma de amar
espontaneidade dá-lhe outro sabor
é melhor ignorar como vai terminar

Bom fim de semana. Beijo.


De M.Luísa Adães a 15 de Novembro de 2009 às 10:20
Manu

Sim é verdade o que dizes!

O amor, na perspectiva do poema, está em qualquer lugar:

na entrega plena que se faz,
na forma espontanea de se dar,
no aceitar das coisas comuns,
no perdão, dessas coisas comuns
e não pensar, como vai terminar
e talvez se possa eternizar, essa forma de Amar...
Eu acredito que sim!

Agradeço te encontrar
e me falares assim,
desta forma de amar
idealizada por mim.

Com carinho, a minha amizade,

Maria Luísa



De maripossa a 14 de Novembro de 2009 às 18:01
Maria Luísa!
Amar é amar e não à volta a dar, nas recordações o que fica, o amor! nas horas mortas o que fica, o amor! nos sonhos lá está o amor! olhando o mar, o que vai naquela onda de volta e se espraia na areia, o amor como uma carícia, olhando a lua, o que olhamos o amor! Bem haja o mesmo sobre nós a toda a hora da vida...O amor.
Beijinho bfs Lisa


De M.Luísa Adães a 15 de Novembro de 2009 às 10:06
maripossa

É isso mesmo que tu dizes. O Amor deve estar em todos os lugares :

nas recordações,
nas horas mortas,
na onda a espraiar-se
pela areia da praia
e quando a Lua se levanta
altaneira, olhando as ondas do mar.

Ele está em todo o lugar e ultrapassadas as coisas
vulgares:

"Talvez assim, se possa amar,
Uma vida inteira
E eternizar esse amar."

Repara, o poema traz uma outra faceta:

Amor e Perdão, para as fraquezas comuns, do outro
Amante.

Beijos e muito obrigada,

Maria Luísa


De daniel a 16 de Novembro de 2009 às 15:46
Gostei bastante do seu blog, e espero regressar. A arte é a própria representação do sentimento. Fez-me recordar um poema do nosso eterno génio, Jorge de Sena:

"Como queiras, Amor, como tu queiras.
Entregue a ti, a tudo me abandono,
seguro e certo, num terror tranquilo.
A tudo quanto espero e quanto temo,
entregue a ti, Amor, eu me dedico.
(...)"

Espero voltar noutras ocasiões =)


De M.Luísa Adães a 16 de Novembro de 2009 às 16:27
daniel

Recebi o seu comentário e lhe agradeço,o lembrar-se de Jorge de Sena, através do que escrevo.

É uma honra!

Gostei de o conhecer. Obrigada,

Maria Luísa


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