Sexta-feira, 21 de Agosto de 2009

ROMANCE

 

 

 

 

 Imagem Internet/ Salvador Dalí / Gala

 
 
 
Conheceram-se…
Uma estranha doença
Os juntou,
O prenúncio da morte
Se deitou com eles.
 
Eles se amaram
No limiar de vida e morte,
Ela aguardou
Que ele se salvasse
E ele se salvou
E se apaixonou
Pela guardiã
Que o acompanhou,
Na luta das horas.
 
Ele sonhou
Juntar-se a ela,
Amá-la a todo o momento
Não mais se separar dela,
Mas foi um sonho
Que não se realizou.
 
Ela tinha nascido
Vinte anos mais cedo,
Ele tinha nascido
Vinte anos mais tarde.
 
E lembrando essa diferença
Se separaram,
Por vontade dela.
 
E se fosse ao contrário,
Se ele tivesse nascido
Vinte anos mais cedo
E ela tivesse nascido
Vinte anos mais tarde?
 
Como teria sido?
 
Penso que se teriam amado
Com paixão,
Concretizado os sonhos,
Os desejos,
O fogo teria brotado
De seus beijos
E da união de seus corpos.
 
A idade
Não contava,
Não comandava
Seus desejos,
 
Mas contou
E afastou!...
 
Ela tinha nascido
Vinte anos mais cedo,
Ele tinha nascido
Vinte anos mais tarde.
 
Os anos passaram,
Ele envelheceu mais tarde
Ela envelheceu mais cedo
E morreu…
 
Ele ficou e chorou
Seu pranto,
Por um amor
Que não se concretizou.
 
Ela tinha nascido
Vinte anos mais cedo,
Ele tinha nascido
Vinte anos mais tarde.
 
Por essa razão
Se separaram,
O tempo matou,
O fogo da paixão acabou
E apenas se encontraram,
 
Quando ela morreu
E a saudade ficou!...
 
 
Maria Luísa O. M. Adães
 
publicado por M.Luísa Adães às 18:51
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56 comentários:
De ♥ Flor Cintilante ♥ a 21 de Agosto de 2009 às 21:27
LINDO LINDO LINDO LINDÉRRIMO

Sabes amiga, mto antes de ler que era uma homenagem ao nosso amigo Eduardo, antevi que fosse opara ele, pois tu descreveste um episódio da vida dele tal e qual ele nos transmitiu, amei mesmo

PARTABENS

beijinho cintilante***


De M.Luísa Adães a 22 de Agosto de 2009 às 07:10
Linda Flor Cintilante

Agradeço o entusiasmo cintilante com que aceitaste o "Romance" cantado por mim, com a
autorização no nosso amigo Fisga.
É tão belo, de uma sensibilidade tão grande que tinha de ser contado em verso. É em "Sonho de Poeta" ...

beijos da,

Maria Luísa


De ♥ Flor Cintilante ♥ a 22 de Agosto de 2009 às 14:17
Levei comigo amiga,
está realmente magnifico.

bom fim de semana acompanhado do meu
beijinho cintilante***


De M.Luísa Adães a 22 de Agosto de 2009 às 17:57
Flor Cintilante

Cuida dele com amor, carinho e luz, muita luz cintilante.

Obrigada,

Maria Luísa


De cuidandodemim a 21 de Agosto de 2009 às 22:02
Uma história muito bonita, mas triste. É assim o amor, sempre um mistério, uma incógnita e muitas vezes um desencontro...
Bjns


De M.Luísa Adães a 22 de Agosto de 2009 às 07:04
CUIDANDODEMIM

Sim é triste e romântica, isso me chamou a atenção
e pedi a autorização do Eduardo (Fisga) para a poder cantar à minha maneira e homenagear assim,
a sensibilidade, amizade e carinho de duas pessoas que se encontraram e separaram num tempo
atemporal e alteraram, sem saber, o próprio destino.
Cantada por mim em verso, não podia deixar de o fazer, pois tocou o meu coração e o
meu desejo, de tornar todos à minha volta -
"Felizes"!

Assim isso me fosse possível...

Obrigada por gostare,

Beijos,

Maria Luísa


De Sonhosolitario a 21 de Agosto de 2009 às 22:29
Olá minha doce amiga Luísa
Que linda homenagem ao teu amigo
Eduardo Gonçalves (fisga)
Linda história em poema, parece um conto de fadas
Mas parece-me muito real adorei.
Onde vou passar a comentar
Há-de haver sempre um motivo porque nos ficamos a conhecer porque é destino, eu acredito no destino, nunca será por acaso que nos conhecemos,
Eles se conheceram e se amaram, havia algo entre eles.
Tudo tem um princípio e um fim, por exemplo as flores são lindas depois de desabrocharem, porque ninguém gosta de flores verdes,
Ficou as boas memórias desse lindo amor muito sentido e inacabado, e será sempre recordado por ironia do destino e do seu sofrimento,
Porque o fruto proibido será sempre o mais apetecido, e só depois de muito tempo damos conta o que erramos, porque errar é humano. Mas a cicatriz ficará sempre gravada na nossa memória...
Quando se ama simples e puramente com todo amor as idades não contam, conta sim se o amor é verdadeiro e puro.
Eu tenho visto jovens da mesma idade namorarem anos e quando casam dura um mês, Então o que deu errado se eles eram novos e não se entenderam, porque não havia amor nem respeito, porque quando há respeito! Há muito amor...
Se fossem vinte anos mais tarde teria acontecido o mesmo, se houve o mesmo problema, se o amor não fui para frente ali houve problemas controversos ao seu amor, e tudo depende daquilo que se procurava e se amava, porque quando há amor não barreiras que os separe, por isso há a palavra amor, te sigo e me guiarei e só para ti viverei. Nunca pelas idades isso no meu ver é somente uma desculpa,
No seu arrependimento...
---- ----- ----- ---- ---- ---- ---- ---- ---- ---- ----
Somente vou pedir desculpas por ser longo com o meu comentário, mas este poema me tocou, e só vou mencionar umas palavras,
Eu amei no oposto e eu amei e respeitei, e fui atraiçoado, pela minha boa fé, o meu carinho e minha paixão, e de quem fui a culpa só minha porque acreditei que era amor, mas não era foi somente ilusão...
Os meus comprimentos para o Sr.Eduardo(fisga) desejando-lhe muita felicidade para toda sua vida porque está homenagem está linda.
Um doce beijinho para ti amiga Luísa e feliz fim-de-semana
seu amigo sonhosolitario


De M.Luísa Adães a 22 de Agosto de 2009 às 06:55
sonhosolitario

Obrigada pelas tuas palavras ao poema "Romance"
escrito com a autorização do Eduardo.
Era para saír a 22, mas por me encontrar de partida, o coloquei a 21.
É uma história de amor que devia ser cantada! Assim o fiz e agradeço ao Eduardo a oportunidade.
O romance real foi ficcionado pelo poeta que acredita - mesmo neste tempo - a idade pode contar
e destruír o amor e modificar os destinos de uma
vida.

Obrigada por gostares e retratares ,a tua desilusão de amor!

Com amizade,

Maria LUÍSA


De maripossa a 21 de Agosto de 2009 às 23:04
Maria Luísa. É com carinho e amizade que venho ler o poema de amor de um amigo comum, realmente o amor não tem fronteiras nem idade basta amar, sentir, inebriar a alma os sentidos dos poros da pele de quem se entrega a uma doce paixão.
Beijinho de amizade bfs Lisa


De M.Luísa Adães a 22 de Agosto de 2009 às 06:48
Maripossa

Lindo o teu comentário!
Os tempos eram outros, as idéias diferente...
Mas mesmo neste tempo, não sei se o problema não
seria igual.
Ainda se pensa que a idade pode interferir no amor.
Eu discordo e com autorização do nosso amigo.
contei aquele episódio triste, mas real em como a
chamada idade pode destruír sonhos, incluindo
"O Sonho de Amar".
Obrigada, por gostares.

Beijos,

Maria Luísa


De Luar a 22 de Agosto de 2009 às 07:19
Passei, olhei, adorei, parei...

li e reli e me lembrei que tantas vidas são afastadas
do verdadeiro destino, por coisa efémeras...

Lindo o poema e a forma como o canta!

Parabéns, Poeta sensível, de escrita diferente...

Luar


De Druída a 22 de Agosto de 2009 às 07:42

Faço jus ao teu valor de Poeta.

Lindo esse romance de amor.

Triste, mas belo como tudo em que o Amor é o
personagem principal. E os dois personagens em
evidência, tiveram vidas separadas. É a vida e
por vezes, a sua crueldade.
Parabéns!



De Fisga a 22 de Agosto de 2009 às 11:45
Olá miga Luísa. Que eu me lembre nunca me senti tão embaraçado para comentar um poema. Pois é tão simples dizer eu gostei. E na realidade eu gostei. Mas é de mim que se trata. Trata-se de ser juiz em causa própria. Mas tenho que dizer: Gostei. Adorei e adicionei aos meus favoritos. É uma segunda versão de um facto e que não altera as coisas pelo facto de ser contado e cantado de uma outra forma. Obrigado amiga, pela sensibilidade demonstrada aqui e agora, e também pela tua criatividade, e capacidade de desmontar e voltar a montar de uma forma diferente e não com menos beleza, antes pelo contrário. O meu sentido obrigado, por seres assim. Um beijinho Eduardo.


De M.Luísa Adães a 22 de Agosto de 2009 às 18:09
Fisga

Feliz por te encontrar.
O teu romance de amor, foi contado tal como eu o visionei. Ainda bem que está do teu agrado.
Não poude deixar de o fazer, por ti e pela Senhora , a quem também o dedico.

É uma história de amor e quem sabe se ambos, por
razões diferentes, não alteraram o vosso Destino.

Cantei tal como a senti e sinto-me feliz por o ter feito.
Aliás, ele é tão bela que alguém a tinha de escrever .

Tomei essa iniciativa e agradeço o teu consentimento.
Que ela possa marcar um "marco" na tua vida
atribulada, mas cheia de amor.

E não podes dizer - "Ninguém se lembra de mim"!

com ternura e afecto,

Maria Luísa O. M. Adães


De Fisga a 22 de Agosto de 2009 às 18:38
Olá amiga Luísa. Tu és sem vaidade, um amor de pessoa e tu sabes que é assim, e eu também sei. Obrigado por teres poetado, aquilo que foi o meu suplício durante muitos anos. Agora parece que o meu drama, chegou ao fim pela tua delicada mão. Obrigado amiga. Um grande beijinho deste amigo do coração. Eduardo.


De M.Luísa Adães a 22 de Agosto de 2009 às 19:51
Eduardo

Até me senti estremecer por dentro do meu ser
quando tu dizes:

"Agora parece que o meu drama, chegou ao fim pela tua delicada mão"...

Se assim for, meu amigo, eu nem sei que dizer, pois
o escrevi como o senti e tive necessidade de o fazer. Esta é a Maior das Verdades!
Não agradeças, era tudo tão belo, mas triste, eu sei
que não resisti a escrever o que senti.

Espero que te dê alivio para os teus dias e tu que
sofreste, possas sentir-te remido por toda a
Eternidade - aqui por muitos anos e ali... - Alpha et
Omega da história de amor, da tua mocidade!

E muitos dos teus amigos, possam ler e admirar,
o homem que foste, o homem que és!

Maria Luísa


De Fisga a 23 de Agosto de 2009 às 09:27
Olá amiga Luísa. Obrigado pelas tuas palavras doces e meigas, palavras de amizade, amor e compreensão. Podes acreditar, que me sinto como quem tinha uma divida para com um amigo e não via meio de a saldar e de repente, eis que a divida está saldada. É um grande alívio. Muito agradecido, por tudo amiga. Um grande beijinho de obrigado, deste amigo do peito. Eduardo.


De M.Luísa Adães a 23 de Agosto de 2009 às 10:15
Eduardo

Acredito que a dívida esteja saldada e que todos
fiquem em paz, onde se encontrem, aqui ou ali, neste lugar ou noutro lugar. Não importa!

Gosto do poema e do motivo que o trouxe ao Cimo.
E foste tu e a Senhora tua amiga, os personagens
escolhidos.
Bem hajas!

Maria Luísa


De Fisga a 24 de Agosto de 2009 às 17:26
Olá amiga Luísa. Acredito que tudo esteja resolvido de vez e se tudo o que foi feito teve a sua quota-parte, a tua ideia foi o remate final e decisivo. Obrigado por isso. Um beijo. Eduardo.


De M.Luísa Adães a 24 de Agosto de 2009 às 18:58
Eduardo

Obrigada por escreveres.
Espero que com o meu poema não tenha molestado a tua vida e o teu estar no mundo virtual.
Cantei e ficcionei de acordo com o meu sentir esse
episódio romântico, triste, mas belo da tua mocidade.
Agradeço teres autorizado!

Esperava mais comentários, pois o poema e a história que conta, são incomuns e me parecem bem escritos. Mas desiludiu-me, um pouco.
Espero que para ti ,não tenha sido um desencanto.

Um dia, abandono a Net, quando menos se esperar.
Se ela, Net, me desencantar, faço-o!

Beijos e obrigada,

Maria luísa




De jpcfilho a 22 de Agosto de 2009 às 19:05
Olá Maria Luísa, se vinte anos mais cedo ou mais tarde são vinte anos de solidão, a perdição desses anos, para lá, ou para cá, desuniu o que era para estar lá, unido, no amor, na dor, e a sina, senha desses desencontros nunca deveriam existir.
belos versos

beijos

João Costa Filho


De M.Luísa Adães a 22 de Agosto de 2009 às 19:57
João

É verdade o que dizes - mais cedo ou mais tarde -
foram vinte anos de solidão.
Tempo perdido para aqueles que deviam ter ficado unidos.
Destino que não se cumpriu!

Obrigada por gostares e eu te encontrar, de novo,
no mundo Virtual.

Com saudade,

Maria Luísa


De 100timento a 22 de Agosto de 2009 às 19:47
M. Luisa...por ser real,
e a forma como o contas faz-me pensar que a vida funciona como um bumerangue, as coisas que nós lançamos voltam como um desses brinquedos, mais cedo ou mais tarde aquela atitude, pensamento, acção desejo; voltade novo.


Um amor que queria ter vivido...
Um sonho comprometido ao nascer...
A impotência amarga que rasgou o peito,
Que cruzou a morte
E diante do fim
A triste sorte
Que cravou
Suas mãos...
Atados os desejos,
Num ímpeto de liberdade e sonho,
Encontraram-se de fato
Presos a um destino
Que não sorriu para nenhum...
Beijinhos do amigo Rui


De M.Luísa Adães a 22 de Agosto de 2009 às 20:09
Rui

Lindo o teu comentário :

"atados os desejos,
que deviam ter sido vividos
em liberdade e sonho"...

"Foi um destino que não sorriu para nenhum"...

E eu senti, isso mesmo, e não poude deixar de escrever esta história de amor que os separou
para sempre.

Naquele tempo
E neste tempo,
vinte anos mais tarde
vinte anos mais cedo.

Podem diluir em amargura,
Um sonho trazido
Um destino a cumprir
Ao nascer!...

E eu senti, sofri por eles e escrevi para "Eles" e
também, para nós Todos!

Beijos, querido amigo e obrigada.

Maria luísa


De 100timento a 23 de Agosto de 2009 às 09:26
Não tens de agradecer Amiga...è um prazer e um privilégio poder sentar-me sossegado neste teu mundo rodeado de mistérios ,sonhos, certezas e incertezas onde em cada palavra escrita se sente a tua alma.
“As palavras sentem-se na alma e guardam-se no coração só aquelas que tocarem a nossa alma.”
Beijinho e bom domingo.


De M.Luísa Adães a 23 de Agosto de 2009 às 10:28
Rui

És amável e terno quando dizes do meu mundo :

"sossegado, rodeado de mistérios, sonhos, certezas e incertezas"...

E de certa forma, dizes a Verdade!

As palavras são inesperadas
Vocábulos amados,
brilham e saltam
e pretendem ficar
no coração
de quem as entende.

Gostava de colocar
em todos os meus poemas,
A Beleza das Palavras
E captar com elas
Todos quantos me amam!

Gosto de ser amada!

Maria Luísa


De Anónimo a 22 de Agosto de 2009 às 20:21
Lindo o poema, triste a separação dos que se amaram e se perderam, na contagem do tempo.

Parabéns Poeta


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