Sábado, 9 de Maio de 2009

FORMA DE VIVER

 

 Imagem Internet/ Salvador Dalí

 

 
 
Vivo dessa ilusão
Desse quadro que pintei
Para poder olhar
Sempre que estou
Convicta de que
Nada tenho e nada sou!
 
Olho o quadro,
Acredito nele
E em solidão caminho
Um caminho desencantado,
Mas no quadro
O caminho tem flores
E ar perfumado.
 
É uma ilusão
Pintada por mim
Numa forma de esquecer
Que nada sou!
 
Confesso –:
Tudo quanto escrevo
Não me pertence,
Não é o meu mundo,
Mas o meu desânimo
Que não esquece
O lugar onde tropecei
Um dia
E fiquei olhando,
Sem saber que ver
Sem saber que fazer.
 
Esta é a verdade
A outra, a sombra derradeira
De um destino
Difícil de cumprir.
 
Chorem comigo,
Lamentem o que escrevo,
Mas deixem que me perca
E me encontre,
Escreva e deixe de escrever,
Para escrever de novo
Os meus contos e os sonhos
Deste instante, meu e teu!
 
Que abismo profundo se abriu
Aos meus pés,
Olho o cimo
Muito ao cimo
E não posso subir,
Não tenho ajuda.
 
Grito bem alto
Ninguém me ouve…
É a minha realidade
Fantasmagórica
Partida aos pedaços,
Alguns perdidos
E não os posso colar,
Aos meus membros
Esquecidos,
Entorpecidos,
Por aqui e por ali…
 
Mas olho o quadro
Que pintei
Com tanto esforço
E reconheço-me no fundo
Abstracto do meu sentir
 
E esqueço tudo
Quanto é mau
E recolho os pedaços
Do meu corpo
E sou igual
A mim mesma,
 
Não há diferença…
Ou há diferença?
 
Sim, há diferença
Não sei quem sou!...
 
 
 
Maria Luísa Adães
 
 

 

publicado por M.Luísa Adães às 12:46
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56 comentários:
De cuidandodemim a 9 de Maio de 2009 às 13:48
Maria Luísa,
Compreendo-a perfeitamente. Também faço o mesmo. Também pinto um quadro no sonho de um dia nele viver e tenho consciência que nada sei e nada sou. Também eu tenho um destino difícil de cumprir.
Bjns


De M.Luísa Adães a 9 de Maio de 2009 às 17:37
cuidandodemim

Tão bem nos entendemos; também pintou um quadro, tal como eu e encontrou um destino
difícil de entender.

Obrigada pela sua presença e o seu comentário.

Bºs Maria luísa


De jpcfilho a 9 de Maio de 2009 às 17:42
Olá Maria Luísa, o quadro que pintaste, ainda que desencantado é perfumado e tem flores, talvez não seja um quadro, mas um espelho, ou espelho de sonhos, onde identificas não saber quem és. Não é necessário gritar,mas olha-lo de frente e te descobrires na pintura de ti.
Lindos versos
Todos os beijos
João Costa filho


De M.Luísa Adães a 9 de Maio de 2009 às 17:56
joão

Difícil de fazer, meu poeta amigo; encontrar-me
só às vezes, por um acaso, eu me reconheço; e
nada é igual, ao quadro que pintei com tanto esforço; esta que sou eu, nunca é a mesma!

Obrigada por me leres, esta poesia tão diferente de
tudo, até de mim...

Bºs Mª. Luísa


De 100timento a 10 de Maio de 2009 às 11:46
Danças a vida como se a morte não te preocupasse. Todo este quadro que pintaste amanhã já não mais será o mesmo. Mas tudo bem! Do que foi o Passado, nada mais pertence a ti. Do Futuro, não sabes. Só te resta o Presente, este sim um presente que, mesmo com o teu silêncio vazio e inquisidor , deve ser coroado com todo amor e toda a dor.
Beijinho amiga


De M.Luísa Adães a 10 de Maio de 2009 às 13:17
Sentimento

Danço a vida como se não me preocupasse a morte.
Não a esqueço, como a coisa mais certa que me acompanha desde que nasci.
Vivo e acredito no Presente, deste instante, apenas deste instante, o momento seguinte, é já
Passado.
Porque chamas ao meu silêncio vazio e inquisidor ?
E vou coroar esse silêncio com amoe e dor ?

E quantas dores eu tenho passado ? Não o vou coroar com dor!
A dor, também tem estatuto de certeza. Eu, não a
vou coroar como Rainha! Ela que me deixe e me
esqueça! Não a vou chamar!
Gostei de conversar contigo. Obrigada por teres vindo!

Com ternura, Maria Luísa


De Sonhosolitario a 10 de Maio de 2009 às 13:10
olá Luisa.bom domingo e muita saude ,
meu viver ,eu não sei como vivo
não pedi para me trazerem aqui
não sei quem sou
o que faço .ou o que devo fazer
não estou aqui por merecer
louco não sou ,solitario tambem não
tenho muito amor no coração
mas tenho aprendido muito com a forma do meu viver ...

lindo o teu poema amiga querida
muito obrigado
doce beijinho
sonhosolitario


De M.Luísa Adães a 10 de Maio de 2009 às 14:35
Sonhosolitario

Obrigada por vires ao meu blogs, pelas tuas palavras e pela tua presença sempre amiga.

Bem hajas!

Da amiga virtual;

M. Luísa


De Simbologia do aMoR a 10 de Maio de 2009 às 16:39
Olá

Sinto ainda não poder comentar o que escreveu, mas com certeza voltarei com tempo para fazê-lo.

Abraço.


De M.Luísa Adães a 10 de Maio de 2009 às 16:56
re-nascer

De nada, minha amiga, volte quando lhe for
possível.

Beijo, Mª. Luísa


De Fisga a 10 de Maio de 2009 às 17:41
Olá amiga Luísa. Os meus parabéns. Pela discrição que fizeste da tua forma de viver, Chamas-lhe um quadro. Também podia ser uma escada, em que cada degrau, é diferente do anterior e do seguinte. E em cada dia que passa, o número de degraus, não é o mesmo. A cada dia que passa essa escada tem um degrau a menos, ou a mais? Tudo depende, do ponto de vista, podendo até ser verdade as duas hipóteses. Um a mais subido e um amenos para subir. Um dia o quadro que tu pintaste, vai deixar de ter mais patamares. Não mais terá as mesmas cores. Que alterações sofrerá ele então? Só no fim o saberás. Mas um dia ele estará completamente pronto para ser entregue, ao seu verdadeiro dono, que foi quem te forneceu a tela, as tintas, os pincéis e a capacidade de o pintares ao seu, ao teu gosto. E o preço que ele te vai pagar, será segundo a forma como pintaste, e para quem pintaste, porque tu não sabes quem é o teu próximo cliente, o que te encomendou o quadro. É um mistério que só conhecerás no dia da entrega. Mas de uma coisa podes ter a certeza, ele sabe que tu o pintaste com muito amor carinho e apego, ele sabe que tu puseste nele tudo o que tens de melhor para dar, e ele terá isso em linha de conta, para te agraciar das tas boas intenções. Tu pintaste como te pareceu melhor e mais real. Eu descodifiquei como me pareceu mais verdadeiro, e a plateia decidirá quanto ele vale. Um beijo de parabéns. Eduardo.


De M.Luísa Adães a 10 de Maio de 2009 às 19:42
Eduardo

Um longo comentário e uma análise perfeita;
para o analisar assim, foi lido, estudado, dissecado.

Descodificaste o quadro que eu pintei, mais tarde , alguém irá decidir o valor deste quadro e talvez
caia a meu favor. Por o ter pintado e escrito sobre ele. Parabéns, meu amigo pelo trabalho que te deu
o poema "Forma de Viver" ao ler e comentar a 1000%. Eu e o poema agradecemos o cuidado e a homenagem que nos fizeste, com a perfeição da
tua análise.

Obrigada,

Beijos,

Maria luísa


De Eduardo a 11 de Maio de 2009 às 15:11
Olha minha querida amiga: fico muito feliz por teres gostado. Eu costumo dizer que tenho mais prazer em dar do que em receber, isto é tão verdade, quanto verdade é o meu amor posto em tudo o que o que faço. Por isso não me agradeças, fica antes gozando o teu prazer, que eu fico gozando o meu prazer de dar, e torcendo ao mesmo tempo para que sejas muito acarinhada pelos que te leram, pelos que te lêem e te lerem. Com todo o carinho e simpatia. Eduardo.


De M.Luísa Adães a 11 de Maio de 2009 às 15:23
Eduardo

Agradeço as tuas palavras e a tua presença no meu poema "Forma de Viver" e por todos os bons desejos que manifestas, em relação aos que me visitarem e á sensibilidade dos que me lerem.
Bem vindo a este recanto de poesia.

Com amizade,

Maria luísa



De rosafogo a 10 de Maio de 2009 às 23:10
Mªluísa
Este poema é o teu encontro, com o teu Eu, com a tua alma. A tua poesia faz eco nos nossos corações,
cada poema é como uma descoberta ou um fruto maduro que apetece colher.As palavras não são novas, todos as conhecemos, mas tu dás-lhes nova vida é como se as reiventásses.Eu acho que tu exprimes muito bem a tua maneira de ser e de sentir.
Parabéns amiga, o »Teu viver» é uma nesga de céu azul, por onde entram raios de luz.Não deixes que as cores com que pintáste o quadro sejam só o cinzento, deixa entrar nelas o verde esperança, aul
do céu, ou o ambar do põr do Sol.
Está lindo!

Beijo grande

( e quem sou , p'ra te comentar, ninguém), mas tu sabes que sou tua amiga isso me basta.


De M.Luísa Adães a 11 de Maio de 2009 às 09:56
rosafogo

Lindo o teu comentário e a análise ao simbolismo das
palavras.
Elas pretendem dizer o que tu sentes e da forma como sentes.
Perguntas - "quem sou, p´ra te comentar..." e eu
respondo:

- és tudo - o seguimento de mim, o interpretar do que pretendo dizer e grande parte do que sou .
Não vou deixar o quadro com cores cinzentas,

mas lhe vou colocar o vermelho das tardes soalheiras, onde é dificil respirar,
o azul do firmamento com estrelas a cintilar,
o âmbar do entardecer nostálgico e brando
e as flores do nosso encanto
e olho o quadro e sinto-me dentro dele e por magia.
te posso levar à minha Poesia...
Obrigada e Parabéns pela análise feita ao meu
poema que passou a ter uma alma -
"a Alma do Poeta e de quem o entende"!

Da amiga,

Maria Luísa


De rosafogo a 11 de Maio de 2009 às 20:14
É forte este laço que nos une através da poesia.
Momentos que dedicamos uns aos outros numa amizade a que ninguém se pode opôr. A poesia ultrapassa obstáculos, e cria entre nós uma comunicação que nos liberta um pouco dos desaires da Vida, restando o Sonho que nos comanda. É a nossa escolha, quem não nos entende só fica a perder!

Beijinhos e um obrigada grande, pelas palavras amigas que me deixáste.


De M.Luísa Adães a 13 de Maio de 2009 às 08:14
rosafogo

Mas há ,quem não entenda o que escrevo e chame
prosa-poetica ao que considero poesia.
A minha prosa-poética é diferente, muito diferente, do que escrevo em poema - tão diferente
que dói.
Sim, "a esta amizade ninguém pode intervir e se não
entende fica a perder" - palavras tuas.
Mas às vezes desanima e não dá vontade de continuar.
Cada um explica como sente, mas não lhe mudem o nome!
É um desabafo meu para ti.
Obrigada por escreveres e entenderes; com mais
tempo vou tornar a escrever.

beijos,

maria Luísa


De oriona a 11 de Maio de 2009 às 03:09
Maria Luisa, em ler teus versos frente ao espelho me encontro, quero que possas sentir amiga o que estou sentindo agora ao te ler, ao ler você em suas palavras e me ver ali, nelas, escritas por você, desculpe se as tomo emprestadas sem permissão, mas nada sei de mim senão essa ilusão que criei, que também pintei, assim como dizes em tuas palavras.
“Vivo dessa ilusão
Desse quadro que pintei”
...
“Olho o quadro,
Acredito nele
E em solidão caminho
Um caminho desencantado,
Mas no quadro
O caminho tem flores
E ar perfumado.”

Choro contigo, neste instante teu e meu. Crio mares, recrio os ares. Escrevo nas linhas do tempo os sonhos que me fazem viver, alguns se perderam de mim.

Recolhe seus pedaços e se renova com esta força só sua, esse imenso sentimento do teu viver, essa luz que te ilumina cada vez mais, essa luz que é você, poetisa.

Forte abraço!
Oriona


De M.Luísa Adães a 11 de Maio de 2009 às 09:26
Oriona

Sem palavras eu fico, ao ler-te. ao imaginar-te junto
ao quadro que pintaste para ti e não corresponde à tua ânsia de viver. o quadro que pintámos não se coaduna com a vida que temos que vivemos.

Obrigada por usares palavras minhas, para defenir o poema e o simbolismo abstracto e lúcido do que ele
pretende transmitir.
Isso me diz que não errei ao escrever e tenho sido
compreendida em pleno, pelas análises que têm sido feitas.

Adorei o que escreveste, em resposta ao meu
poema.
Está, extraordinariamente, bem analisado e escrito,
com um sentimento muito forte e muito verdadeiro.
Agradeço comovida as tuas palavras! Obrigada!

Beijos da amiga,

Maria Luísa


De Simbologia do aMoR a 11 de Maio de 2009 às 15:49
Olá maria Luísa
Voltei com um pouco mais de tempo. Prefiro não comentar sua forma de viver. Prefiro comentar o quadro, haja visto, que tanto "falei " sobre simbologia. E nestas simbologias, por mais que queiramos decifrar a forma de viver apresentada no quadro. Só resta-me dizer... vejo com múltiplas formas, terreno montanhoso. Talvez alguns esconderijos pelas grutas e os prazeres da vida. Vejo também alguns elementos da natureza: terra, água, fogo (prazeres). Seria o céu o outro (4º. elemento "ar"?). E o 5º elemento não o vejo. Mas só o pintor sabe o que diria sobre esta tela. E nós... com nossos olhos que nem tudo vemos, podemos reinventar uma nova tela. Grande abraço e desculpe a maneira como comentei. Não tenho capacidade de comentar tua prosa poética "Forma de Viver".

Abraço.


De M.Luísa Adães a 11 de Maio de 2009 às 17:52
re-nascer

Estranho não poder comentar "Forma de Viver",
mas diz várias coisas relacionadas com o quadro;
podia explicar com mais clareza, ou não?
O poema é feito de "simbolismos" e estranho, como
muitas coisas escritas por mim.
Não sou simples na forma de dizer, mas bem analisado chega-se a uma conclusão final, entre a
realidade e a ficção.
O poema além de simbolico é ficcionado... Daí,
talvez a dificuldade de interpretação.
Mas me parece que a impressionou!

Agradeço as suas palavras e aceito a impossibilidade de comentar "Forma de Viver".
Gostei da sua presença!Obrigada.

Beijos,

Maria Luísa


De Simbologia do aMoR a 12 de Maio de 2009 às 16:08
Pois...
Você usou uma simbologia para representar "Forma de Viver". E como disse, é o sentir de cada um. E como é difícil interpretar os poetas. Cada um tem sua leitura de acordo com o que está vivendo. Por isso essa simbologia da tua prosa não me é fácil de interpretar.
Mas com tempo, quando eu tiver (agora não estou em "minha casa"), vou ler mais e tentar. Ok
Sabe que quando leio um poema, a cada vez que leio eu vejo de forma diferente.

Um abraço.


De M.Luísa Adães a 12 de Maio de 2009 às 18:05
re-nascer

Obrigada por responder.
O poema é simbólico ,como quase tudo que escrevo,
mas tem sempre um fundo de verdade, abstracto ou não! Depende do poema e eu sou bastante versátil no dizer; salto de um assunto para outro,
conforme o sentir do momento.
Mas quem lê, interpreta como o sente.Vai lá chegar, tenho a certeza!

com amizade e os meus agradecimentos,

Mª. Luísa
E não se preocupe, vai lá c


De Cöllyßry a 12 de Maio de 2009 às 19:55
Olá querida que é feito de Si...Esquecer alivia a memória e dá outra forma ao viver...

Beijitos


De M.Luísa Adães a 13 de Maio de 2009 às 08:03
Collybry

Fico feliz por a encontrar; tenho ido ao seu blogs modificado e não sei como comentar, daí "a minha ausência que continua a ser presença."
Encontro um livro de visitas, escrevo e depois, não sei onde enviar o que escrevi. Tornou-se dificíl para
mim, já lá fui algumas vezes, escrevi no livro, mas
tudo se perdeu...não cheguei ao destino, nem vou chegar e lamento muito!
Tente explicar. por favor.

Beijos e saudades,

Maria luísa


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