Sexta-feira, 14 de Novembro de 2008

APENAS ... Olhei!

 

 Look at the other side...

 

 

 

 

 
Olhei
E não te reconheci
E tanto te amei
Num amor sensual,
Ocasional,
Vazio…
 
Em mim, havia amor,
Eu era
Fogo e Terra
Nesse amor,
 
Mas tu …
Não tinhas aquele amor
 
Que ressalta
Que prende
Que ressuscita
E torna a noite
Em dia
E não deixa descansar…
 
Em ti não existia amor!
 
Apenas o sentir
De um encanto
Feroz e agreste
E depois o acalmar
E retornar sempre,
Até um dia
Não voltar…
 
Passou…
Nada ficou
E no fundo de mim mesma,
Bem no fundo,
Reconheci
Que não te tinha amado,
Apenas desejado!
 
Em ti não havia amor
Em mim,
Não sei que se passou
Nada ficou
Nada deixou!
E quando te vi
Não te reconheci …
 
Esqueci! …
 
 
Maria Luísa Adães                                            
                                                                                                       
publicado por M.Luísa Adães às 12:01
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41 comentários:
De blogando-me1 a 14 de Novembro de 2008 às 18:56


De M.Luísa Adães a 14 de Novembro de 2008 às 23:26
blogandome1

Obrigada pela tua presença no meu blogs ao poema

"Apenas ... Olhei!

Agradeço o teu interesse e amizade.

Beijos,

Maria Luísa


De jpcfilho a 15 de Novembro de 2008 às 16:14
Olá Maria Luísa, mas foi amor (enquanto durou), foi amor, como diria Vinicius: "que seja infinito enquanto dure..." Amor, vida, sexo, flor.amor, sempre amor...But, um grande amor, aquele amor, doudo e duradouro. Esse, esperamos todos, todos os dias, e por ele sonhamos, escrevemos e vivemos.Quem atirará a primeira pedra? Quem amará de verdade? Quem corresponderá necessáriamente? Quem será correspondido na íntegra? Quem segurará tua mão (de amor) forever?
Sonho, fantasia, sonho, e sonho novamente , e acordo sonhando, idealizando, o que seria esse sonho, que tanto me faz sonhar...?
Lindo teus versos.
beijos
João Costa Filho


De M.Luísa Adães a 15 de Novembro de 2008 às 18:45
jcpfilho

E seria amor? "Que seja infinito enquanto dure" - diria Vinicius ...
Tens razão , foi uma espécie de amor; há amor de todos os tamanhos e todas as cores e a gente leva a vida a amar o Tudo e o Nada - e juntos - formam o Uno, eterno enquanto dura ...

Então falemos do amor
E de uma vida a viver,

de jardins,
onde se tratam as flores,
se plantam árvores,
se apara a relva ...

E ao longe ...
o murmúrio das águas,
correndo para o Mar.

mas este de que eu falo, não pode ser interpretado
desta forma ...
E tu, Poeta, não venhas contradizer este amor que eu vivi " E ESQUECI" ...

Adorei o que disseste; quantas interrogações fizeste? Quantas vezes pretendeste dizer que
"Foi amor" ... Não, meu amigo - foi uma" espécie"
de tormento a que eu fiz o favor, de chamar amor...
lindo poema, linda tua resposta, linda a minha resposta! E assim, vamos escrevendo, segredos da nossa Alma - nunca descoberta!

Beijos,

maria Luísa


De NEOABJECCIONISMO a 15 de Novembro de 2008 às 19:45
Maria Luísa

Nem sempre o amor é luz que ilumina
a alma que docemente busca na orgia
nem sempre o que sentimos determina
se o que fica é fogo ou nada em agonia

O teu poema é uma doce lição que surge do infinito do ser, para se esquivar na memória do sentir.
Beijos
neo


De poetaporkedeusker a 15 de Novembro de 2008 às 23:21
Olá Maria Luísa. Pode não ter sido amor, mas foi. Foi qualquer coisa que (a menos que o teu poema seja ficcionado...) deixou a sua impressão digital em ti. Pode ter-te feito mal, se te magoou, mas também te terá feito bem porque te fez crescer. E foi seja o que for, mas foi o suficiente para te fazer nascer um poema sobre ele. Preciso de estudar um pouco o "Efeito Borboleta"... em termos de criação e evolução do ser humano é exactamente a isto que me soa o "Efeito Borboleta".
Abraço grande.


De M.Luísa Adães a 16 de Novembro de 2008 às 09:20
poetaporkDeusker

Como pode ter sido amor se quando o vi ... "Não o reconheci ...
Foi loucura de instantes - a chamada" loucura da nossa Mocidade" ... se nem me lembro da cara e inventei essa cara!
Mas gostei muito da tua análise; correcta, perfeita,
sensível - análise de poeta! E mais gostei ,de saber de ti e encontrar a tua presença "Amiga" neste
pequeno espaço - que por uns tempos longos ou breves, vai ser o meu Espaço!
Esta sou eu, com ficção e com verdade ... e a ficção, em mim, toma formas contorcidas de verdade.

Fala-me do "Efeito borboleta" ; falas ou escreves?
Neste mundo, escrever é o mesmo que falar.

Obrigada,

Beijos,

Maria Luísa


De M.Luísa Adães a 16 de Novembro de 2008 às 09:35
Neo

Nem sempre o amor se mostra da mesma forma; concordo contigo ... "Mas quando o vi ... Não o reconheci! E a cara foi inventada - até a cara esqueci ... Que dizes? Ainda falas de Amor? Tu o homem, repleto de amor até ao âmago de ti mesmo e dos outros ...
Mas gostei da forma como analisaste e com justiça,
pois a partir do instante em que o lancei no mundo,
deixou de ser meu! Também é teu e de todos quantos o comentarem .

Mas dizes uma coisa interessante:
"Surge do infinito do ser, para se esquivar na memória do sentir"...

Bravo, Poeta, palmas para este dizer!

Obrigada pela tua presença, palavras e amizade.

Beijos,

Maria Luísa


De Cadinho RoCo a 16 de Novembro de 2008 às 11:05
O amor exerce em nós espécie de proteção a fazer com que fiquemos afastados daquilo que molesta nossa paz.
Cadinho RoCo


De M.Luísa Adães a 16 de Novembro de 2008 às 11:48
Cadinho Roco

Correcta a análise que faz ao amor! Mas este de que falo, deixou de existir, ou foi sempre ilusão!

"Quando o vi
Não o reconheci" ...

E nunca serviu de amparo; apenas deu sofrimento e
foi dificíl de esquecer ... Mas passou e nada ficou!
Não foi amor!...

Obrigada pelas suas palavras e a sua presença neste blogs.
Benvindo (ª.)
Gostava de o conhecer!

Maria Luísa


De linhaseletras a 16 de Novembro de 2008 às 15:56
Boa tarde, aqui estou eu outra vez a ler esta "prosa poética", eu não me atrevo a comentar porque não sei o que hei-de dizer, é uma coisa que nunca fiz e não percebo muito, mas ao ler este seu poema, que gostei fiquei a pensar: Escrever Prosa Poética é deitar cá para fora tudo aquilo que nos magoa ou nos faz feliz sem nos preocuparmos em rimar.
Será que a minha análise estará correcta, ou eu não percebo mesmo nada disto.
Mais uma vez, eu agradeço estas trocas de impressões , mas agora vou passar a ferro para aquecer.
Até mais logo


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