Sábado, 24 de Abril de 2010

SEDE

 

 Imagem Internet/ Salvador Dalí

 

 

A sede dentro de mim não morre!

 

Nu tu e o poema,

Nu tu e as palavras ardentes,

Nu tu e o desejo de ser crente,

Nu tu e o teu sentir

Desprovido,

Seduzido,

Na chamada

Loucura de quem sente.

 

Nuas as palavras ao vento

Penetrantes no sentir

De quem mente…

 

E se transformam no desejo

E nuvens de saudade

Por cima da verdade.

 

E sejas tu,

O vento e o poema

E estrelas eriçadas

Das horas lentas e caladas.

 

Pára nas pontes frágeis

Da poesia

E não contes mais!

 

Diz adeus

E não me procures,

Hoje e sempre.

 

Esta é a minha dor!

 

 Maria Luísa

 

publicado por M.Luísa Adães às 10:34
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Terça-feira, 13 de Abril de 2010

VIDA

 

Imagem Internet/ Salvador Dalí 

 

 

A nossa vida é isso que tu dizes

Como num filme passa por nós,

Pequenas cenas passadas

Grandes cenas vividas.

 

Tudo deixa de ser real

E até o presente do instante

Esquecemos,

Mas o flash é momentâneo,

Muito breve, por vezes.

 

Fica presa na memória

E a memória traz nostalgia

Simboliza nossa pessoa,

Nossa vivência.

 

Com ela vivemos

De pequenas emoções,

Alguns sofrimentos

E outros esquecimentos

Que não queremos lembrar.

 

A memória é eterna,

Transcende o espaço

Em que vivemos

E nos ensina a esquecer,

Alguns tormentos.

 

Sem ela deixamos de ser Gente!

 

Deixa-me pensar

Que tudo quanto digo

É verdade.

 

Deixa-me ser como sou,

Não me queiras mudar

E deixa, continuar a viver

Como gosto.

 

Amar-te como me apetece,

E tu me conheces

E deixar-te a olhar

Aniquilado, assombrado,

Para a minha sombra

Quando me afasto.

 

E por ser assim…

Não fujas de mim!

 

Eu quero sempre mais

Do que um milagre!

 

 

Maria luísa

publicado por M.Luísa Adães às 14:55
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Quinta-feira, 1 de Abril de 2010

NUA

 

 

 Imagem Internet/ Salvador Dalí

 

Nua me encontro,

As estrelas são meu manto

A dor que me acompanha

Reflecte meu pranto.

 

Se falo de amor

Eu sinto e vivo o amor.

 

Se falo de tristeza

Eu sinto e vivo tristeza.

 

Se falo de verdade

Eu sinto e vivo verdade.

 

Tudo em mim

É humano e místico

Mesmo o que não vejo – existe!

 

Tudo em mim

É esplendor na relva

De Ibirapuera.

 

Eu estou convertida,

Fluente, quente, suave,

Desprendida.

 

O lago se espelha

Se deleita, estremece,

Olha para mim.

 

Eu não pertenço ao lago,

Mas sinto o seu afago.

 

Cisnes negros navegam

Nesse lago,

Ao som do canto

E dos suspiros dos amantes.

 

Se amam

Na relva molhada,

Ao meu lado.

 

A noite aproxima

A distância é só uma

E eu olho os amantes,

Nos jogos de amor.

 

Junto-me a eles,

Faço parte deles

Canto, danço e amo

Numa despedida de encanto.

 

Me despeço

Do parque imenso,

Do parque quente e húmido

De Ibirapuera.

 

E ouço o silêncio

De corpos nus e cansados

Estremecendo ao som

De musicas caladas.

 

Me levanto,

Nua está

A relva verde

A terra amarela, 

Salpicada de luz

 

E o lago

Pousado e perto

Diz,

Eu sou o verso do Universo

Os olhos de antepassados.

 

Tão grande, o mundo!

Tão curta, a vida!

E lugares, tão distantes!

 

 

publicado por M.Luísa Adães às 07:06
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