Sábado, 18 de Outubro de 2008

CLARÕES

    

 

 
 
Nas horas do entardecer perfumado,
Nas tardes procuradas e sentidas,
No silêncio de íntimo Fogo
Ardente …
Eu abro as janelas fluorescentes
Pintadas,
Pelo acender dos clarões das rosas
No meu jardim, isolado …
 
E vejo deslumbrada a Luz
Dos clarões,
A transformarem-se
Em figuras geométricas,
Desconexas
E dançarem …
 
Ao longe toca uma guitarra!
 
Os clarões tomaram o Tempo
Iluminaram,
Num gesto leve
As rosas de mil cores
E cantaram …
 
Ao longe, toca uma guitarra!
 
Fizeram amor de quimera
Com alegria,
Plantaram flores de nostalgia
Rolaram uns sobre os outros,
Transformaram …
 
Ao longe, toca uma guitarra!
 
E ninguém os via …
 
Mas eles – são clarões de luz e fogo
Transformados em humanos
Perdidos,
Distorcidos,
Esquecidos,
 
E ninguém os via
E a guitarra gemia!
 
Tomaram conta da Noite,
Dos seus Fados
Cantados
Ao som dessa guitarra
Que tocava ao longe,
Não se sabia onde …
 
E ninguém os via!
 
E como clarões que eram
Brilharam
Nos recantos,
Onde o Amor impera!
 
Cansados retornaram
Ao jardim solitário
E esquecido,
Ficaram a esmorecer
Com o aparecer do Dia
 
Ao longe, uma guitarra tocava
Em som gemido …
 
O meu mundo estremecia,
Dessa Noite de encantar
A terminar
E o aparecer do Dia …
Clarão não havia
E o som da guitarra
Se perdia …
 
Mais um dia
publicado por M.Luísa Adães às 07:00
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38 comentários:
De João Chamiço a 18 de Outubro de 2008 às 11:18
A noite não tem que ser só feita de breu. Quantas vezes elas são povoadas de sonhos que julgávamos não poder sonhar. Outras vezes são as próprias realidades que no amanhecer nos ficam no coração e na mente assim como que foram sonhos apenas.

E ninguém os via, E que importa se uma guitarra tocava ao longe? O que importa é que a ouviam, enquanto se perdiam, e o som da guitarra se perdia na justa medida em que o dia se anunciava, e a noite adormecia cansada do estremeção do clarão de fogos de luz transformados em humanos.

bjs


De M.Luísa Adães a 18 de Outubro de 2008 às 11:37
joão chamiço

Lindo comentário, pleno de luz , de compreensão, de simpatia, amizade e amor ao poeta e ao poema "Clarões".

Sinto-me feliz com a sua presença, as suas palavras cheias de mérito e elegância.
Bem haja, pela sua vinda!

Com ternura,

Maria Luísa


De poetaporkedeusker a 18 de Outubro de 2008 às 13:39
Magnífica essa tua viagem por dentro do sentir das rosas ao som de uma guitarra que, de tão longínqua, se torna presente porque consentida... talvez ela mesma a razão da metamorfose das rosas.
Vim antes de responder aos comentários :)
Abraço.


De Cöllyßry a 18 de Outubro de 2008 às 16:45
Olá querida, mas que linda melodia feita poesia...

Fica bem, terno meu beijo


Aqui em poesia_________
À Flor da pele


õllybry


De M.Luísa Adães a 18 de Outubro de 2008 às 17:03
Collibry

Sempre ternos esses comentários, de uma sensibilidade "À Flor da Pele".

É certo! É uma melodia feita em poesia! Correcta a
definição do tema! Adorei, como sempre, a sua presença elegante, discreta e as suas palavras, a não esquecer!
Beijos e obrigada,

Maria Luísa




De M.Luísa Adães a 18 de Outubro de 2008 às 17:10
poetaporkedeusker

Gostaste, minha amiga? E a guitarra que toca sem se saber onde está ... É um dos personagens importantes, senão o Maior que comanda a dança, a emoção e dá vida aos clarões das rosas - num jardim solitário.

Obrigada pelo teu dizer e sentir ao meu poema "Clarões"; gostei de te receber!

Beijos para todos,

Maria luísa


De Trovador a 18 de Outubro de 2008 às 19:43
Um texto cheio de luz, cores, sons! Nossa, foi lindo, muito bons todos os seus poemas, mas este pra mim foi espetacular. Você consegue se superar!

E como ninguém os via?
Se tu os via?
Mesmo que não com os olhos puros
via com o mais importante:
teu coração

^^

Beijoos ma cheri
Au revoir


De Maria a 18 de Outubro de 2008 às 20:23
Noite que adormece ao som de uma guitarra
Dia que nasce ao som de uma guitarra
Que não se sabe onde toca, mas que embala a noite e o dia


De sonho a 18 de Outubro de 2008 às 22:19
Boa noite minha amiga!

Mas que belo poema que ofereçe aos seus leitores,incluindo eu,que sou um premiado pelo prazer de a visitar...Obrigado por isso.

Vou confessar-lhe que para mim a noite é o melhor que podemos ter,porque como costumo dizer amiga,é no silêncio da noite que sonho,que meus sonhos vem há mente.

Mais uma vez,o meu muito obrigado por partilhar comigo estes belos poemas que tanto gosto de ler.

Um enorme beijinho,com ternura,e amizade...Bom domingo

Sonho


De M.Luísa Adães a 19 de Outubro de 2008 às 07:03
Sonho

Obrigada pela tua amizade e o lugar que ocupaste neste espaço que me foi doado, um dia, por alguém, não magoado.

Como tu dizes, a noite tem o seu mistério e dentro desse misterio, muitas coisas acontecem; uns sonham, outros não e ouvem-se ruídos que não são susceptíveis de ouvir durante o dia. Neste poema, os clarões das rosas acendem e ao som longínquo
de uma guitarra ,cantam, dançam e amam e fazem da noite, o que não podem fazer durante o dia.

Agradeço o teres gostado dos meus "Clarões" - eles,
também agradecem.

Obrigada,
com amizade - Maria Luísa


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