Sábado, 28 de Junho de 2008

INVOCAÇÃO

 

 
 
 
Chegou o tempo de escrever, INVOCAÇÃO                                   
 
Ó Fonte de toda a vida
Ó Fonte onde bebo a Sabedoria,
Ó Fonte de tudo
Quanto existe e quanto amo.
 
Te invoco
Como Aquela que tudo pode,
Aquela a quem rogo,
Aquela a quem peço.
 
Vem iluminada e única
Na Tua transcendência,
Vem e deixa que Te pressinta
E possas ancorar no meu coração …
E aí, Sê um bálsamo de Paz e Amor.
 
Fonte da vida,
Fonte da Eternidade,
Fonte do saber e da Harmonia!
 
Deixa que a limpidez da Tua água,
Possa apaziguar a sede que sinto
A cada passo que dou.
Dá-me a frescura da Natureza
Não destruída…
E que possa ancorar no Porto Sagrado!
 
Ancorar e descansar do tempo percorrido,
Na busca do impossível
E no encontro magnifico
Das possibilidades que me dás.
 
Agora que Te conheço e sei quem és,
Deixa que Te rogue
 
E saiba que me escutas
E vens,
 
Ao meu encontro!
 
        Maria Luísa
 
 
 
 
publicado por M.Luísa Adães às 15:03
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Segunda-feira, 23 de Junho de 2008

APENAS ... SENTIR!

 

Viver!... Beber o vento e o sol!...Erguer
Ao Céu os corações a palpitar!
               Florbela Espanca
 
 
 
 
Ajuda-me!
Deixa-me viver
Assim …
E ser como sou!
 
Deixa a ilusão
Sair de ti
E de mim!
 
Abraça este sentir
Só meu
E esta Graça,
De te querer,
De te procurar
E descobrir, com amor
 
 
O teu corpo
Junto ao meu …
 
 
Deixa-me regressar,
Encontrar o caminho
De regresso
 
 
E continuar a sentir,
O teu corpo
Junto ao meu …
 
 
Deixa-me sonhar,
Adorar essa Alma
Tão cheia de tudo,
Viver os teus anseios
 
 
E saber e sentir
O teu corpo junto ao meu …
 
 
Quero não voltar,
A ser Poeta
Como sou
 
E apenas sentir
O teu corpo
Junto ao meu …
 
Dá-me o muito
Que te dou
E não entendo
Como dou, 

 

Mas quero
O teu corpo
Junto ao meu …
 
 
Estás atento
Ao que escrevo
Ao que sinto
Ao que desejo?
 
 
Estás atento?
 
 
Sentir sempre
O teu corpo
Junto ao meu …
 
É o que mais anseia
Este desejo imenso
De sentir, num abraço
Forte,
O teu corpo envolvido
No meu …
 
Meu Amigo
Meu Amor!
 
 
 
Maria Luísa
       
                
publicado por M.Luísa Adães às 06:00
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Terça-feira, 17 de Junho de 2008

CARTAS ESCONDIDAS

 

 
 
 
Onde tens as tuas cartas
Meu amor?
Escondidas?
Que espécie de cartas?
 
Cartas de amor,
Cartas de raiva e pudor,
Cartas esquecidas,
Cartas perdidas,
Cartas guardadas,
Cartas jogadas,
Cartas amadas
E não abençoadas?
 
Que cartas
Meu amor?
 
Dizes isso por dizer,
Apenas para escrever?
 
Ou falas da tua verdade
Da tua realidade,
Da tua Dor?
 
Ou mentes?
 
E as cartas existem…
Sim!
 
Mas não são Tuas!
 
Que triste, meu Amor…
Que triste!...
 
 Maria Luísa
publicado por M.Luísa Adães às 13:20
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Domingo, 15 de Junho de 2008

SILÊNCIO

Silêncio do Teu coração      

 

 Procura no silêncio

Do teu coração,

 

Deixa que se acendam

As velas do Teu Altar,

E rodeado de Luz …

Tu sejas a Luz Comigo.

 

Podia dizer-te,

Estive tão longe de ti …

 

Mas não seria Verdade …

Estive sempre … Tão perto!

 

publicado por M.Luísa Adães às 10:23
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Terça-feira, 10 de Junho de 2008

AMANTE

Meu Amor! Meu Amante! Meu Amigo!  

                                    Florbela Espanca

 

Um poeta é livre… É livre dentro do seu coração!...

                                    Maria Luísa

 

                   Amante

 

Palavra usada e abusada,

Incompreendida, machucada,

Noutros tempos

De botequim,

De vielas,

De esquinas,

De Severas e Marialvas.

 

Substituída por outra

Sem encanto,

Sem paixão,

Sem força,

Símbolo do Nada!

 

E esta?

Gritante de Amor,

De Simbolismo,

De Força,

De feitiço,

De encanto,

De Pecado.

 

Eu não dou vida

À outra!

Não quero! Não gosto dela!

 

E tu gostas?

Amas a outra,

Não lembras esta,

Porquê?

 

Por pudor

Ou desprimor?

 

Numa época,

 

 

Em que as duas palavras

Estão banidas,

Esquecidas,

Perdidas,

 

Por desamor?

 

Ou o significado

È o mesmo?

 

Não é!...

 

A outra é insosso

E não diz nada!

 

       Maria Luísa

 

 

 

 

publicado por M.Luísa Adães às 14:50
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Domingo, 8 de Junho de 2008

O BARCO

 

 

 

 

Viu chegar o Barco que ninguém via ...

…apenas O podia olhar e ver

…apenas ela e não os outros,

Quem sabia a razão da sua chegada?

Quem notou no seu sorriso

A graça dessa Presença?

 

E as velas diáfanas acenavam, quais pombas brancas,

Acenavam num convite à viagem final.

 

Olhou á sua volta os locais, ainda não abandonados

Uma saudade prematura a envolveu,

O horizonte brilhava com toda a Sua pureza…

Aguardava a próxima maré…

 

Ela sabia que não podia fugir

À solidão das noites e à incerteza dos dias…

Nada estava concluído!

Levantou os olhos Àquele que não via

E pediu algum tempo mais…

…E iria, apenas, quando o Barco cumprisse a sua volta…

 

Teria de descobrir

Uma nova forma de estar,

Uma nova forma de acreditar,

Uma nova forma de dar.

 

E Ele entendeu…

À distância acenou com um lenço branco de despedida,

Retornaria um dia…

 

E tomando a cor do Oceano,

Esfumou-se lentamente…

 

E ela retomou a caminhada

…Ao encontro da Vida.

 

publicado por M.Luísa Adães às 15:32
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Quinta-feira, 5 de Junho de 2008

?????????

Assumo a minha responsabilidade de Poetisa

Num mundo em que a” Poesia Morreu”.

                                          Maria Luísa

    

 

 

Gostas do Amor

Ou de sentir o Amor?

 

 

Sabes quem és e onde vais,

Sabes?

 

Tens a certeza do caminho

Para o encontro,

Tens?

 

Alguém te ensinou,

Alguém te encaminhou,

Alguém te deu a mão,

Alguém te compreendeu,

Alguém te chamou,

Alguém contou as tuas horas

Feitas dos teus silêncios

E daquela solidão

Só tua…

Alguém o fez?

Fez?

Ajudou

E nunca te deixou?

 

Deu carinho e falou,

Ou não falou?

 

Alguém tomou

O teu lugar

E te embalou nos seus braços,

Quando morrias de cansaço,

Alguém fez isso?

 

Se assim aconteceu,

Diz-me o “Porquê”

Desse Milagre.

 

Que bom!

Mas nada disseste

Sobre isso…

 

Por temor de ti própria

Ou pelos OUTROS?

 

Diz…

 

Outra vez!

E outra!

 

 

Eu não ouvi!...

 

publicado por M.Luísa Adães às 19:44
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Terça-feira, 3 de Junho de 2008

AMOR

 

 

Hoje idealizei o amor – o amor que não esquece e aquece tudo

 

 

à sua volta;

 

Hoje eu esperei que viesses ao meu encontro e me falasses da tua nova descoberta,

Do teu novo mundo e da influência desse mundo, no teu e no meu sentir;

 

Hoje voltei-me toda – de corpo e alma – para a necessidade urgente do amor que nos acompanha para além, das inúmeras fronteiras de todos os mundos;

 

Hoje calei a voz do Oceano agreste e áspero e apenas ouvi o murmúrio das ondas a bater, nas areias douradas da nossa praia;

 

Hoje escrevi com antecipação, os acontecimentos narrados por alguém que sente tudo ter perdido – e não perdeu!

 

Peguei naquele sentir e introduzi junto ao meu, ao calor da minha insensatez e da minha lealdade…

 

Hoje, idealizei tudo revestido de amor e a própria Natureza se apaziguou, na sua ira de destruição;

 

Hoje te entreguei este sentir, tão mal entendido e por vezes repudiado;

Hoje voltei com a sensação de não ter partido e ouvi, ao longe, o soar dos sinos, na última Homenagem a Alguém que partiu…

 

Hoje pedi o entendimento do que escrevo, misturado de vários sentimentos e sons de outros tempos;

 

Hoje estive contigo e nunca me afastei – pois tu ouves o meu Silêncio e sentes o calor profundo, do que digo – e quantos entendem e sentem esse calor? E confundem o que Não Digo? Quantos, quantos, Meu Amor?

 

Hoje te dei tudo … E nada pedi, em troca desse tudo …E podia ter pedido!

 

Hoje tornei a ganhar, este amor que nos tem unido e espero contigo o teu despertar para sentir, uma vez mais, o teu Calor e o teu Olhar.

 

Maria Luísa

 

 

publicado por M.Luísa Adães às 18:00
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