Domingo, 9 de Agosto de 2009

MUNDO

 

  Imagem Internet/ Salvador Dali

 

 

Estás em tudo que nasce
E também em tudo que morre!
 
Tu vens!
As janelas estão gradeadas
Entra o Sol e a Luz,
Mas não entra o Mundo
Que palpita lá fora
Chamando por nós.
 
Mundo,
Não te posso responder
Estou aprisionada
Dentro de mim.
 
Quero fugir
Gritar bem alto,
A saudade que me fere
A saudade do teu canto
A saudade dos teus beijos
A saudade dos teus passos
A saudade da minha Vida.
 
Perdida neste lugar
Que não me pertence
Não me encanta,
Com o desejo de fugir
Para outros lugares
E voltar sempre
Ao primeiro lugar…
 
E isso - desencanta!
 
Isolada do meu mundo
Das coisas que perdi
E das outras que encontrei,
Tão próximo de mim.
 
É um mundo
Sem música, sem beleza
Em múltiplos horizontes
Onde não posso andar,
Num confronto
De dois mundos desiguais…
O meu e o teu!
 
E eu continuo a fugir
Ninguém me pode dizer
O que fazer,
Eu não aceito!
 
Apenas aceito,
A minha forma
De viver!...  
 
 
Maria Luísa O. M. Adães
publicado por M.Luísa Adães às 11:25
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105 comentários:
De Anonimo a 9 de Agosto de 2009 às 12:07
Passei, olhei, me encantei...

É este o teu mundo?

Se parece com o meu - por essa razão, parei e
comentei! Gostei!


De Just Moments a 9 de Agosto de 2009 às 13:04
Olá!

..difícil de comentar..
belo como sempre..e que me deixa a pensar!!

Mas só temos uma obrigação para connosco mesmo..
Ser fiel aos Nossos princípios!!

Será aceitar, conformar-se?
Ou impor a Nossa forma de vida?

Beijinhos e Parabéns!!


De M.Luísa Adães a 9 de Agosto de 2009 às 13:14
Just Momenta

Olá! Gosto de te encontrar! Dificíl de comentar?
Não me parece!
Às interrogações que fazes, só tu podes responder.
A vida é tua -- esta do poema, é minha! Analisa a
tua e vê se te encontras na minha.

Atenção:
não falo em impor Nada!...

Obrigada pela tua presença e por gostares.

Beijos,

Mª. Luísa



De Just Moments a 9 de Agosto de 2009 às 13:20
Olá de novo!

O problema é que me identifiquei demais com o texto!!

Por isso foi difícil comentar!

beijinhos com carinho e obrigada pelos Teus belos poemas!


De M.Luísa Adães a 9 de Agosto de 2009 às 14:09

Just Moments

Aí está, a identificação que pretendo quando
escrevo de mim e para os outros.´
Torna-se comum, as pessoas se encontrarem no que escrevo.
Atinjo o meu propósito, dar aos outros aquilo pelo
que passaram, ao longo da vida e encontrarem-se
e descobrirem - onde erraram!
Mas a isso, só eles podem responder, ou encontrar
resposta no que escrevo.
Mas "impor " não está escrito no poema e não há
essa intenção...

Agradeço,

Maria Luísa


De Maria antónia a 9 de Agosto de 2009 às 14:37

" Estás em tudo que nasce
E também em tudo que morre!"

Lindo poema!

Mª. Antonia


De Fisga a 9 de Agosto de 2009 às 15:16
Olá amiga Maria Luísa. Como é bonita a tua poesia, e gostosa a leitura da mesma. Embora também muito melancólica.
(A vida, sim.) A vida está lá fora.
Entra o Sol e a luz, mas não entra o mundo, que palpita lá fora.
(Na prisão, apenas entra algum sol, pouco, mas o mundo exterior, esse não entra.
É um mundo sem beleza, e sem múltiplos horizontes.
(O mundo prisional.)
Como deve ser difícil, encarnar o mundo de um prisioneiro, por alguém que nunca entrou numa cela.
Será esta a ilação que se pode extrair do teu poema? A vida a traz das grades de uma prisão? Certamente, não só, mas também. Amiga, os teus poemas parecem ser construídos em sonho e só posteriormente passados para a tela. Parabéns. Um beijinho Eduardo.


De M.Luísa Adães a 9 de Agosto de 2009 às 19:06
Eduardo

É o encarnar de um prisioneiro, metido numa cela
é esta a visão do que pretendo dizer.
Eu que nunca fui prisioneira, visiono neste poema,
a crueldade da vida, de um prisioneiro.

Podes intrepretar como sentes e não estás enganado!
E perguntas, como é possível alguém que nunca
viveu o trauma da falta de liberdade, escrever deste modo?
Tu interrogas e bem!
Mas é verdade, fui capaz de o fazer, como se fosse
eu... A viver!

Obrigada por gostares; fico feliz por isso.
Que lindos amigos eu tenho e tu, és um deles!

Com carinho e amizade,

Maria Luísa


De Fisga a 10 de Agosto de 2009 às 15:34
Olá amiga Luísa. Sabes que tudo na vida tem um sentido, nós é que nem sempre estamos abertos ao entendimento do mesmo, depende muito da forma e da disposição com que recebemos as coisas. Do nosso estado de espírito e da nossa capacidade de interiorizar. Um beijinho Eduardo.


De M.Luísa Adães a 10 de Agosto de 2009 às 19:22
Eduardo

Certo, tudo tem um determinado caminho.

E o entendimento das coisas, vem com a percepção do momento.
Correcto o raciocínio!

Beijos,

Mª. Luísa


De Fisga a 10 de Agosto de 2009 às 21:24
Olá amiga Luísa. É tal como dizes. Sem tirar nem pôr. É a percepção do momento que determina e mais nada. Beijinho Eduardo.


De M.Luísa Adães a 11 de Agosto de 2009 às 18:33
eduardo

É a sensibilidade do momento que determina o poema!

Exacto!

beijo,

Mª. Luísa


De Fisga a 11 de Agosto de 2009 às 22:00
Olá amiga Luísa. Pois aí está mais uma análise, que só os poetas sabem fazer. mas eu acredito piamente em ti. Obrigado por seres assim. beijinho Eduardo.


De M.Luísa Adães a 12 de Agosto de 2009 às 00:09
Eduardo

tu também sabes analisar e tirar as tuas conclusões.

Mas o poeta, talvez esteja predestinado a isso...

Mas é a sensibilidade do momento que proporciona
o poema.
Agradeço acreditares em mim.

Beijos,

Mª. Luísa


De Fisga a 12 de Agosto de 2009 às 10:40
Olá amiga Luísa. Claro que acredito em ti! Não tenho qualquer razão para o contrário. E quem pode penetrar na cabeça do poeta, na hora de escrever? Beijo Eduardo.


De M.Luísa Adães a 13 de Agosto de 2009 às 20:13
Eduardo

E tens muita graça quando dizes:

"E quem pode penetrar na cabeça do poeta, na
hora de escrever?..."

É isso mesmo! Quem pode lá entrar e travar, o que
o poeta se propõe dizer! Ninguém!

Beijos,

Maria Luísa


De Fisga a 13 de Agosto de 2009 às 20:41
Olá amiga Luísa. Que bom, que ninguem pode. Olha se podessem? O que seria, sempre que os poetas escrevem contra os governos? Beijinho Eduardo.


De Fisga a 11 de Agosto de 2009 às 16:03
Olá amiga Luísa. Obrigado por concordares comigo, eu penso assim e acho que penso certo. O que acontece, muitas vezes é que o nosso estado de alma, não está receptivo a certas realidades da vida. ISOLADA DO MUNDO, DAS COISAS QUE PERDI. Um beijinho Eduardo.


De M.Luísa Adães a 11 de Agosto de 2009 às 17:43
Eduardo

Essa parte a que te referes:

"Isolada do mundo
Das coisas que perdi
E das outras que encontrei,
Tão próximo de mim."

Eu sinto-a, excepcionalmente bela, se a virmos
isolada,
do resto do poema.

Dá para perceber melhor!

um beijo pela análise,

Mª. Luísa


De Fisga a 11 de Agosto de 2009 às 21:55
Olá amiga Luísa. Olha minha amiga, a minha capacidade analítica, não é suficientemente forte para conseguir analisar uma palavra ou até mesmo no caso presente uma frase, isolada do contexto total. Mas para mim basta tu dizeres. Que eu não duvido. Beijinho Eduardo.


De 100timento a 9 de Agosto de 2009 às 17:42
Duas vozes ...um mesmo grito...


Estás em tudo que nasce
E também em tudo que morre!


Tudo que é vivo, nasce, cresce e morre ...
mas...já não é o mesmo encanto
é desencanto,
que vai corroendo
as esperanças .minhas.


Tu vens!
As janelas estão gradeadas
Entra o Sol e a Luz,
Mas não entra o Mundo
Que palpita lá fora
Chamando por nós.


Ele vai...
perdido em sonhos sem dono.
eclipse dentro de mim,
na imensidão,
neste meu mundo sem lei,
onde ninguém é ninguém,
e só o sonho é luz.


Mundo,
Não te posso responder
Estou aprisionada
Dentro de mim.


Prisioneiro de mim
pois não cabe mais
tamanha submissão
nos dias de ontem
no amor de hoje


Quero fugir
Gritar bem alto,
A saudade que me fere
A saudade do teu canto
A saudade dos teus beijos
A saudade dos teus passos
A saudade da minha Vida.


Grito e dói
doi o meu peito
uma dor aguda
uma dor adulta
saudade maldita
que me faz ficar
chorando o passado
sem forças para reagir
vejo a vida a passar
não posso ficar
devo seguir.


Perdida neste lugar
Que não me pertence
Não me encanta,
Com o desejo de fugir
Para outros lugares
E voltar sempre
Ao primeiro lugar…

E isso - desencanta!

Isolada do meu mundo
Das coisas que perdi
E das outras que encontrei,
Tão próximo de mim.

Perdido?
Fugir?
nós perdoamos
esquecemos as mágoas
as tempestades
,,,coisas do coração.
sorrimos depois choramos
dizemos e desdizemos
depois voltamos
coisas do coração...
que nos fazem
vulneráveis.


É um mundo
Sem música, sem beleza
Em múltiplos horizontes
Onde não posso andar,
Num confronto
De dois mundos desiguais…
O meu e o teu!


Quantas vezes ouvi o teu grito
nesse mundo que rejeitas
só a minha alma o sente
só a minha alma o ouve
e entende
não controlas mais o sentido
do teu corpo
tudo parece oco
o que me leva a crer
que somos sós na vida
e na vida
somos nada


E eu continuo a fugir
Ninguém me pode dizer
O que fazer,
Eu não aceito!

Apenas aceito,
A minha forma
De viver!...

Foge ,foge ,ave livre
foge de gaiolas de grades frias
voa para esse mundo distante
mundo dos sonhadores, da confiança e da liberdade
esse mundo onde jamais possas cair
ser domada ou frio sentir...

Beijinho...sublime...adorei....
Rui


De M.Luísa Adães a 9 de Agosto de 2009 às 18:54
Rui

Que posso dizer ao que me escreves?
À forma como analisas o poema, estrofe a estrofe,
como o entoar do coro evolucionando a cena e o
compasso dos personagens.
E eu entro no mundo dos sonhadores, dos confiantes, dos libertos, entoando meu cântico de
louvores.

No palco representamos a cena,
ouvimos o ritmo que nos acena
e nos mostra a cadência
da Arte Suprema.

Compomos o Dueto
a duas vozes
e dois instrumentos
e representamos
como num Teatro Grego.

E nesse canto
como aves livres
somos pessoas sós,
mas libertas
sem frio, sem medos,
sem grades,
a esconder a tormenta
dentro de nós.

Te digo :
escreves como um Deus,
a quem procuro
sempre
que me proponho escrever.

E Ele responde,
à minha ânsia de dizer!

Obrigada meu amigo,
por seres como és
e eu te conhecer.

Maria Luísa


De 100timento a 10 de Agosto de 2009 às 06:42
M.Luisa

A nossa vida é feita de instantâneos
pequenos flashs que passam pelos olhos. Recordações do presente,
do passado
envoltas em luz intensa,
letras formando palavras
que nos fazem rir
ou ficar tristes.
São emoções vividas
em curto espaço de tempo
mas que guardados na memória
porque ficaram de recordação.

Beijinho e doce dia


De M.Luísa Adães a 10 de Agosto de 2009 às 08:33
Rui

A vida é isso que tu dizes:

como num filme, bem realizado,
passam por nós pequenas cenas
em curta metragem.

Mas o flash é momentâneo,
muito breve, por vezes,
esse recordar não beneficia
nem traz harmonia,
mas ficou preso na Memória
a a memória nos traz nostalgia.

Ela simboliza quanto somos,
sem ela não vivemos.

A Memória é eterna
transcende o espaço
e nos dá a lembrança
de grandes momentos
de enormes sofrimentos
e nos ensina a esquecer
alguns tormentos.

Nem sempre beneficia
o nosso dia a dia
e nos dá a alegria
que vamos procurar.

Mas louvemos
e fiquemos com a Memória!

De tanto que passou
e nos lembrou,
a cada instante

O amor não seria amor,
sem algumas angústias...

Sejamos memória
se assim o desejares!

Maria Luísa

p.s.obrigada por escreveres.


De umbreveolhar a 9 de Agosto de 2009 às 21:49
Olá Maria Luísa,
Li e reli este belo poema, apercebo-me que existe saudade e ao mesmo tempo o desejo de algo melhor, soltando as amarras...
Gosto do sentimento que este poema tão bem transmite a quem o lê. Dou-te os meus sinceros parabéns!
Vou adicionar já este belo poema aos meus favoritos. Gostei muito.
Cumprimentos do Amigo,
Carlos Alberto Borges


De M.Luísa Adães a 10 de Agosto de 2009 às 08:46
Carlos

Gostei de te encontrar neste pequeno Mundo a
simbolizar um grande Mundo.
Cheio de sentimento e melancolia, mas nos ajuda
a quebrar as amarras, do nosso dia a dia.

"E eu continuo a fugir
Ninguém me pode dizer
O que fazer,
Eu não aceito!

Apenas aceito,
A minha forma de viver!..."

Ele traduz tudo ou quase, quanto constitui a Vida,
da chamada "Gente"...

Obrigada pelas tuas palavras, por adicionares o poema como amigo, aos teus favoritos.
Nós dois - eu e o poema - agradecemos!

Com amizade e ternura,

Maria luísa


De Anónimo a 10 de Agosto de 2009 às 08:52
Impossível não parar neste poema "Mundo" e dizer:

quanto ele é belo e nos toca , no nosso sentir e em
tudo quanto somos e na forma como vivemos.

Parabéns!



De poetaporkedeusker a 10 de Agosto de 2009 às 15:48
Finalmente chego a mais um poema teu, amiga. Vejo, pelo menos parece-me ver, um poema que se pode inserir no contexto da "Alegoria da Caverna"... no entanto, sorri, porque também me pareceu que dizia respeito a uma situação que eu posso vir a viver na realidade.
Maria Luísa, eu ainda não me sinto confortável com a ideia de te não ter reconhecido... caramba, amiga!
Devo ser mesmo muito distraída ou ter bloqueios de memória ainda maiores do que eu pensava!
Um grande abraço e desculpa-me!


De M.Luísa Adães a 10 de Agosto de 2009 às 19:17
Mª. João

Tens de me elucidar quanto à "Alegoria da Caverna"
não me lembro ou não sei! Conta-me, por favor!

Quanto à tua falta de memória, esquece, não me podias ver porque eu entrei sem darem por isso e
saí de seguida, não poude ficar, ia para o norte e
desviei o caminho.
Mas não tinhas possibilidade de me ver.
Por isso descansa essa cabeça, tu não me viste!
Percebes? Só eu te vi!
Então, estás com uma cabeça e uma memória
do melhor e mais sólido.
Ainda não tinha tido tempo de explicar, pois ando de viagem.
Entendido?
Mas explica o que pergunto acima.

beijos,

Mª. Luísa


De poetaporkedeusker a 11 de Agosto de 2009 às 11:39
Não estou não, minha querida Maria Luísa. Vejo-o nas pequeninas coisas do dia a dia. Não fixo os nomes de nada, perco tudo e mais alguma coisa, esqueço-me dos sonetos que fiz... mas também não é só de agora. Há dez anos atrás, trabalhei com uma idosa, em Lisboa. Ela estava mal e o médico ia lá muitas vezes, eu até era muito amiga dele e conversavamos muito. Um dia ele veio ter comigo, na rua, e perguntou-me se eu estava zangada com ele ou se tinha algum problema em falar-lhe em público. Fiquei espantada, disse que não, de forma alguma tinha problemas em falar-lhe.
"Então porque é que todos os dias, a esta hora, me cruzo consigo, exactamente aqui, digo-lhe:- olá! e a Maria João faz de conta que não me vê?"
Devo ter ficado azul ou branca, sei lá. Não tinha visto o senhor nem uma única vez ou, pelo menos, não me recordava nada disso.
Este foi um único exemplo. Coisas semelhantes vão-me acontecendo aos montões... bem, a verdade é que o meu avô também era exactamente assim... talvez seja qualquer falhazita genética...
desculpa-me, mais uma vez. Um grande abraço.


De M.Luísa Adães a 11 de Agosto de 2009 às 17:56
Mª. João

É fácil de entender - os poetas vivem no mundo
real, com os pés mal acentes na terra.
Por vezes, não parecem pessoas simpáticas, não
respondem a quem os cumprimenta.
Mas Eles são assim mesmo, nada os pode mudar!
Felizes? Conheces algum que tenha sido feliz?
Se Eles procuram tanto e pouco ou nada encontram.

Tu pareces-te com o teu avô, no Dom que adquiriste dele. Alguém na familia teria de ser como
ele - tu foste a escolhida - não sei por quem!

És distraída, como eu sou, por vezes dificil na compreensão dos que te rodeiam - como eu!

Não é uma doença, mas um" estado de alma mais
profundo".

Está tudo bem contigo! Não te faça impressão
"seres como és" aceita e desportivamente, continua
a caminhada.

Espero ter elucidado!

Beijos grandes,

Mª. Luísa


De poetaporkedeusker a 12 de Agosto de 2009 às 14:18
Tens razão, minha amiga. Eu saio mesmo ao meu avô... e olha que o Nemésio também era assim, mas muito pior! Há imensas coisas de que me não esqueci na minha infância e uma delas era isso mesmo... eles eram capazes de estar a falar com outra pessoa e, de repente, punham-se a observar uma planta ou uma nuvem e eram capazes de ficar assim durante tempos infinitos, esquecidos da conversa que estavam a ter... saírem de casa sem carteira nem dinheiro, era uma constante e havia mil e uma coisas que podem parecer estranhíssimas, mas para eles era assim mesmo. O melhor é eu não ficar tão preocupada com estas minhas distracções, conforme disseste.
Hoje celebra-se o Dia da Juventude. Aqui no CJO há uma piscinazinha onde os miúdos estão a fazer jogos. É bom vê-los assim, alegres, a chapinhar na água!
Um grande abraço, minha amiga Maria Luísa.


De M.Luísa Adães a 13 de Agosto de 2009 às 19:53
Mª. João

É isso mesmo, sais ao teu avô e talvez à génese da
Família.

Por exemlo: pedi para me mandares dizer o significado da "Alegoria da Caverna" relativo ao poema - considera-lo assim...
Até agora não recebi resposta.
Não te importas de me elucidar acerca da "Alegoria
da Caverna?" Fico a aguardar!

Beijos,

Mª. Luísa


De poetaporkedeusker a 14 de Agosto de 2009 às 12:16
Ai! Tu desculpa, já não me lembrava do teu pedido! Eu começo a achar que isto já é demasiado... só nunca me esqueço de ir tratar os meus amiguinhos... de resto, estou cada vez pior. Se a minha memória me não atraiçoa, Platão criou essa alegoria para representar os que viviam acomodados a todos os preconceitos, tradições e comportamentos vigentes. Continua a ser muitíssimo actual. Aos que escalavam as paredes da "caverna" em que viviam e conseguiam ver o que havia para além dela, eram sempre destinados os piores insultos pois os "acomodados" não os aceitavam de forma alguma e tratavam-nos sempre como se fossem criminosos ou loucos. É uma magnífica alegoria, não é?
Um grande, grande abraço!


De M.Luísa Adães a 14 de Agosto de 2009 às 18:26
Mª. João

"Alegoria da Caverna" de Platão.

Os acomodados , ainda hoje, não aceitam os que
querem ir mais longe :

"Estou aprisionada
dentro de mim."

E assim vou continuar, não há saída! Mas nunca
vou aceitar.
Fui condenada ao nascer, mas de que me queixo?
Nem eu sei!...

Obrigada por me elucidares.

Bºs, Mª. Luísa


De poetaporkedeusker a 18 de Agosto de 2009 às 15:15
Desculpa, amiga. Ando atrasadíssima desde ontem. E estou toda partida por ter ido ao hospital. Hoje de manhã nem me conseguia levantar... tive mesmo de tomar o paracetamol.

Um grande abraço. Espero que estejas a ter umas excelentes férias.


De M.Luísa Adães a 18 de Agosto de 2009 às 17:28
Mª. João

E que disseram no hospital? Estás melhor?
Está um calor insuportável e não ajuda essas idas, necessárias, ao hospital e todo o desconforto que
estas temperaturas dão a doentes e a todos.
Sinto-me partida aos pedaços. E depois o trabalho de juntar os pedaços? Já pensaste?

Bem, venha daí mais saúde e forças para a caminhada. E bichinhos? Fazes muita falta, a eles e a nós!
Obrigada por escreveres!
Paguei muito dinheiro pelo telefone, pois falei de um fixo para telemóvel. Tenho de espaçar e quando falar, só para ouvir essa voz inconfundível!

Beijos,

Mª. Luísa


De poetaporkedeusker a 18 de Agosto de 2009 às 17:42
Tive de aumentar a dose de Varfarina Sódica. O INR estava muito baixinho... mas eu gosto muito daquele médico. Agora vai começar a ser cada vez mais difícil porque as próximas análises terão de ser feitas antecipadamente e porque esta "coisa" afecta imensos orgãos e sistemas e lá vou eu de novo para as consultas das especialidades... mas com certeza vou ter de desistir! Não tenho dinheiro nem saúde para aguentar tanta viagem aos hospitais! É mesmo impossível fazer uma despesa destas... para não falar do estado de cansaço em que fico...
Quanto ao calor... não me queixo. O meu metabolismo é um pouco diferente do habitual e a minha temperatura corporal é muito baixa. O frio é que é terrível! :(
Abraço grande!


De M.Luísa Adães a 18 de Agosto de 2009 às 17:56
Mª. joão

Pouco percebo de linguagem clínica, mas me parece uma péssima notícia, acrescida da falta do essencial
A minha despesa com o telefone, foi muito grande
(minha a culpa, nem reparei ou lembrei), mas o meu marido ficou aterrado! Parece exagero, mas não é!

Eu vou aguardar um "milagre" para a tua vida - e
tudo se vai resolver.
contacta a tua filha mais humana e diz-lhe, o que me mandas dizer.
Ela não pode ficar indiferente! Tem de ajudar às
passagens, comprando os bilhetes, mesmo sem te dar o dinheiro.
Ela parece-me avessa ao deixar dinheiro, pois fez
compras de comida quanfo foi a tua casa e dinheiro não deixou.
Sendo assim, pede os bilhetes pré-comprados.
Por favor, pede!

Beijos e dá notícias,

Mª. Luísa


De poetaporkedeusker a 19 de Agosto de 2009 às 12:40
Coitada de ti, amiga. Deve ser mesmo caríssimo falar para um telemóvel a partir de um fixo. Eu também tenho um cartão CASA T fixo, mas é raro funcionar porque está inserido numa "carcaça" de um telemovel que fica sem bateria mal eu digo duas palavras e, na maioria das vezes, nem sequer chama ou me permite fazer chamadas.
Eu não vou poder pedir nada, amiga. Muitas vezes a dificuldade de locomoção vem juntar-se à eterna falta de dinheiro e, ainda por cima, quando faço estas viagenzinhas de transportes públicos, fico como se tivesse sido atropelada por um camião durante alguns dias. Mas não quero pedir nada senão a minha reforma que já deveria estar a funcionar. É a reforma mínima, mas sempre tem a vantagem de ser passível de 13º mês. Ou então um trabalho aqui, muito pertinho de minha casa, que não me exigisse esforços físicos... mas isso seria pedir demais :) Sei bem que, infelizmente, não sou a única a ter este tipo de problemas. Talvez seja a única que publica online um soneto clássico por dia em vez de entrar em desespero, mas isso é outra história...
Um abraço muito grande, amiga!


De M.Luísa Adães a 19 de Agosto de 2009 às 17:54
Mª. João

Não lamento ter falado contigo, mas não sabia da exorbitância que cobravam, isso não sabia!
Refrear despesas e deixar passar o tempo.

Nem todos, ou nenhum, coloca um soneto clássico
por dia. E os sonetos, ou simulacro de sonetos que
tenho lido por aí - meu Deus, meu Deus!...
Há muita gente a escrever poesia, mas...fico por
aqui!

Então não queres pedir. Entendo!

Um trabalho perto de casa, seria bom...Vamos ter
esperança, Deus não abandona os filhos e quando
se fecha uma porta, abre-se uma janela...
Dizem e eu quero e gosto de acreditar!

Saúde, amiga, seria o principal e tanta coisa se
resolvia.
Mas essa parte está difícil. E é a mais necessária.

Venha por aí a ajuda, meu Deus - venha a ajuda da
Saúde, o resto vem de seguida.
Calma e aguarda com fé!

Beijos e as melhoras,

Maria Luísa


De poetaporkedeusker a 20 de Agosto de 2009 às 12:48
Eu já me dou por muito feliz por ainda estar minimamente autónoma. Espero que isto continue, pelo menos, embora tenha sempre os anticorpos A.N.A. em valores exorbitantes, há vários anos. O cansaço é mais do que muito, mas há dias em que até pareço estar normal. Parece que, do ponto de vista psicológico, eu até consigo gerir muito bem a doença, desde que não surjam grandes conflitos e tristezas.
Um grande abraço, minha amiga!


De M.Luísa Adães a 20 de Agosto de 2009 às 18:00
Mª. João

Sabes eu pouco percebo de abreviaturas dos
anticorpos e doenças congénitas.
Quando me explicas o teu caso , através das abreviaturas, fico sem perceber o que pretendes dizer. E gostava de perceber melhor, um pouco mais.
Talvez gostes de as empregar e é mais fácil de escrever, mas confunde-me e fico incerta no
entender.
podes explicar melhor?

Melhoras e beijos,

Mª. Luísa


De poetaporkedeusker a 21 de Agosto de 2009 às 13:39
É muito difícil de explicar, amiga... SAAFs quer dizer ´Síndrome dos Anticorpos Anti Fosfolipídicos e, tanto quanto eu sei, provoca graves riscos de embolia, cansaço, dores articulares - e não só articulares - e ataca vários orgãos, sobretudo os rins. Os anti corpos A.N.A, bem como a proteína C reactiva, são indicadores de infecção e, no meu caso, estão sempre lá nos píncaros... há anos e anos.
Também tenho uns valores alterados de Beta glicoproteína e uma ferritina altíssima, mas não te sei explicar exactamente o que isso é... a fosfatase alcalina também está sempre alta, mas não é nada por aí além. Sabes, eu estou tão farta de andar sempre cansada que já nem tenho paciência para andar a fazer pesquisas sobre isto, embora a medicina fosse uma das minhas grandes paixões desde a adolescência... mas agora já não quero saber do significado de tudo isto. Sei que é genético e que por causa disto tive 5 abortos espontâneos, mas só há poucos anos descobriram porquê. Voltei a entrar numa fase de grande cansaço físico. Estou assim desde ontem e custa-me muito andar, mesmo até aqui, pertinho de casa. Só espero que passe rápido! Estou cansada de estar cansada! :)
Abraço grande!


De M.Luísa Adães a 21 de Agosto de 2009 às 18:43
Mª. João

Acredito que estejas cansada, de estar cansada.

O problema é sério e tens de ter uma força, muito
forte, para o poderes arrastar, no teu caminhar.

Nada se pode fazer, apenas evitar emoções e tristezas e calcorrear as pedras do caminho de médico, em médico e fazer exames constantes.
Mas trata a doença por tu, aceita-a, talvez assim,
ela se esqueça de ti e te dê Paz por momentos, cada
vez mais longos.

Desejo as melhoras; agora entendo melhor!
Davas uma boa médica!

Vou colocar um poema com um tema contado pelo
Fisga, com autorização dele.
Chamou a minha atenção pois se trata de uma
situação romântica.
Ficcionei o encontro e desencontro.
vamos ver como resulta!

Beijos e obrigada,

Mª. Luísa


De poetaporkedeusker a 24 de Agosto de 2009 às 15:29
Está bem, amiga. É isso mesmo que eu vou fazendo. Tento não lhe dar muita confiança :)... ando sempre com o manual do anti-coagulado e vou tendo algum cuidado. Não me posso cortar e devo mesmo evitar subir a bancos ou fazer coisas que sejam muito pesadas, mas não passo a vida com "peninha de mim".
Mesmo quando me queixo um pouco, nos blogs, fico mais aliviada. Por exemplo, se eu digo que me dói a cabeça, parece que a dor se torna muito mais suportável depois de eu a ter reconhecido... é estranho, mas funciono assim mesmo.
Agora vou ver o teu novo post.
Abraço grande!


De M.Luísa Adães a 24 de Agosto de 2009 às 19:28
Mª. João

Podes queixar-te, sempre que sintas necessidade disso.
Acredito que se desabafares a dor de cabeça deminua e te sintas mais aliviada.
Eu lamento, é esse problema existir na tua vida.
Mas morrer, morre qualquer um, quando menos espera e de uma doença que até desconhecia...

Para acabar, basta ter chegado ao fim e isso, só
Deus sabe e a minha Avó a quem eu muito amei e
amo, dizia :

"mulher doente, mulher para sempre".

E ela tinha muita sabedoria - e era uma pessoa
invulgar!
Lê o que escrevi em "Romance" acerca da minha desilusão.
E o que me faz confusão é que "quando tenho estes
pressentimentos, alguma coisa se passa" e eu não
quero que a Net me conturbe e me domine, através
do que compõe o Mundo Virtual.
Não sei se me meti num assunto que nada tinha a haver comigo, apenas porque esta sensibilidade
louca, me deixou encantada e comovida, com o
pormenor daquele "Amor". Não sei, Mª. João, não
sei!
Diz-me alguma coisa de sincero que me tire, ou me deixe, com estas dúvidas.
Escreve para este poema "Mundo", se possível.

beijos,

Mª. Luísa


De poetaporkedeusker a 26 de Agosto de 2009 às 14:07
Minha querida amiga, não me parece que te tenhas intrometido em nada! O Eduardo até me pareceu muito contente por tu teres dado continuidade poética à sua história de vida!
Eu hoje não estou mesmo nada bem. Desculpa se os meus comments forem mais "apagaditos" e desinteressantes. Só cheguei do hospital às 4 da madrugada e estou mesmo sem forças nenhumas. Até me custa a teclar, acredita.
Quanto ao teu poema, acho-o muito bom, como é apanágio teu.
Agora vou ver o "Romance". Um grande abraço e até já.


De M.Luísa Adães a 26 de Agosto de 2009 às 21:20
Mª. João

Obrigada por dares a tua opinião. Acredito em ti e
por isso,mais leve.

Então estiveste no hospital até 4h da manhã?

E como regressaste a casa? Estás a fazer tratamentos? Porque não te atendem mais cedo?
Acredito que estejas sem forças.
Descansa e por mim, não me respondas, é menos uma canseira. Não respondas, por agora, aos meus
comments, eu não me importo e é evidente, compreendo.
Recebe os comments, mas não respondas às pessoas
enquanto andares nesses tratamentos.
E às minhas interrogações, não respondas.
Descansa e faz o minimo.

beijos e as melhoras,

Mª. Luísa


De poetaporkedeusker a 27 de Agosto de 2009 às 14:00
Respondo sim, amiga. Estive mesmo no hospital até às 3,46h, hora em que tive alta para voltar lá na sexta feira, com uma beteria de exames e uma carta da última médica que me assistiu. É uma hepatite, mas não te assustes que não é contagiosa. Parece ser provocada pela própria situação auto-imune que eu tenho e também pelos medicamentos que eu tenho de tomar. Retiraram-me alguns, para ver se melhoro um pouco, mas só amanhã terei novidades e não sei se volto a tempo de as contar aqui, no CJO. Vim com o dinheiro que era para pagar a EDP, mas a minha filha do meio já me enviou dinheiro para eu poder ir amanhã ao hospital. Ainda fica a EDP por resolver. Vou ver se a D. Isa me faz o favor de a ir pagar amnhã de manhã. É o último dia. Depois cortam-me a electricidade.
É muito aborrecido estar assim. Mal posso andar e devo estar com um péssimo aspecto... infelizmente uma das médicas disse-me que o mais provável era eu já a ter quando estive no hospital, muito mal, com aquelas cólicas horríveis... mas ninguém me pediu uma contagem de marcadores hepáticos e deu nesta situação bastante grave. Vou só fazer o indispensável e mantenho as vindas ao CJO, mas sem compromissos de horários. Tenho de andar muito, muito devagar e não tenho mesmo forças para nadinha... quando puder publico e respondo. Quando não puder, não posso... tenho de me habituar a essa ideia de estar ainda menos independente. Esta situação é sempre muito, muito demorada.
Um grande abraço para ti, amiga!


De M.Luísa Adães a 27 de Agosto de 2009 às 16:45
Mª. João

Eu já respondi em "romance" o que se passa contigo.
Descanso total, pode não ser contagiosa, mas é extremamante perigosa.
É uma hepatite medicamentosa e é tão grave, como
qualquer outra.
Digo com esta crueza, para teres a noção que não podes escrever, não podes andar, pois o descanso é o maior dos medicamentos.
Não facilites Nada! Eu conheço o assunto, muito
bem - bem demais!
Prende a tua filha, sem floreados poéticos, como
familiar e aprende, uma vez mais, a te salvares.

Desejo do coração as melhoras.

Mª. Luísa


De poetaporkedeusker a 4 de Setembro de 2009 às 17:32
Também este, só agora o encontrei... obrigada. Venho até cá muito devagarinho, sem pressas nenhumas, sem esforços. Se não viesse publicar sentir-me-ia morta, garanto-te. Já enviei sms à minha filha, mas sei que ela está muito ocupada, muito cheia de trabalho...
Um grande abraço para ti, amiga!


De M.Luísa Adães a 4 de Setembro de 2009 às 18:43
Mª. João

Vem devagarinho e no fim de semana não saias e anda o menos possível. Se há hepatite, a cura está no repouso.
Tu já tinhas encontrado este poema.
obrigada por voltares.

beijos,

maria luísa


De jeronimo a 10 de Agosto de 2009 às 19:27
De uma beleza comovente o teu poema "Mundo".

"Estás em tudo que nasce
E também em tudo que morre!..."

Linda alegoria. Parabéns poeta!

J.


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