Quinta-feira, 1 de Janeiro de 2009

SILÊNCIO!...

 

 

 
 
 
Calem as vozes! …
 
Deixem o silêncio entrar,
Deixem o sino tocar
…. muito ao longe,
Deixem-me chorar,
Deixem o lamento clamar,
Deixem aprender a caminhar!
 
Mas calem as vozes!...
 
Eu não entendo,
Não sei dizer,
Não sei escrever
O momento real,
Do que parte
E não volta…
 
Calem as vozes!...
 
Eu quero entender o silêncio
Procurar no escuro,
A luz pálida da saída
E encontrar o amor,
A ternura do amor,
O esplendor do abraço
Do teu abraço
E não esquecer…
 
Mas calem as vozes!...Por favor…
 
Alguém me disse,
Alguém amigo,
Alguém, cujo encontro comigo,
Terminou… contigo!
E esse Alguém disse:
 
“A Maggie morreu”!
 
Calem as vozes!...
 
Deixem a noite formar
Figuras desconexas
Grupos tétricos
Desolados, perdidos,
Até que a luz possa chegar…
 
Procuro escrever
No escuro que se fez
E encontrar,
O teu fato branco
Malhado de preto
E sussurrar,
Quanto me deste,
Quanto ajudaste,
Quanto me amaste!
 
Calem as vozes!...
 
Deixem o silêncio falar,
O instante é único
E último…
Quem mais vai lembrar?
 
Só as lágrimas do meu pranto
Iluminam o lugar!...
 
A Maggie morreu!
 
Calem todas as vozes!               
Por favor…
Por Ela e por Mim…
 
Agradeço,
 
Maria Luísa

 

De neoabjeccionismo a 3 de Janeiro de 2009 às 23:13
Maria Luísa.

A poeta canta a morte,
a ausência que a morte inexoràvelmente provoca,
e pede que o silêncio a reconforte
de regresso à casa vazia, a sua toca
de onde ausente sentiu e soube que partira
a eterna companheira que em silêncio invoca

As palavras são escritas num cântico de silêncio
e levam à poeta amor reconfortante
que eu aqui e além prometo e potencio
na minha alma etérea e pura de amante
para que cesssem as vozes e se ouça o anúncio
que a Maggie é paz é amor em mim pensante

Cessem as vozes os sussurros, pede a poeta
para que repouse em paz a fiel amiga que partiu
que fale apenas o silêncio da palavra concreta
que exalta o amor e o carinho que ela sentiu
junto à minha dor e elejo a ternura como meta
que a Maggie seja um símbolo que o amor uniu

Um beijo e uma saudade Maria Luísa
Neo,
 
RESPOSTA  do Amigo Neoabjeccionismo  ao" Poema Silêncio" / Agradeço e nada mais posso dizer.

 

 

publicado por M.Luísa Adães às 15:11
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58 comentários:
De poetaporkedeusker a 1 de Janeiro de 2009 às 23:32
Trago o meu silêncio para acompanhar o teu, Maria Luísa. Perdoa-me se este sussuro te parecer uma voz. A minha voz permanece respeitosamente silente.
Abraço muito grande.


De M.Luísa Adães a 2 de Janeiro de 2009 às 13:16
Mª. João

Obrigada pelo teu silêncio junto ao meu ... Todas as vozes estão caladas e entendem que nem o sussuro
pode invadir o lugar, quase santo, das nossas Almas.
E nesse silêncio ,a Maggie ,pode reencontrar a alegria perdida, nos últimos tempos ... Abrir o olhar e reparar que foi verdade aquele pedido, feito por mim - e Deus deu-lhe uma Alma.
"Calem-se as vozes" e que ninguém duvide!...
Por mim e por Ela...
Beijos e obrigada.
Bom Ano!

Bom-dia, minha amiga
Bom-dia Portugal!

Maria Luísa


De poetaporkedeusker a 2 de Janeiro de 2009 às 13:19
Um grande e silencioso abraço para ti, minha amiga.


De M.Luísa Adães a 2 de Janeiro de 2009 às 13:50
Mª. João

Obrigada! Tão longe e tão perto - numa prece constante, num agradecimento etéreo, mas real...
Estou bem perto, cada vez mais, no passar dos minutos, dos segundos, do nosso tempo terreno.
E aí, no teu espaço, eu e Ela estamos contigo, conversando do nosso sentir, tão diferente ,do mundo em que vivemos ...
Bendito seja o nosso Mundo!...
Acende as velas do teu Altar,
eu acendo as velas do meu Altar
e juntas, pedimos como sabemos,
por nós, por Ela, por Todos
e transformamos o Nada em Tudo!

Mas como continuar? Tu sabes? Eu não sei!

Maria Luísa


De poetaporkedeusker a 2 de Janeiro de 2009 às 15:34
Não Maria Luísa. Eu não sei dizer-te como continuar.
Mas sei que nos vamos continuando a nós e aos que partiram. Só sei aquilo que sinto e sei que haja o que houver me recordarei sempre de ti e da Maggie.
Abraço grande.


De M.Luísa Adães a 2 de Janeiro de 2009 às 16:41
Maria João

Agradeço; como posso dizer? Compreendo e aceito a verdade e a sinceridade da poetisa que tu és! Aceito e eu ... vou descobrir quando chegar a casa e a encontrar vazia. A grande dificuldade está nessa casa que ela amou e preencheu os lugares vazios quando o meu filho veio para o brasil. Por aqui tudo muito bem, mas ele também sofreu ,com a perda dela e não vai esquecer... Mas eu vou voltar... e vou reparar que Ela não está mais comigo
e não vai voltar - por muito em que eu acredite!
A parte humana tem muita força e o esquecimento,
para os sensíveis, como nós, é complexo...
Obrigada pela gentileza; não vou esquecer!

Maria Luísa



De TiBéu ( Isa) a 1 de Janeiro de 2009 às 23:54
Estou contigo. Força. bj e bom ano


De M.Luísa Adães a 2 de Janeiro de 2009 às 13:07
Tibéu

Obrigada por responderes e por juntares às tuas saudades, as minhas saudades e neste momento, em especial, à minha dor...

Beijos e um Bom Ano,

Maria Luísa


De cuidandodemim a 2 de Janeiro de 2009 às 17:10
Maria Luísa,
Ela estará consigo no seu coração. Sempre. chore o que tiver de chorar, mas quando acabar espero que sinta a alegria imensa por ter tido a sorte de partilhar bons momentos com ela.
Que o seu coração fique em paz.
Bjns


De M.Luísa Adães a 2 de Janeiro de 2009 às 18:10
cuidandodemim

Feliz com a sua presença e palavras amigas; que saudade eu tenho do meu falar com todos.

Ela partiu e eu estava e estou tão longe. Quando voltar, a casa está vazia e eu vou chorar, clamar pela sua presença ... e Ela vai ouvir, mas eu - não sei - talvez a sinta, rodeando a minha pessoa como costumava fazer. Dificil o aceitar! Muito escrevo, muito digo, mas na presença da ausência real,
eu sei - sucumbo, com a minha estreiteza humana!
Pobres criaturas com o Dom de dizer e tão frágeis,
em face da realidade a que deram o nome de "VIDA".

Obrigada pela atenção e gentileza; acredito no que me diz...Bem haja por existir e ser minha amiga!

Um Bom Ano ,para si e todos a quem ama e uma vez mais, obrigada!
Com saudade,

Maria luísa


De cuidandodemim a 2 de Janeiro de 2009 às 19:11
Sim, o aceitar a ausência é o mais difícil. Eu também sou muito sensível e emociono-me com a maior das facilidades. Também gosto muito de animais, principalmente de cães. Muitas vezes conseguem ser mais nossos amigos do que muitas pessoas. Sabem sempre dar-nos carinho e percebem quando estamos tristes.
É como diz, a vida é frágil... para todos... E eu que trabalho com a vida e com a morte, tenho visto muito...
Mas tenha força e esperança. Lembre-se dela com carinho e sinta-se bem pelos bons momentos que viveu com ela.
Que este período de dor seja curto, que recupere rápido e tenha um bom 2009.
Bjns


De M.Luísa Adães a 2 de Janeiro de 2009 às 19:32
cuidandodemim

Obrigada pelo cuidado e gentileza; lindas as suas palavras, vindas de uma pessoa que trabalha com a vida e a morte. Penoso o seu cuidar de todos nós... Mas se não existissem que seria de nós?
Que todos a possam entender, como entende os outros...
Com ternura,

Maria Luísa


De Sonhosolitario a 2 de Janeiro de 2009 às 22:47
Olá querida amiga Luísa aqui estou
Para lhe oferecer estas flores para amortecer sua dor
Um doce beijinho
Querida amiga não tenho palavras
sonhosolitario
http://fotos.sapo.pt/qYMmCUJ87kz3VlyOgF8M/


De M.Luísa Adães a 3 de Janeiro de 2009 às 12:06
sonhosolitario

Muito me alegra o encontrar-te, tão longe do nosso País ... A Net faz o milagre da aproximação quando a amizade é verdadeira, sincera e honesta.
Agradeço as tuas palavras; a foto acima do poema SILÊNCIO é real; quando voltar a Portugal , vai ser dificil, encontrar a casa vazia. Basta-me a tua presença e vou procurar a tua oferta.

Beijos,

Maria Luísa


De (: menina sonhadora :) a 3 de Janeiro de 2009 às 19:46
Sabes a vida reserva-nos muitas surpresas temos é que ser fortes para as passar.
estou contigo :(
obrigada pelo carinho
tudo de bom
beijnhos


De M.Luísa Adães a 3 de Janeiro de 2009 às 22:41
(:menina sonhadora :)

Obrigada pela tua presença e as tuas palavras de força, amizade e carinho. Esta foi a homenagem final à minha cadelinha Maggie.
Continuo no Brasil e ela morreu sem mim ... Tive a sensação antes de vir que não a tornava a encontrar. Deixei-a com a Médica Veterinária minha amiga; teve tudo quanto foi possível dar, mas quando voltar a casa está vazia e gélida...Maggie não está!...

Alguém disse:
"A fonte principal dos nossos sofrimentos não são as nossas fraquezas, mas as nossas ilusões.
Somos assombrados não pela realidade, mas pelas imagens que colocamos no lugar da realidade."
E assim, estiveste comigo, neste breve momento.
Bem hajas e que o" Novo Ano "te dê os teus Sonhos Maiores.

Beijos para ti e a minha amizade, por me acompanhares!

Maria Luísa


De Maria a 3 de Janeiro de 2009 às 19:54
Amiga Luisa

Só hoje cheguei e vi o seu blog...o Silencio é a melhor coisa quando a dor nos atinge...eu já senti essa dor várias vezes...força amiga .
Bom Ano


De M.Luísa Adães a 3 de Janeiro de 2009 às 22:23
Maria

Grata por a encontrar, neste computador que me foi emprestado. Muito bom neste momento em que tanto necessito de amigos e da compreensão dos mesmos. Aí, aparece o amor que nos deve acompanhar, toda uma vida.
O Silêncio e o calar das vozes à nossa volta nos dão a força e capacidade de aceitar.
Continuo no Brasil e quando voltar a Portugal vou encontrar a minha casa vazia e aquela companhia silenciosa e terna ,desapareceu ... Não posso acreditar! Mas é real, como a foto que se encontra no cimo do poema.
Foi a melhor forma de despedida!
Agradeço a sua amizade e a sua presença no nosso
blogs e ainda, as suas palavras de força ,num combate á dor.
Ficam os meus agradecimentos e o desejo de um Ano
muito bom ,para si e todos a quem ama.
Muito obrigada por responder!
Beijos,

Maria Luísa

n


De NEOABJECCIONISMO a 3 de Janeiro de 2009 às 23:13
Maria Luísa.

A poeta canta a morte,
a ausência que a morte inexorávelmente provoca,
e pede que o silêncio a reconforte
de regresso à casa vazia a sua toca
de onde ausente sentiu e soube que partira
a eterna companheira que em silêncio invoca

As palavras são escritas num cântico de silêncio
e levam à poeta amor reonfortante
que eu aqui e além prometo e potencio
na minha alma etérea e pura de amante
para que cesssem as vozes e se ouça o anúncio
que a Maggie é paz é amor em mim pensante

cessem as vozes os sussurros pede a poeta
para que repouse em paz a fiel amiga que partiu
que fale apenas o silêncio da palavra concreta
que exalta o amor e o carinho que ela sentiu
junto a minha dor e elejo a ternura como meta
que a Maggie seja um simbolo que o amor uniu

Um beijo e uma saudade Maria Luísa
Neo


De M.Luísa Adães a 4 de Janeiro de 2009 às 13:35
Neo

Não há palavras para agradecer! Assim, publiquei no
final do poema "Silêncio" a tua resposta - que considero um encanto de beleza e sensibilidade.
É a homenagem Maior que eu, Maria Luísa e Maggie, podemos receber! O resto é o calar das vozes e o Silêncio ...

Maria Luísa e Maggie


De jpcfilho a 5 de Janeiro de 2009 às 20:52

Olá Maria, calem as vozes, e deixem a poeta no silêncio, calem que ela tem muito que chorar, calem as vozes, que a prece e o vento separam-se, por isso a poeta chora, de distancia, de amor perdido, de não mais voltar, calem se que o versos enlutaram na canção de despedida, e nem o vento ouse soprar...
Lindo teus poemas, mui lindos.
beijos
João Costa Filho


De M.Luísa Adães a 5 de Janeiro de 2009 às 22:27
jpcfilho

Lindos os meus poemas sentidos,
Lindos os teus poemas escritos
e também sentidos ...

"Os versos enlutaram
na prece de despedida"
as vozes calaram,
o silêncio tomou conta do Lugar

E a forma como te expressas
É única - pois é tua ...
E um pouco minha.

O poeta chora ...
Ela não volta
E eu fico pobre,
Esquecida,
Perdida!

lindos os teus versos!

Obrigada por mim e por Ela!...

Com saudade,

Maria Luísa


De oriona a 5 de Janeiro de 2009 às 23:59
No silêncio um sentimento se desenha
As lembranças não se apagam
Formas alvas e serenas
Gestos brandos e carinhosos
Te serão lembrados os momentos
Os encantos, as descobertas
As alegrias, as noites frias
Te serão lembrados os abraços
Te serão lembrados com o coração
Com a alma que nada esquece.
E neste silêncio tu serás lembrada
E amada como sempre foi.

Deixo meu carinho por ti Maria Luisa e pela Maggie.
Oriona


De M.Luísa Adães a 6 de Janeiro de 2009 às 21:53
Oriona
Sem palavras ... Não sei responder! Não sei responder - não tenho palavras que respondam às tuas ...
Não vou esquecer! Foste a primeira pessoa ,a receber de mim, o acontecido à nossa Maggie. Com ternura ouviste o choro e a dor de alguém que fala em poesia desses sentimentos e frágil na sua natureza humana, não aceitou ... ou aceitou, mas não acreditou!

Lindos os teus versos de homenagem à Maggie e ao Amor que nos uniu e nos une - pois o amor "não morre" ... Tu sabes que é verdade! E o nosso amor
estava acima das coisas "más "que enlutam o amor e nos fazem não acreditar, nesse amor!
Era o amor puro, verdadeiro, sincero , leal - tão dificíl de encontrar no "amor humano".

Oriona ,tu tens muito sentimento e ternura, dentro de ti ... Te agradeço!
Beijos,

Maria Luísa

p.s. regresso a Portugal a 19 de Janeiro, se poecisares de mim, manda mensagem!


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