Domingo, 12 de Outubro de 2008

FALA-ME!

 

 
                         
 
 
 
 
Fala-me dos sonhos,
Fala-me dos medos,
Dos terrores,
Das lembranças
Menos boas,
Mas fala-me
E deixa a porta do meu quarto
FECHADA
E nem tu entres, meu amor!
 
Fala-me das madrugadas
Da relva do jardim
Machucada
Pelos amantes que se amaram,
Ao som das cítaras caladas!
 
Fala-me do teu poder eterno,
Fala-me das cortinas corridas
E do teu deambular
Pelas esquinas,
Como se não fosses Nada!
 
Falas, ou falo eu?
Dizes, ou digo eu?
Contas, ou conto eu?
 
Não falas,
Não dizes,
Não contas
Nada!...
 
Então, tu és o Nada
E eu não te quero!
 
Deixa-me as quimeras
Do meu sentir de Poeta
Esquecido, aniquilado
Nesta Era!
 
Mas lembra-te …
Tu és o Nada,
Eu sou o Tudo!
 
Não esqueças
 
Mas sabe …
Tu és o Nada!
 
 
Mas eu sou Amor
Luz e Vida!
 
 
… O Tudo e o Nada! 
 
publicado por M.Luísa Adães às 20:30
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30 comentários:
De Maria a 12 de Outubro de 2008 às 21:32
Fala-me dos sonhos bons,
Fala-me das boas lembranças,
Fala-me do Amor,
Daquele que sentes por mim.
Bjs





De M.Luísa Adães a 12 de Outubro de 2008 às 22:18
Maria

Muito bem! Fala-me de tudo quanto é bom!

Das boas lembranças
Dos bons dias vividos
em alegria e amor.

Mas o poeta prefere falar dos medos, dos terrores, das lembranças menos boas ...

Criaturas complexas no dizer e no apresentar da vida. Como os podemos entender?


Obrigada pela simpatia, amizade e presença ao poema "FALA-ME".

Agradeço a gentileza,

beijos,
Maria Luísa


De jpcfilho a 13 de Outubro de 2008 às 10:26
Olá Maria, contas-me tu do deambular dos ventos, em que hemisférios zombaram e cohiicharam, e as boas novas que trariam e dixaram pelo caminho... Pergunta à luz da distância de onde veio, para me clarear alguns versos, ou da noite que nina nossos sonhos, sem os quais somos quase nada, enfim pergunta à sorte se: sobreviverei ha um gande e intenso amor, conforme sempre planejei? Ou finalmente se estarei sempre naquela estação, ou cais, sem merecer seque alguns versos... Parla!
Lindos versos
beijso
João Costa Filho


De M.Luísa Adães a 13 de Outubro de 2008 às 10:56
jcpfilho

Obrigada! És um amigo especial! E eu pergunto ,as perguntas que me pedes para fazer!
Ao vento,
à nuvem,
ao mar,
a alguém distante...
as tuas dúvidas tão verdadeiras e reais que fazem o caminhante chorar ... Pois me parece que vais continuar no Cais, a esperar! vais continuar!
mas em qualquer lugar, em qualquer tempo, nos vamos encontrar e dissertar sobre o tempo, as nuvens, o mar, o encanto de um destino que traz desencanto...

Mas não esqueças

Eu sou Amor
Luz e Vida!

...O Tudo e o Nada!

OS dois ... num só!
E isso é dificíl de encontrar! Mas encontraste! Sê feliz!

Com ternura,

Maria Luísa



De Trovador a 13 de Outubro de 2008 às 18:36
Ahh, lindo poema ma cheri!

Se o outro não fala, fala tu
se só o silencio responde
rompe-o com teus contos
e tuas quimeras de poetisa

Sê O Tudo que ele não é
Fala e diz e conta tudo
o que ele cala e esconde
Subversivamente no silencio

E por fim, explode, em amor
e luz e vida
e finda tua angustia
És tudo e nada
E não precisas de mais ninguém.


De uma ilha a 13 de Outubro de 2008 às 19:14
Fala-me do nada que és e do muito que podes ser distribuido amor, amor...


De Alzira Macedo a 13 de Outubro de 2008 às 23:11
Amiga eu falo sem exitar....
Sei que nao estou mt presente, aliás eu mesmo me sinto em divida para com todos os amigos....
estou mesmo sobre o tempo sinto isso...
te peço nao te canses em escrever...
eu volto dentro de pouco tempo ao normal.. Mas infelizmente o tempo nao perdoa e corre sem darmos por ela....
Vou viajar dentro de dias para a Alemaha alguns assuntos pendentes para se realizarem e reorganizarem.. Mas nao me esqueco de quem tanto prezo...
aguenta mais um tempo te explicarei o pk mais tarde... mas te peço nunca penses que é inutel a tua presença, pk ela é preciosa...
beijo amiga deixa-me reorganizar minha vida e volto prometo...
beijos


De M.Luísa Adães a 14 de Outubro de 2008 às 09:44
Alzira

Muito obrigada pelas tuas palavras e a sinceridade,tão a teu modo que eu adoro.

Agradeço o teu tempo; se fosse possível, eu acrescentava as horas do nosso tempo e criava para ti, um novo tempo, onde pudesses descansar, escrever e procurar os amigos que te estimam, resolver tuas coisas e tudo se solucionar - depois dava a volta ao relógio do tempo e ele voltava ao normal.

Mas não o posso fazer! Assim, espero sempre por ti e um dia, reatamos o nosso diálogo ...

Muito obrigada e felicidades - muitas!

Maria Luisa


De M.Luísa Adães a 14 de Outubro de 2008 às 09:50
Umailha

Muito me apraz receber a tua presença e as tuas palavras, sempre queridas e benvindas;
o poema " Fala-me !" também agradece emocionado,
no seu coração sensível, as palavras tão necessárias à Vida, ao Progresso, à Humanidade e
Amizade.

Ambos, eu e Ele, agradecemos a tua lembrança e carinho.

Muito obrigada, pelos dois ...

Beijos,

maria Luísa


De M.Luísa Adães a 14 de Outubro de 2008 às 10:01
Trovador

Lindo o teu comentário feito de encanto, poesia, amizade, beleza, ternura - o Tudo e o Nada - juntos, em uníssono falam, dizem, contam, gritam em júbilo, à Humanidade inteira.

O poema "Fala-me!" também agradece emocionado,
as tuas palavras feitas de simbolismo e amor.

Bem Hajas, poeta encantado que canta e entende,
"encantos e desencantos" ...

Obrigada! Com amizade, agradeço a tua Amizade!

Maria Luísa


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