Quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

EU SINTO

 

 
 Imagem Internet/ Salvador Dalí /   I feel in my heart
 
 
 
Tu estás no meu sentir
E te desejo ver, te olhar,
Te beijar, te abraçar.
 
Não sei ser feliz,
Não sei como encontrar
A felicidade.
 
O Palácio dos meus sonhos
Perdi-o, na espera
De um mundo desencantado.
 
Como vou encontrar
De novo,
A minha Estrada?
 
Deambulo por lugares
Sem pouso, no tempo surdo
Como vou regressar?
 
E parti por mim,
Por ti,
Por eles,
 
Não tenho de perdoar
Não tenho de ser perdoada
Eu escolhi ser amada.
 
Meus olhos fixam o silêncio
Transformado em estrada
A minha estrada.
 
Invisível abriga o meu desejo,
Eu não estou presente
Não respondo, ao desejo do ausente.
 
Quem está presente
Que se apresente e me diga,
 Eu sou o ausente!
 
Eu não estou perdida
Nem de mim, ou de ti
Mas do mundo – eu estou!
 
Sinto que os amores
Não se repetem…
 
Sinto, não ser alegre nem triste
Rompo os elos do Tempo
Sou Poeta! 
 
Aqui deixo meu corpo.
 
 
Maria Luísa O. M. Adães
 
   15/ Outubro 2009 
publicado por M.Luísa Adães às 11:25
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59 comentários:
De TiBéu ( Isa) a 15 de Outubro de 2009 às 13:18
Ups sou a primeira.
Olá Luísa como tens passado?
Depois de ler muito bem o que escreveste fiquei apaixonada por esta parte
"
Não tenho de perdoar
Não tenho de ser perdoada
Eu escolhi ser amada."

acho que se enquadra em todos não achas? quem não gosta de ser amada?

Beijinhos e espero por ti. Tudo de bom Luísa


De M.Luísa Adães a 15 de Outubro de 2009 às 14:45
Tibéu

Linda a parte que escolheste :


"Não tenho de perdoar
Não tenho de ser perdoada
Eu escolhi ser amada."

Enquadra tudo! Quem não escolhe ser amada?

Adorei o encontro. Obrigada!

Maria Luísa


De caminhopelasestradas a 15 de Outubro de 2009 às 14:51

E na minha Caminhada te tornei a encontrar, meu amor, das horas lentas e caladas.

O teu poema "Eu Sinto" é de uma beleza que me dá
alento ao meu caminhar.

Possas tu - "ser entendida"...escrever assim, não é

fácil é apenas, diferente do que encontro!

Caminhante


De M.Luísa Adães a 15 de Outubro de 2009 às 19:15
Me estou habituando a encontrar-te no que escrevo

e os teus comentários traduzem grande sensibilidade.

Possas tu continuar no teu caminhar e eu encontrar
a minha estrada

"E lá deixar meu corpo".

Agradeço, a forma gentil como te apresentas!

Maria Luísa



De poetaporkedeusker a 15 de Outubro de 2009 às 16:07
Surpreendeste-me com o teu "Eu Sinto!". É essa a tua estrada, amiga... por onde caminhares será a tua estrada... apenas teremos de dar o nosso melhor ao longo dela, mas é esta a nossa estrada. Somos poetas!
Um grande abraço para ti!


De M.Luísa Adães a 15 de Outubro de 2009 às 19:00
Mª. João

Quando te li senti um arrepio imenso, como se me tivessem dito uma verdade, em que não queria acreditar.

" É esta a nossa estrada. Somos poetas!"

eu digo :

"Aqui deixo o meu corpo"

Obrigada pela luz que me enviaste quando disseste :

"Somos Poetas" e te juntaste a mim!

Um abraço,

Maria Luísa


De poetaporkedeusker a 16 de Outubro de 2009 às 14:32
Eu é que te agradeço por receberes os meus comentários com essa gentileza e entusiasmo!
Para que não fiques preocupada, na segunda feira é o meu dia - mais outro! - de ida obrigatória ao hospital. Não sei a que horas poderei voltar ou se conseguirei publicar alguma coisa. Vai ser demorado porque este médico - de Medicina Interna - nem sequer sabe, ainda, que eu estou com a hepatite e que os outros médicos me mandaram parar com a maioria dos medicamentos, para facilitar a reabilitação hepática. Entretanto o meu colesterol já deve estar nos píncaros e a osteoporose deve ter-se agravado... embora tenha muitas análises já feitas, é possível que ele queira repetir mais algumas.
Nesse dia vou estar completamente "on my own". Não tenho ninguém que vá comigo, desta vez e só espero aguentar-me "nas canetas"... :))
Um grande abraço!


De M.Luísa Adães a 17 de Outubro de 2009 às 08:52
Mª. João

Os comentários que te enviei...adorei enviar!

Estou a ver que a próxima Segunda, vai ser complicada.
Me parece que a hepatite ainda aí está escondida,
ou não escondida.
Tu disfarças com maestria os teus problemas de saúde. Continua, mas trata-te e descansa.
Creio que fazes uma vida muito agitada, para o
momento presente. Tem calma e depois de ires ao hospital, pede ao Centro para mandar a comida e
fica uns dias em casa.
Vou aguardar as melhoras. Beijos,

Mª. Luísa


De MarguiTonta a 15 de Outubro de 2009 às 17:44
A felicidade está dentro de nós ... manifesta-se sempre quando menos esperamos e vislumbra-nos quando mais a queremos, de uma maneira ou de outra.
Beijinho grande Luísinha.


De M.Luísa Adães a 15 de Outubro de 2009 às 18:51
Sim, está dentro de nós, mas muitas vezes, só

a reconhecemos, quando a perdemos!

Obrigada, Margui, pelo teu carinho e a tua presença neste poema "Eu Sinto".

Beijos,

Maria luísa


De MarguiTonta a 21 de Outubro de 2009 às 11:59
Bem Luísinha temos que agendar aí uma viagem aqui à Serra da Estrela, para um pequeno almoço e tudo o resto ... Que me dizes? Aqui já neva :D
Beijoquinhas grandes e boas ...


De M.Luísa Adães a 21 de Outubro de 2009 às 12:31
Margui

Tu és um encanto de pessoa e o Fred está contigo?

E já neva na Serra? Que coisa linda!

Mas sabes, eu tenho medo da Serra, daqueles caminhos muito estreitos, com longo precípicios ao
lado.
O meu carro não tem correntes e sou sensível a
tudo, até ao medo.
Agradeço do coração, o teu convite de encanto e que bom seria se fosse de helicoptero, como em
São Paulo.
Mas não é! Mas vamos falando sobre o assunto.
Quem sabe?
mas quero que saibas, indo ou não, quanto me agradou o convite e a tua simpatia.

Beijos,

Maria Luísa


De MarguiTonta a 23 de Outubro de 2009 às 11:14
Ok. Eu adoro a Serra é linda. Dá uma paz, uma tranquilidade. É uma sensação indescritivel estar lá em cima e ver começar a nevar (até dá um frio'zinho no estômago - é sureal, maravilhoso) ...
Não sabes o que perdes Luisinha.
Sim o Fred anda sempre aqui a saltitar de um lado para o outro e então quando neva cá em baixo fica louco para a brincadeira.
Beijoquinhas grandes.


De M.Luísa Adães a 24 de Outubro de 2009 às 08:17
margui

Eu conheço a Serra e ao declinar teu convite sei o
que perco.
Mas não me falaste no problema da falta de correntes. A vez primeira em que lá estive, é que
descobrimos essa falta. voltei lá mais vezes, mas com neve só no cimo (nave?).
Há alguns anos, deixei de ir. É um espectaculo que
não esquece! Agradeço o convite.
Mas uma pergunta :

tu vives mesmo na Serra ou naquelas terras das
imediações? Gouveia num lado, Seia no outro lado.
Ou mesmo dentro da Serra? Explica melhor, para eu
conseguir localizar na memória.
E locais para pernoitar? Há perto do local que habitas? Como é? Eu em Portugal ,não tenho helicóptero e vou de carro. Podes explicar? Beijos
para o Fred e para ti.

Com amizade, agradeço

Mª. Luísa


De a 15 de Outubro de 2009 às 18:26
Belo sentir este. Apesar de aqui dizeres que não é alegre nem triste, eu leio nele, tristeza e desilusão.
Beijinhos.


De M.Luísa Adães a 15 de Outubro de 2009 às 18:45


"Sinto não ser alegre nem triste
Sou poeta!

Aqui deixo o meu corpo."

Mas tu sentes, tristeza e desilusão...

E isso contraria, ou não, o que escrevo
acima?

Não contraria!... Aceito, a tua forma de sentir!


Obrigada e beijos,

Maria Luísa


De Sonhosolitario a 15 de Outubro de 2009 às 18:47
Olá amiga Luísa
que lindo este teu poema
com é formidável este teu sentir
não sei ser feliz se não te encontrar
por isso me dirijo ao palácio dos sonhos para sonhar
e nova estrada encontrar
aqui falou poetisa
Luísa Adães
obrigado
doce beijinho
sonhosolitario


De M.Luísa Adães a 15 de Outubro de 2009 às 19:09
sonhosolitario

Agradeço os teus versos, em homenagem aos meus
versos.

" O Palácio dos meus sonhos
Perdi-o, na espera
De um mundo desencantado."

E a estrada é só uma! Um beijo terno, sonho solitario.

Obrigada!

Maria luísa


De cuidandodemim a 15 de Outubro de 2009 às 19:58
A este seu poema não vou tecer comentários porque acho que tudo o que escreveu foi suficientemente expressivo para falar por si.
Gostei muito :)


De M.Luísa Adães a 17 de Outubro de 2009 às 09:13
cuidandodemim

Eu também nada vou dizer - já disse tudo, por agora, mas agradeço a sua presença amiga, em
mais um poema

Beijos e obrigada,

Maria Luísa


De maripossa a 16 de Outubro de 2009 às 00:04
Maria Luísa. Como sempre as palavras que ficam no coração, a todos que amam e sonham.
Beijinho de amizade e bfs Lisa


De M.Luísa Adães a 17 de Outubro de 2009 às 08:55
maripossa

Possam as minhas palavras aflorar ou ficar, nos

corações mais sensíveis, como o teu.

Obrigada,

Beijos amigos,

Maria Luísa


De rosafogo a 16 de Outubro de 2009 às 00:56
És Poeta, uma grande Poeta, tens uma grande sensibilidade, que transmites nas palavras partilhadas. Este poema é mesmo do meu gosto,
falas de tudo o que faz parte também do meu caminho ou seja, sonhos, silêncio, desejo de ser amada, tudo isto faz parte duma estrada a nossa.
Nem sempre fácil, mas um dia sorrindo, outro com mágoa vai-se levando.
Sabes o que penso? Que ser poeta é ser-se um pouco
triste, nostálgico, a nostalgia abunda nos poemas,
sempre que leio e agora reli Miguel Torga, achei
nele tristeza, creio que todos são um pouco assim.

Amiga já li também o »ESQUECER», não te sei dizer de qual mais gosto, são os dois preciosos.

beijinho, desejo que estejas bem
natália


De M.Luísa Adães a 16 de Outubro de 2009 às 08:45
rosafogo

Já tinha dado pela tua ausência e me parece, ter escrito há pouco tempo no teu blogs. Não esqueço!

Agradeço gostares do que escrevo.
E tens razão, os
poetas são nostálgicos, divididos em pedaços espalhados pelas esquinas do tempo. Uns dançam no ar, outros perdem-se no chão e são controversos
e sentem que têm imaginaçao...

Mas tudo é Memória!

Beijos e obrigada,

Maria Luísa


De casimirocosta a 16 de Outubro de 2009 às 19:37
Só os verdadeiros poetas falam assim!
Lindo amiga, não é alegre nem triste mas é poeta e isso é o que importa.
Um abraço grande de Viana do Castelo.
Casimiro Costa


De M.Luísa Adães a 17 de Outubro de 2009 às 08:43
Casimiro

Agradeço a tua presença e as tuas palavras.

Um abraço de lisboa,

Maria Luísa


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