Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
Também Se Ama...

 

 

 

 Imagem Internet/ Salvador Dalí

 

 
Também se ama em silêncio,
Sem ter nada a dizer
Sem ter nada a escutar.
 
Também se ama,
Quando se adormece
Depois de amar.
 
Também se ama,
Quando se fala alto
De um tempo absoluto.
 
Também se ama,
Quando se lê o jornal
Sem olhar para o lado.
 
Também se ama,
Quando não se escuta
As queixas do nosso amante.
 
Também se ama,
Quando o desejo passar
E se falar do vulgar.
 
Também se ama,
Quando tudo se esquece
E não merece nosso olhar,
Nosso entender,
Nosso compreender,
Sem julgar.
 
Também se ama,
Quando se olvida
A nossa forma de estar.
 
Também se ama,
Quando se recupera o alento
E se deixa de sonhar.
 
Também se ama,
Quando o pensar é triste
O amar não é paixão.
 
Também se ama,
Quando se encontra
E não há recordação.
 
Talvez assim se ame,
Por uma vida sem assombros
Colorida no aceitar.
 
Talvez assim, se possa amar,
Uma vida inteira
E eternizar esse amar.
 
 
Meu destino,
Como vai terminar?
 
Maria Luísa O. M. Adães
  
 11  Novº. O9


publicado por M.Luísa Adães às 15:02
link do post | comentar | ver comentários (50) | adicionar aos favoritos
|

Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009
Eu não Pertenço a Ninguém

 

 

  Imagem Internet/ Salvador Dalí/

 

 

Como um golfinho
Que pertence ao mar e à terra,
Eu escuto teu canto de amor.
 
Nunca te vou encontrar
Mas se alguém passa,
Pergunto por ti.
 
Com enlevo te leio
E lembro meu canto passado,
Naquele campo escondido.
 
Noite e dia
Como se esperasse
Tua elegia.
 
Perdi Amigos e Família
E os encontrei no mar
Por mim cantado.
 
Os saudei,
Mas eles se afastaram
Em passo apressado.
 
Não ouço mais vozes
Ao meu lamento,
Entre o sol, o mar e o vento.
 
O silêncio invadiu o ar
Despertei,
Alguma vez dormi ou sonhei?
 
Nunca meus olhos foram claros
E o meu sorriso de loucura
Tão audaz.
 
Procurei meu rumo
E me lembrei,
Como tua companheira.
 
Há alguém envolto na noite
Alguém que me conhece
Como soube de mim?
 
Se eu fugi e me recolhi…
 
Mando-te um som de vida
Solitário, arrependido, exilado
E descubro:
Fui eu que mudei.
 
Eu não pertenço a ninguém
De ninguém eu fujo,
Mas mudei!...
 
Leva a rosa guardada no meu peito!
 
Maria Luísa O. M. Adães
  
        6 Nov. 09

 



publicado por M.Luísa Adães às 19:06
link do post | comentar | ver comentários (60) | adicionar aos favoritos
|

Sábado, 31 de Outubro de 2009
Não Vou Contar

 

 Imagem Internet / Salvador Dalí /   corde pulsum tangite...

 

 

 
Não vou contar cada palavra
Colocar uma folha no teu lugar
E cantar meu canto
Sem brilho e sem luar.
 
Perdeu-se na poeira
Do caminho
E não vou contar.
 
Diluiu-se na espuma do mar,
Levado a outro lugar
Como posso contar?
 
Ficas no teu horizonte quieto,
A perfídia manchou teu lugar
E te aquietou perplexo,
Como contar?
 
A maldade não ficou no mar
Não pertence ao mar,
Mas sim ao fogo.
 
E o fogo destrói e vence,
Por momentos longos
De um campo funesto,
Não rogues nem chores.
 
Não pertences ao mar,
Não pertences ao fogo,
Não pertences ao Infinito
Supremo e eterno,
Não pertences ao deserto,
Não pertences ao sol,
Não pertences à água viva,
Em correria brusca, tu foges…
 
Para ti,
Todas as palavras são inúteis!
Como contar?
 
Olho o céu
Caminho devagar,
Olho a lua e penso…
 
 
Plantada à beira do mar,
Nascida do feitiço
Da lua e do Luar
Esta eu sou,
Quem vai acreditar?
 
Vou sem rumo,
Tão grande o mundo
E países tão distantes
E saber que nada sou
E sem ti, unicamente morria.
 
Aqui fica a minha voz de amor,
 
Quem me escutou?
 
Maria Luísa O. M. Adães
 
 31 Outubro de 09
 


publicado por M.Luísa Adães às 08:49
link do post | comentar | ver comentários (83) | adicionar aos favoritos
|

Sábado, 24 de Outubro de 2009
QUE BOM!...

 

 

 

 Imagem Internet/ Salvador Dali / Dalí and Gala

  

 
 
Que bom ter-te,
Escrever para ti
Escrever para mim
Escrever de mim.
 
Recupero o meu alento
Neste nosso amor,
Tão forte, tão grande.
 
Venço este tormento
Meu e teu
E assim somos, não retrocedemos.
 
Caminhamos ao encontro
Das palavras que escrevemos
E recupero o meu alento.
 
Em noites de silêncio
E sonhos acordados,
Olhos de antepassados.
 
De olhos bem abertos
Esquecer os enganos,
Não nos encontramos.
 
Tão poucos somos
Tantos já fomos,
A um Deus Supremo,
 
Somos o pranto,
Somos o engano,
Somos o espanto.
 
Podemos saber quem somos
Esquecer os enganos,
Feitos a cada instante.
 
Que bom, meu amor
Somos como somos,
Tudo tão confuso como é.
 
Falamos de diferenças
Nos encontramos nesse falar,
Depois nos perdemos.
 
Transportamos compromissos
E promessas e encontramos,
Murmúrios suplicantes.
Como fazemos?
Voltamos no tempo?
Que bom, meu amor.
 
Mesmo o amor
Pode ser de renúncia!
 
Renunciamos?
Não – recupero o meu alento
E continuamos!
 
Que bom este tempo!...
 
Maria Luísa O. M. Adães
 
     24 Outubro de 09
 
 


publicado por M.Luísa Adães às 17:03
link do post | comentar | ver comentários (65) | adicionar aos favoritos
|

Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009
SORRIR

 

 

 Imagem Internet/ Salvador Dalí and Gala

 

 
Sorrio quando canto
Sorrio quando espero
Sorrio quando amo.
 
Tudo me faz sorrir,
Levantar meu canto
Procurar meu sentir.
 
Sonho contigo, sorrio
Abro meus olhos, sorrio
E tantas me vemos.
 
Abro as janelas
Olho as estrelas,
Estou perto delas.
 
Leva-me contigo
Leva-me sem medo
E dá-me teu sorriso.
 
Prendo tua cauda brilhante
E bem junto a ela,
Voo com ela.
 
Chego à tua casa
Atravesso o Oceano,
Tão longe a tua casa…
 
Te beijo, te abraço
Te sinto um sonho inteiro,
Nos meus braços.
 
Fixo o meu olhar, no teu olhar
Sem falar, sorrio…
Quem somos no Tempo?
 
Deixa dizer que te amo muito
E não vou deixar de te amar
E é tudo imenso…
 
Perturbei a Estrela e o Vento
Por cada momento,
Junto a ti.
 
Regresso ao meu Lar,
Desço a minha Estrela
Sorrio para ela e ela para mim.
 
Um dia lês o que escrevo
Ou não te atreves a ler,
Sentes o silêncio a dois.
 
E fechas o meu livro,
Coloca-lo num lugar esquecido
Não há resposta ao que digo.
 
Meus versos ficam,
Navego pela memória
E talvez…
 
Te esqueças de mim
E desse tempo antigo!
 
 
Maria Luísa O. M. Adães
   22 Outubro de 09
 


publicado por M.Luísa Adães às 11:57
link do post | comentar | ver comentários (46) | adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 15 de Outubro de 2009
EU SINTO

 

 
 Imagem Internet/ Salvador Dalí /   I feel in my heart
 
 
 
Tu estás no meu sentir
E te desejo ver, te olhar,
Te beijar, te abraçar.
 
Não sei ser feliz,
Não sei como encontrar
A felicidade.
 
O Palácio dos meus sonhos
Perdi-o, na espera
De um mundo desencantado.
 
Como vou encontrar
De novo,
A minha Estrada?
 
Deambulo por lugares
Sem pouso, no tempo surdo
Como vou regressar?
 
E parti por mim,
Por ti,
Por eles,
 
Não tenho de perdoar
Não tenho de ser perdoada
Eu escolhi ser amada.
 
Meus olhos fixam o silêncio
Transformado em estrada
A minha estrada.
 
Invisível abriga o meu desejo,
Eu não estou presente
Não respondo, ao desejo do ausente.
 
Quem está presente
Que se apresente e me diga,
 Eu sou o ausente!
 
Eu não estou perdida
Nem de mim, ou de ti
Mas do mundo – eu estou!
 
Sinto que os amores
Não se repetem…
 
Sinto, não ser alegre nem triste
Rompo os elos do Tempo
Sou Poeta! 
 
Aqui deixo meu corpo.
 
 
Maria Luísa O. M. Adães
 
   15/ Outubro 2009 


publicado por M.Luísa Adães às 11:25
link do post | comentar | ver comentários (59) | adicionar aos favoritos
|

Sábado, 10 de Outubro de 2009
ESQUECER

  

 
 Imagem Internet / Salvador Dalí/ Gala / To forget!
 
 
Tu podes esquecer
Não escrever meu nome
Não olhares o meu perfil.
 
Eu não posso esquecer
Dizer o que imagino,
Mas nenhum mortal
Me pode prender!
 
Não me afundo
No mar revolto a meus pés,
Não me deixo afundar
E se o fizer…
Não sou eu!
 
Eu amo tudo
Este, aquele e o outro
Abraço todos
E vou, porque quero
Onde o insano predomina
E manda
E mata
E tira tudo…
 
O bom, o belo,
A riqueza, a grandeza
E dá a dor
A quem implora
A bênção dos que passam
Sem o calor do amor
E a boca é apenas,
Um instrumento de
Segredo.
 
- Mas são humanos!
Eles dizem que são… 
 
Mas tu não te juntes a eles,
Não esqueças
Espera, sossega
Olha o espelho
 
E agora me vês?
Lembras meu perfil,
Meus beijos, meu amor
O som da minha vida
Sem um suspiro de dúvida
Ao meu nascer em ti?
 
 
 Lembras ou esqueces?
 Se esqueces,
 
Não temos mais despedidas!
 
 
 
Maria Luísa O. M. Adães
 10 Outubro 2009
 


publicado por M.Luísa Adães às 13:08
link do post | comentar | ver comentários (57) | adicionar aos favoritos
|

Quarta-feira, 7 de Outubro de 2009
Eu Sou o Mundo

 

 Imagem Internet / Salvador Dalí /    I am the World

 

 

Eu sou o Mundo
O meu e o teu
O nosso mundo!
 
Neste espaço que me aceitou
Mudei o contacto com o mundo
Tornei-me outro mundo!
 
Não vais chegar
Onde estou,
Não vais passar
Onde passo,
Não vais olhar e ver
O que vejo!
 
Pois o teu olhar
Não abrange
O meu estar,
O lugar onde vou passar
A luz a iluminar,
Meus passos.
 
Não pertences ao mundo
Ao meu mundo
Ao mundo dele!
 
Eu acordei
Abri meus olhos,
Reconheci o caminho
Reconheci a verdade
Reconheci a minha vida,
Descobri o bem
Aboli o mal
E voltei a escrever,
O pouco que sei!
 
E desse pouco,
Transformo os matagais
Das selvas do meu interior,
Num plasma grotesco
Sem graça,
Sem harmonia,
Fora do contexto,
Do mundo que escolhi
 
E sobrevivo assim…
Por mim,
Por eles,
Por ti,
Meu amor!
Eu escolhi,
Eu aceitei,
Por todos…
 
Esta forma de sentir
E escrever,
O nosso mundo!
 
Maria Luísa O. M. Adães

 

 



publicado por M.Luísa Adães às 11:25
link do post | comentar | ver comentários (43) | adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 1 de Outubro de 2009
É MAIS FÁCIL!

 

 

 

 Imagem Internet/ Salvador Dalí/  Mecum omnes plangitel! 

 

 
É mais fácil ouvir as estrelas
Senti-las passar,
Do que entender a terra
E alcançar meu sonhar.
 
É mais fácil amar-te,
Do que te repudiar.
 
É mais fácil falar do amor,
Do que viver esse amor.
 
É mais fácil sentir a maresia do mar,
Do que olhar ao longe
O barco que parte,
Chamando por mim.
 
É mais fácil dizer que te amo,
Do que te amar.
 
É mais fácil, meu coração parar,
Do que o tempo a contar.
 
É mais fácil te reconhecer na multidão,
Do que olhares meus olhos, na escuridão.
 
É mais fácil aceitar
Brilhar com teu amor,
A escrever temas abstractos.
 
É mais fácil subir,
Escadas de pedra
Do que entrar no meu Palácio.
 
É mais fácil caminhar
Nas ondas do mar,
Atravessar desertos
Olhar ao longe
E nada vislumbrar,
Nada escrever,
Nada contar,
Nada dizer.
 
É mais fácil
Do que Viver!...
 
E escolhi o mais Difícil…
 
Maria Luísa O. M. Adães


publicado por M.Luísa Adães às 11:59
link do post | comentar | ver comentários (62) | adicionar aos favoritos
|

Sábado, 26 de Setembro de 2009
ESPERA!

 

                                                                                           

 

  Imagem Internet/ Salvador Dalí /  corde pulsum tangite...                                 

 

 
 
Espera!  Sossega!
 
Esta eu sou – a que procura,
A que sabe encantar
Amar o teu olhar
E fazer sentir-te bem,
Junto dela.
 
Esta eu sou  –  tu conheces
Ou pensas conhecer,
Mas pouco a escutas…
Quando fala o seu dizer.
 
Esta eu sou –  a que chora,
Pede alento
Te ama tanto.
 
E tu indiferente,
Olhas em frente!
 
Estou a teu lado
Não te quero tocar
Espero o teu olhar.
 
Mas tu indiferente
Olhas em frente!
 
Continuo a tentar
Chamar e abraçar
Abarcar o vácuo,
Do teu olhar.
 
Que mais posso fazer?
Dizer ou esquecer?
 
Subo as escadas
Exangue,
Dolorida,
Esmorecida.
 
Olho para ti lá do cimo
Chamo por ti em tom brando,
Tu não respondes...
 
E indiferente,
Olhas em frente!
 
Espera!  Sossega!
 
Esta eu sou  –  a chamar-te
Numa tentativa de te amar
E tu não respondes,
Continuas sem responder
Continuas indiferente,
O olhar em frente!
 
Quanta procura,
Quanta ânsia de loucura
E tu continuas,
Sem nunca me olhares!
 
Espera! Sossega!
 
Deixa de olhar em frente
Repara,
Eu estou a teu lado!...
 
 
Maria Luísa O. M. Adães
 

 



publicado por M.Luísa Adães às 11:18
link do post | comentar | ver comentários (64) | adicionar aos favoritos
|

Domingo, 20 de Setembro de 2009
CONCRETIZAR

 

 

 Imagem Internet / Salvador Dalí/  Est affectus!

 

 
 
Nada se concretiza
Neste mundo!
 
As alegrias,
As mágoas,
Os sofrimentos,
A dor.
 
Nada se concretiza!
 
Tudo é efémero
E faz parte da ilusão
Da chamada Vida,
Acredita.
 
Nada se concretiza!
 
Tudo é ilusão
De ser
De viver
De amar
De morrer,
Tudo é ilusão.
 
Eu sou ficção!
 
Não te prendas
Ao que escrevo,
Nada de prisões
No teu sentir
No meu sentir.
 
Deixo cair de minhas mãos
Descuidadas,
Os meus anseios
E amores mais caros
E não me incomoda.
 
Nada se concretiza!
 
Acredito na chegada,
Acredito na partida,
Acredito em mim
E por vezes, em ti.
 
Mas não concretizo nada!
 
E nada peço,
Nada tenho a pedir!
 
Mas amor, eu dou!...
 
Maria Luísa O. M. Adães
 


publicado por M.Luísa Adães às 10:59
link do post | comentar | ver comentários (74) | adicionar aos favoritos
|

Terça-feira, 15 de Setembro de 2009
AMAR

 

 IMAGEM iNTERNET / Salvador Dalí / Agony of Love.
 
 
Se amar fosse meu desejo...
 
Tanto eu teria amado
Na minha passagem
Por este mundo
Que julguei amar.
 
Se amar fosse meu desejo…
 
Eu teria feito tantas coisas boas
Imaginaria e viveria,
Dessa imagem do amor
Incontestado.
 
Se amar fosse meu desejo…
 
Eu seria outra diferente da última
Saberia viver
E agradeceria à vida
Tudo,
Quanto ela me tentaria dar
E eu não saberia aceitar.
 
Se amar fosse meu desejo…
 
Eu teria prendido com meu fogo,
O meu amor com meus beijos
E não o deixaria voar
Para outro lugar,
Outros abraços,
Outros beijos
Que não teriam
O fogo ardente
Do meu modo de beijar.
 
Se amar fosse meu desejo…
 
Tudo estaria a meu contento
E eu saberia entender.
 
Se amar fosse meu desejo…
 
Eu te prenderia nos meus braços
Te cobriria de meus abraços
E te daria,
O meu mundo de presente.
 
Se amar fosse meu desejo…
 
Tu ficarias para sempre,
Nunca me abandonarias
E me amarias muito
E muito mais.
 
Se amar fosse meu desejo…
 
Eu te levaria á minha Estrela
Que brilharia no Espaço
E faria amor contigo
Nesse lugar iluminado,
De corpos nus entrelaçados
E haveria relva fresca
Para ti e para mim,
Eu a encontraria
E a Estrela brilharia muito mais.
 
Se amar fosse meu desejo…
 
Tudo seria diferente
Do que vejo!
 
Maria Luísa O. M. Adães
 


publicado por M.Luísa Adães às 10:17
link do post | comentar | ver comentários (71) | adicionar aos favoritos
|

Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009
Percorro Caminhos

 

 

    Imagem Internet/ Salvador Dalí

 

 

Percorro Caminhos
Dou voltas ao mundo,
Distancio-me de lugares
Volto aos mesmos lugares
E tento encontrar
Amor, nesse deambular.
 
Dou voltas ao mundo,
Mas de que me serve?
Não dou a volta à Vida
Tento viver e descubro,
Não sei viver!
 
Dou a volta à Vida
Mas isso é ilusão perdida
A Vida não deixa voltar.
 
Percorro o mundo
Regresso ao meu lugar,
Dou a volta à Vida
A Vida não deixa voltar.
 
E descubro que nada sou
E descubro que nada tenho
E descubro que tudo quanto tive,
Entreguei ao mundo
Devolvi à Vida.
 
Isso, hoje, eu sei
E estou convicta
Do que sei!
 
Não sei viver
Nunca conheci o mundo
Nunca encontrei a Vida.
 
Apenas me encantei
Com coisas diferentes
Que olhei e amei.
 
A ilusão perdura
Nas voltas constantes
Que dou,
Para apaziguar
Uma angústia latente
E não voltar.
 
Percorro caminhos
Dou voltas ao mundo
Mas não dou,
Voltas à Vida.
 
E perdi o amor,
Nesse caminhar!...
 
Maria Luísa O. M. Adães
 
 
 
 


publicado por M.Luísa Adães às 11:34
link do post | comentar | ver comentários (54) | adicionar aos favoritos
|

Domingo, 6 de Setembro de 2009
PERDI...

 

 

 

 
Lutei e perdi
A minha luta
E tão bom seria ganhar
Essa luta.
 
O mundo não ajudou
E perdi…
Por falta de amor
Ao que vi.
 
E regressei
De mãos vazias,
Alma partida.
 
Amei sem dúvida,
Mas perdi…
 
A vida é cheia de renúncias
E eu mais que ninguém,
Conheço e reconheço
Essa renúncia.
 
Uma vida inteira
A lutar,
Uma vida inteira
A perder.
 
Mas me parece
Que a minha luta
Vai continuar
E eu vou perguntar
Sempre,
Porque perdi?
 
E porquê perguntar?
 
Continuo a acreditar
Em mim,
 
Sempre em mim!
 
E na minha
Forma de lutar.
 
 
Maria Luísa O. M. Adães
 
 
Em resposta
Ao Poema, "Abandonados"
 
 
    


publicado por M.Luísa Adães às 09:57
link do post | comentar | ver comentários (47) | adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 27 de Agosto de 2009
ABANDONADOS

 

 

 

    

 

 
 
A Serra espelha-se no Mar,
O Sol brilha e aquece
E a desumanidade permanece,
Nos animais abandonados
Perdidos, maltratados.
 
Trinta cães no Cimo da Serra  
Nove no Portinho da Arrábida,
 
Abandonados por aqueles
De quem foram, amigos fiéis.
 
O tempo estava quente,
A Serra brilhava
As cigarras cantavam
O mar enrolava
A areia da praia,
As crianças brincavam.
 
E eles perdidos
Abandonados
Sem água,
Sem casa,
Sem vida,
Sem comida,
Uivavam…
 
Num cântico negro
Desesperado!
 
Eles estão amedrontados
Abandonados,
Formam matilhas
Seguem as trilhas
Vêm à estrada
E esperam aqueles
A quem amavam.
 
Eles não voltam,
Eles não sabem
 
E esperam a bênção
De um afago,
A beleza da Serra
Está manchada
Por gente,
 
Que deixou de ser gente
Quando os abandonaram!
 
A Serra encanta
O peregrino sequioso,
Ao longe o mar
Toca seu canto doce…
 
Eu não volto à Serra!
 
Não posso voltar,
Olhar e nada fazer
E esquecer
E não ver
À minha volta,
O que se vai passar.
 
 
E tenho de viver,
Nada posso fazer
Tenho de esquecer!
 
Mas fica escrito
No vento,
O que acabo de dizer.
 
 
Maria Luísa O. M. Adães
 
Agradeço à poetisa do:   http://poetapokdeusker.blogs.sapo.pt;
http://premiosemedalhas.blogs.sapo.pt
 
a colaboração humanista com o soneto "Um apelo da Serra da Arrábida"
 
e um pedido no premioemedalhas "Nove cães abandonados na Serra da Arrábida",
em colaboração, com o meu poema "Abandonados".
 
Agradeço a todos quantos me têm escrito.  Obrigada!
Maria luísa
 

 



publicado por M.Luísa Adães às 19:00
link do post | comentar | ver comentários (74) | adicionar aos favoritos
|

Sexta-feira, 21 de Agosto de 2009
ROMANCE

 

 

 

 

 Imagem Internet/ Salvador Dalí / Gala

 
 
 
Conheceram-se…
Uma estranha doença
Os juntou,
O prenúncio da morte
Se deitou com eles.
 
Eles se amaram
No limiar de vida e morte,
Ela aguardou
Que ele se salvasse
E ele se salvou
E se apaixonou
Pela guardiã
Que o acompanhou,
Na luta das horas.
 
Ele sonhou
Juntar-se a ela,
Amá-la a todo o momento
Não mais se separar dela,
Mas foi um sonho
Que não se realizou.
 
Ela tinha nascido
Vinte anos mais cedo,
Ele tinha nascido
Vinte anos mais tarde.
 
E lembrando essa diferença
Se separaram,
Por vontade dela.
 
E se fosse ao contrário,
Se ele tivesse nascido
Vinte anos mais cedo
E ela tivesse nascido
Vinte anos mais tarde?
 
Como teria sido?
 
Penso que se teriam amado
Com paixão,
Concretizado os sonhos,
Os desejos,
O fogo teria brotado
De seus beijos
E da união de seus corpos.
 
A idade
Não contava,
Não comandava
Seus desejos,
 
Mas contou
E afastou!...
 
Ela tinha nascido
Vinte anos mais cedo,
Ele tinha nascido
Vinte anos mais tarde.
 
Os anos passaram,
Ele envelheceu mais tarde
Ela envelheceu mais cedo
E morreu…
 
Ele ficou e chorou
Seu pranto,
Por um amor
Que não se concretizou.
 
Ela tinha nascido
Vinte anos mais cedo,
Ele tinha nascido
Vinte anos mais tarde.
 
Por essa razão
Se separaram,
O tempo matou,
O fogo da paixão acabou
E apenas se encontraram,
 
Quando ela morreu
E a saudade ficou!...
 
 
Maria Luísa O. M. Adães
 


publicado por M.Luísa Adães às 18:51
link do post | comentar | ver comentários (56) | adicionar aos favoritos
|

Domingo, 9 de Agosto de 2009
MUNDO

 

  Imagem Internet/ Salvador Dali

 

 

 

Estás em tudo que nasce
E também em tudo que morre!
 
Tu vens!
As janelas estão gradeadas
Entra o Sol e a Luz,
Mas não entra o Mundo
Que palpita lá fora
Chamando por nós.
 
Mundo,
Não te posso responder
Estou aprisionada
Dentro de mim.
 
Quero fugir
Gritar bem alto,
A saudade que me fere
A saudade do teu canto
A saudade dos teus beijos
A saudade dos teus passos
A saudade da minha Vida.
 
Perdida neste lugar
Que não me pertence
Não me encanta,
Com o desejo de fugir
Para outros lugares
E voltar sempre
Ao primeiro lugar…
 
E isso - desencanta!
 
Isolada do meu mundo
Das coisas que perdi
E das outras que encontrei,
Tão próximo de mim.
 
É um mundo
Sem música, sem beleza
Em múltiplos horizontes
Onde não posso andar,
Num confronto
De dois mundos desiguais…
O meu e o teu!
 
E eu continuo a fugir
Ninguém me pode dizer
O que fazer,
Eu não aceito!
 
Apenas aceito,
A minha forma
De viver!...  
 
 
Maria Luísa O. M. Adães


publicado por M.Luísa Adães às 11:25
link do post | comentar | ver comentários (105) | adicionar aos favoritos
|

Terça-feira, 4 de Agosto de 2009
FAZER AMOR

 

 Imagem Internet / Salvador Dalí/   To make love!

 

 
Amo o cântico dos bosques
No raiar das manhãs
Plenas do silêncio
Da ardência da noite.
 
Não gosto de Cidades
Turbulentas,
Corridas,
Desiguais,
A ignorar a tormenta.
 
Gosto do Amor,
Do seu simbolismo
E da realidade humana
De se dar.
 
Gosto de acordar
Na cama que conheço,
Onde jogo meus jogos
De amor
E onde esqueço,
O clamor de multidões
Profanas.
 
Gosto em alguns dias
Não gosto em outros dias.
 
Nem sempre sou igual
Ao que me pedem
Para eu ser,
Mas como posso ser
Como querem,
 Se calcam aos pés
Meus sonhos de quimera?
 
Vem meu amor!
Ama-me como tu sabes
E esse amar me dá,
O fogo e o anseio
De te desejar.
 
Não entendes e enalteces
Este dizer?... 
 
Que triste, meu amor,
Viveres com alguém
Sensível a tudo
E não a conheceres
 
 
E ela também
Não se conhece,
Não sabe quem é.
 
 
 
Ela vai ser infeliz
Até final de seus dias,
Mas que fazer
Se o mundo é tão mau,
 
Para os que pretendem
Viver a seu modo
 
E não o podem fazer!...
 
 
Maria Luísa O. M. Adães


publicado por M.Luísa Adães às 10:36
link do post | comentar | ver comentários (90) | adicionar aos favoritos
|

Sexta-feira, 31 de Julho de 2009
REPARO

 

 

 

 Imagem Internet/ Salvador Dalí

 

 
 
Reparei em ti
Quando te vi
Quando te olhei.
 
Reparei em ti
E perguntei a mim
O porquê desse reparo.
 
Reparei em ti
E me lembrei
De alguém ou um lugar.
 
Reparei em ti,
Na tua forma
De dar.
 
Reparei em ti
E pensei,
Te posso amar!
 
Reparei em ti
E reconheci em ti
A minha forma de estar.
 
Reparei em ti
E senti e reconheci
O meu Altar.
 
Reparei em ti,
Olhei para mim
Através de ti.
 
E reconheci
Finalmente percebi,
Esse olhar fixo em mim.
 
E descobri,
O meu olhar no teu olhar
E duas espelhadas, numa única.
 
E gostei de ti,
De te reconhecer
De reparar em ti.
 
Reparei em ti,
Gostas de escrever
Como a água
Que necessitas de beber.
 
E fiquei a saber
…Esta sou eu,
A Primeira e a Última!
 
 
Maria Luísa O. M. Adães
 
 
 


publicado por M.Luísa Adães às 12:00
link do post | comentar | ver comentários (68) | adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 23 de Julho de 2009
MOVIMENTO

 

 Imagem Internet/ Salvador Dalí / Global warming

 

 

 
Tudo é ritmo no Universo,
Respiram as estrelas
Passeiam os astros
As águas se separam
Nas nuvens que correm.
Tudo é movimento!
 
O mundo é redondo,
Ligeiramente achegado
E tudo retorna
Num rodopio fugidio.
Tudo é movimento!
 
Por vezes no caminho
Alguns morrem,
São absorvidos por outros
Numa dança cadenciada.
Tudo é movimento!
 
O Espaço é Filho
Da multiplicidade do ser
Luz e trevas
Atrás o Passado
E à frente
O ignoto Futuro.
Tudo é movimento!
 
Absorve o melhor de nós,
Transforma esse melhor
E doa à aragem da noite
Quando a lua se levanta
A iluminar o caminho.
Tudo é movimento!
 
Acompanhei esse mover
E percebi
…Não há caminho,
Ele é construído
No meu caminhar.
Tudo é movimento!
 
Procurei Deus
E um dia
Por surpresa minha,
Me vi diante
Do Seu Portal,
Senti medo e fugi
E aí… me perdi,
Por culpa minha
E não Tua,
Mas nada parou.
O movimento continuou!
 
A minha vida
E todas as provas
Porque passei,
A posso doar
Pois é minha!
 
E pairar,
Além do Sol e do luar
E aguardar,
O movimento
Que me ajude a regressar,
 
Eu aprendi e sei,
Tudo é movimento!
 
 
Maria Luísa O. M. Adães 
 


publicado por M.Luísa Adães às 12:55
link do post | comentar | ver comentários (80) | adicionar aos favoritos
|

Terça-feira, 21 de Julho de 2009
ESQUECIDA

 

 Imagem Internet/ Salvador Dalí / Forgotten

 

 
 
Ninguém mais cantava,
A estranha melodia
Que minha alma entoava.
 
E ela suplicava,
Pelo reconhecer da sua essência
Pelo ouvir seus gritos
De silêncio,
Sonolentos,
Perdidos,
Desesperados
E perguntava: -)
 
- Tu entendes isto que digo?
 Tu estás comigo,
  Ou ficaste perdido
  Num outro lugar
  Numa outra vida
  Que nada tem
  Com a minha vida?
 
 Onde te encontras?
 
 Ao voltar daquela esquina
 Onde guitarras cantam
 Um fado triste
  E de pesar?
 
Juntei-me aos fantasmas
Da noite,
Da solidão dessa noite
Juntei-me a eles,
À sua melancolia
E a saudade permanecia
Em mim
Como melodia
Que ninguém tocava
E ninguém ouvia
Ou pressentia.
 
Mas eu ouvia,
Os sons dolentes
Da guitarra que tocava
Estranha melodia.
 
Mas só eu ouvia
E te procurava
Sem saber onde estavas.
 
Sem te ver,
Sem te sentir
E te desejava
Como sempre,
Ou como nunca
O tinha feito.
 
E amava-te
No silêncio da noite
E escutava
A voz que vinha
De dentro
E pensava ser a tua voz.
 
Eu era o poeta
Perdido,
Sem casa,
Sem Terra,
Sem caminho,
Sem vida.
 
Esquecida,
Por quem
Amava.
 
Chovia
E eu esperava!... 
 
 
Maria Luísa O.M. Adães 
 
 
 


publicado por M.Luísa Adães às 11:33
link do post | comentar | ver comentários (50) | adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 16 de Julho de 2009
ADORAR

 

 

 Imagem Internet/ Salvador Dalí / Surrealismo
 
  

 
Adoro em ti,
O teu alheamento
De mim.
 
Adoro em ti,
Os teus esquecimentos
E os teus devaneios.
 
Adoro em ti,
O tempo que me dás
Num sorriso fugaz.
 
Adoro em ti,
O ardor dos teus beijos
E a procura ávida dos meus.
 
Adoro em ti,
A falta de preconceito
A tua vivacidade
De menino ausente.
 
Adoro em ti,
A ausência de continuidade
Nos arroubos desejados.
 
Adoro em ti,
A tua sensualidade
Unindo-se à minha.
 
Adoro em ti,
A inocência de alguém
Que vive por si e para si.
 
Adoro em ti,
A liberdade que me dás
Que me é tão cara
E tanta falta me faz.
 
Adoro em ti,
Não olhares os meus versos
E me amares
Como se eu não fosse poeta.
 
Adoro em ti,
As imperfeições que encontro
E não me dares nada em troca.
 
Adoro em ti,
Essa forma de dar
E nada dar.
 
Adoro em ti,
Não reconheceres o que sou
E estás certo, eu nada sou.
 
Adoro em ti,
Tudo quanto eu amo
Tudo quanto eu chamo
De Vida!
 
Adoro em ti,
O clamor do insano
Nas horas certas.
 
Adoro em ti,
Não te lembrares de mim
Quando te chamo.
 
Adoro em ti,
Tudo quanto sou
Tudo o que esqueço
Tudo o que pretendo
E não tenho!...
 
Adoro em ti,
O me esquecer
De mim
E dos outros
E do mundo,
Ao qual pertenço.
 
Adoro em ti,
O te esqueceres de mim,
Agora e sempre.
 
Adoro em ti,
Esse amor
Por mim!
 
 
Maria Luísa O. M. Adães
 
 


publicado por M.Luísa Adães às 12:53
link do post | comentar | ver comentários (61) | adicionar aos favoritos
|

Segunda-feira, 13 de Julho de 2009
SAUDADE

 

 

 

 Imagem Internet/ Salvador Dalí

 

 
 
Morri de saudade,
Dispersos estão meus pedaços
Por lugares nunca encontrados
No caminhar de meus passos.
 
Ninguém me pode impedir
De amar, de sentir, de sofrer
Ou me alegrar,
Pela minha liberdade.
 
As cítaras do meu pesar
Continuam caladas,
Não sabem tocar…
 
Ninguém me pode molestar
Ninguém me pode julgar
Ninguém me pode acusar!
 
 
Maria Luísa Adães


publicado por M.Luísa Adães às 10:57
link do post | comentar | ver comentários (33) | adicionar aos favoritos
|

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009
NOITE

 

 

  Imagem Internet/ Salvador Dalí

 
 
Era noite,
O ar respirava
As almas vagueavam
No silêncio
E no escuro da noite.
 
Nada se movimentava,
Apenas eu caminhava
Ao encontro de mim,
Ao encontro de ti,
Ao encontro da vida
Que se me deparava.
 
Nada se movia,
Os corações não cantavam
E guitarras ao longe
Não soavam…
 
Era a noite fantasmagórica
De um local que não dormia
Não se expandia
Não dizia…
 
Perplexa e tímida
Eu te procurava,
No silêncio secular
De uma noite encontrada.
 
E não te via
E não te vislumbrava
E não sentia,
O mover de pessoas
Nessa estrada
De noite cerrada.
 
Era uma estrada
Só minha,
Eu caminhava
Procurava
A melodia que encantava
E não encontrava,
 
Apenas o silêncio se ouvia
Em tom brando,
Cauteloso,
Fugidio
E não se mostrava.
 
Eu nada via
E procurava no desespero
Que sentia
E não parava…
A alma partia-se
Aos pedaços,
Eu não apanhava
Esses pedaços,
Ninguém me ouvia
E a noite escondia.
 
Eu andava nessa noite
Onde estrelas não brilhavam,
Apenas sussurros
Caminhavam escondidos,
Nos silêncios e nos medos.
 
E tu onde te encontravas
E não me procuravas?
 
Quem és tu
Que eu desconheço?
Pois te perdi
Dentro de mim
Fora de mim
E não apanhaste
Os pedaços dispersos
Da minha alma
Que perdi,
Ao longo dessa noite…
 
Meu amor,
Onde estavas
Onde te encontravas?...
 
Maria Luísa adães
 
 
 
 
 


publicado por M.Luísa Adães às 11:53
link do post | comentar | ver comentários (53) | adicionar aos favoritos
|

Terça-feira, 2 de Junho de 2009
TENHO DE PARTIR

 

 Imagem Internet/ Salvador Dalí/ To go away

 

 
Tanto medo tenho,
De me desprender
Do meu lugar,
Onde quero ficar
E não o quero deixar.
 
Envolvi meu sentir
Nessa promessa que fiz
E tanto sofri…
 
Não mais vou prometer
Isto ou aquilo,
Não vou permitir
Conturbar meu sentir.
 
Não mais o torno a fazer!
 
Mas fiz…
E mudar o que está feito,
Como o vou fazer?
 
Amo as pessoas,
Mas sou decepção
Não deixo de ser ilusão.
 
Estava tão certa de mim
E me enganei
Uma vez e outra,
Mas a esta não posso fugir.
 
Tenho de partir!
 
Não sei como o vou fazer,
Sem morrer um pouco
E calar minha voz
Quando devia gritar,
Implorar,
- Tende pena de mim.
 
Perdi a força
Por amar demais,
Por aceitar,
Por não esquecer
Nada nem ninguém.
E assim…
 
Tenho de partir!
 
Só, sem ninguém
À volta de mim.
 
Venham ao meu lugar,
Agarrem os meus braços
E não me deixem voar.
 
Metade de mim – é partida
Metade de mim – é saudade.
 
Ninguém está atento,
Ninguém entende o que sinto,
Ninguém entende o que digo.
 
Tenho de partir!
 
E te vou deixar,
Vou para outro lugar
Longe, muito longe de ti.
E de todos…
 
Mas tu não entendes,
Ninguém entende
 
Tenho de partir!
 
Não sei quando volto,
Não torno a prometer
O que não sei fazer.
 
E não quero...
 
- Que dizer Adeus,
   Seja o meu Destino!
 
Maria Luísa Adães
 
 


publicado por M.Luísa Adães às 18:20
link do post | comentar | ver comentários (96) | adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 28 de Maio de 2009
SUPLICO

eilshemafternoon.jpg image by thidarat2006 

 Imagem Internet / Salvador Dalí

 

 

Sim Suplico!
E vou dar voz á súplica,
Na minha forma de dizer,
Na minha maneira de sentir.
 
E sei – :
 
Tudo é teu,
Tudo te pertence,
Não deixes
Que te tirem a alegria,
O teu estar no mundo
E o meu amor por ti.
 
Não permitas que isso aconteça!
 
Caminhante esquecido
Num local sem fim.
 
Acredita no simbolismo
De um mundo mais puro,
Procura um tempo presente
E vai mais longe…
Procura um tempo futuro.
 
E deixa que à superfície
De ti próprio,
Venham os sonhos
E os anseios
E luz aos teus pensamentos.
 
Ampara-te á minha força
Mas lentamente,
Como tu sabes,
Deixa-me e continua só…
 
Não voltes para mim
O teu olhar…
Eu não vou chorar,
Não vou clamar,
Não vou reter
O teu caminhar!
 
Fico –:
 
Olhando o horizonte, ao longe,
Brilhando como o Sol
De outras eras,
Outras gerações.
 
Mas sei –:
 
 
Este é o Sol
Da tua própria vida.
 
E faço deste momento
Em que te vejo
Reflectido no que escrevo,
 
- Um tempo meu e teu –
 
Ele significa felicidade,
 
Vamos dividi-lo
Com outros caminhantes
 
E deixamos de ser
Criaturas Errantes!
 
 
 
Do livro: “Não Sei de Ti “
De Maria Luísa Adães
 
 
 
 

 



publicado por M.Luísa Adães às 10:38
link do post | comentar | ver comentários (46) | adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 21 de Maio de 2009
E ESPERO

 

 

 

 Imagem Internet/ Salvador Dalí / Atemporal

 

 
O avião pousa no chão,
Fatal como um relógio
Que conta o nosso tempo.
 
Eu olho o firmamento,
Onde te vais encontrar
E não me podes levar…
 
Como posso aceitar,
Este tempo que vai passar
Junto a mim…
 
Tão junto, tão perto
Que o vejo,
Como se fosse gente.
 
Tu vais lentamente,
Não olhas o que fica
E eu não quero ficar.
 
É loucura ser assim?
Como posso deixar
De ser louca,
Se te amo tanto.
 
Que interessam as palavras
Neste instante?
Basta o sentimento
Pungente,
Eloquente,
Nesta forma de dar
Completa ou não,
Medida ou desmedida.
 
Não importa,
Não conta,
Nada conta,
Só tu contas!
 
O nosso amor conta,
A ânsia da ausência
Da partida, conta.
 
E se tudo conta…
E conta!
Parto contigo,
 
É pouco o tempo
Que nos resta!
 
A tarde quente
Desce, lentamente,
A hora aproxima.
 
Tu estás envolto em mim
No pensamento,
Mas a partida é certa.
 
O avião desce brando
E vai subir num instante
E eu fico olhando…
 
As lágrimas lavam os olhos,
Não deixo o olhar fugir,
Mas tens de partir
 
E eu vou ficar!
…É esta a nossa Vida,
 
Só me resta aceitar!
 


publicado por M.Luísa Adães às 09:37
link do post | comentar | ver comentários (70) | adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 14 de Maio de 2009
SINTO A TUA FALTA

 

 Imagem Internet/ Salvador Dalí / I always remember you!

 

 
Sinto a tua falta! 
Ainda estás comigo
E eu sinto a tua falta,
 
Tão pouco tempo falta
Talvez não dê para contar
E eu sinto a tua falta,
 
Numa saudade
Fora do tempo
Atemporal
 
Fora do meu tempo,
Fora do teu tempo,
Fora do teu estar,
Fora do meu estar,
Fora do nosso amor,
Fora da alegria,
Fora do nosso medo de cantar
A nostalgia do teu afago
Ao amar,
Da tua ausência,
Onde precisas de estar.
 
E espero,
Numa espera antecipada
Sentir a tua volta
À minha volta,
Num abraço que não cansa
E desnuda
O sentir de esperança.
 
Ainda não partiste
E eu sinto a tua falta,
Ainda estás comigo
E eu sinto a tua falta
E comigo continuas
E eu sinto a tua falta.
 
Mas de repente partes
E eu não faço parte
Dessa partida
 
Tu tens de ir,
Eu não posso ir contigo.
Falta-me tudo…
O tempo,
A hora certa,
O comum
Das pessoas comuns,
 
Mas ainda estás comigo
E eu sinto a tua falta!
 
E resolvo partir contigo
Esquecer o tempo,
Esquecer a Gente,
Esquecer o relógio a contar
 
E corro ao teu encontro,
Subo as escadas
Onde me aguardas,
Olhas e sorris
E eu louca
Esquecida de tudo,
Subo ao teu encontro.
 
E ainda sinto a tua falta!
 
Meu amor, meu marido, meu amante!
 
Maria Luísa Adães
  


publicado por M.Luísa Adães às 14:58
link do post | comentar | ver comentários (83) | adicionar aos favoritos
|

Sábado, 9 de Maio de 2009
FORMA DE VIVER

 

 Imagem Internet/ Salvador Dalí

 

 
 
Vivo dessa ilusão
Desse quadro que pintei
Para poder olhar
Sempre que estou
Convicta de que
Nada tenho e nada sou!
 
Olho o quadro,
Acredito nele
E em solidão caminho
Um caminho desencantado,
Mas no quadro
O caminho tem flores
E ar perfumado.
 
É uma ilusão
Pintada por mim
Numa forma de esquecer
Que nada sou!
 
Confesso –:
Tudo quanto escrevo
Não me pertence,
Não é o meu mundo,
Mas o meu desânimo
Que não esquece
O lugar onde tropecei
Um dia
E fiquei olhando,
Sem saber que ver
Sem saber que fazer.
 
Esta é a verdade
A outra, a sombra derradeira
De um destino
Difícil de cumprir.
 
Chorem comigo,
Lamentem o que escrevo,
Mas deixem que me perca
E me encontre,
Escreva e deixe de escrever,
Para escrever de novo
Os meus contos e os sonhos
Deste instante, meu e teu!
 
Que abismo profundo se abriu
Aos meus pés,
Olho o cimo
Muito ao cimo
E não posso subir,
Não tenho ajuda.
 
Grito bem alto
Ninguém me ouve…
É a minha realidade
Fantasmagórica
Partida aos pedaços,
Alguns perdidos
E não os posso colar,
Aos meus membros
Esquecidos,
Entorpecidos,
Por aqui e por ali…
 
Mas olho o quadro
Que pintei
Com tanto esforço
E reconheço-me no fundo
Abstracto do meu sentir
 
E esqueço tudo
Quanto é mau
E recolho os pedaços
Do meu corpo
E sou igual
A mim mesma,
 
Não há diferença…
Ou há diferença?
 
Sim, há diferença
Não sei quem sou!...
 
 
 
Maria Luísa Adães
 
 

 



publicado por M.Luísa Adães às 12:46
link do post | comentar | ver comentários (55) | adicionar aos favoritos
|

Sexta-feira, 1 de Maio de 2009
O CORO

 

 Imagem Internet/ Salvador Dalí/ Simbolismo

 

 

 
 
O Coro cantava
Desiludido,
Mas cantava
Uma canção de prece
Ao mais Alto
E suplicava.
 
Mas não sei se acreditava!
 
O Coro proferia
Palavras complexas,
Ninguém percebia
Essas palavras,
Mas todos ouviam
Num silêncio que matava.
 
Não sei se acreditava!
 
Continuou a cantar,
A mudar as vozes
Desse cantar, a murmurar
Levantava e baixava
O tom da melodia
E não sorria…
 
Não sei se o Coro acreditava!
 
Eu ouvia,
Tanto quanto podia,
Mas não entendia
A melodia
Que o Coro entoava
 
E não sei, se eu acreditava!
 
Mas o coro não parava
A melodia
Que nada dizia
E o tom entristecia
E me parecia…
 
- O Coro não sabia
O que dizia.
Não sabia…
 
Faltava vida
Faltava força
Faltava encanto
Faltava louvor
E o espanto
De quem entoava
Aquele canto,
Estranho
Difícil
Sem encanto.
 
E o Coro
Não tinha força
Para dizer:
- Eu não acredito neste canto!
 
As pessoas esforçavam-se
Por entender o Coro,
Ao mesmo tempo
A uma voz.
 
O tempo passava,
Pessoas curvavam
E eu olhava,
Tentava perceber
Ser amável,
Mas o Coro
Não estava comigo,
Nem com aqueles
Que o escutavam
 
E soube o que já sabia,
O Coro não acreditava
No que dizia!
 
Mas todos se esforçavam
No entender da melodia
Que o Coro tentava entoar
E não podia…
Por não acreditar
No que dizia!
 
Maria Luísa Adães
 
 

  



publicado por M.Luísa Adães às 10:38
link do post | comentar | ver comentários (49) | adicionar aos favoritos
|

Sexta-feira, 24 de Abril de 2009
UM DIA

 

 Imagem Internet / Salvador Dalí
 
Um dia escrevi
Uma estranha poesia
E um sonho,
Acompanhados de música.
 
Não sei que me deu
Não sei que me lembrou,
Mas escrevi
Por ti e por mim.
 
Olhei e vi
O nosso deambular
Por caminhos estreitos
E a música a acompanhar
Nossos passos escorreitos.
 
As folhas caídas
Do Outono a aproximar,
Faziam um convite
Ao amor,
À vida,
Ao nosso estar.
 
Recordamos,
Olhamos nossos olhos
E sentimos o chamar
Do amor,
Nos deitamos
Nos amamos
Com ternura
E depois com fervor
E luxúria exuberante
De coisas puras.
 
Sim, o amor é puro
Quando levado ao clímax
Mais profundo
E nos leva,
A um outro mundo.
 
Gosto desse mundo!
Amo a tua presença com ardor
E na luz e no fogo
Do amor
 
Morremos,
Uma vez e outra vez
E sempre
Que nos amamos
 
É o Tudo e o Nada
Levado ao Todo,
É o cimo do nosso encontro
De nossos abraços,
De nossos quebrantos,
Delineados há séculos
Com fervor
E perpetrados
Neste mundo
Por nós dois
E neste instante,
Ao ver as folhas caídas
Num convite Final…
Sucumbimos ao momento.
Esperado e amado.
 
Esquecemos regras e temores
E somos nós
Em liberdade nossa,
Na entrega total.
 
E o amor impera
Como Senhor do mundo
Do nosso mundo,
 
E morremos
Por amor!


publicado por M.Luísa Adães às 20:54
link do post | comentar | ver comentários (50) | adicionar aos favoritos
|

Sábado, 18 de Abril de 2009
RETRATAR

 

 

 

 

 

 

 Imagem Internet / Salvador Dalí/ Ascensão de Cristo

 

 

 
Retratar o mundo
Através das palavras,
O sentir
Das suas mágoas,
As dores,
As alegrias,
Os desconfortos,
A esperança nos dias.
 
Retratar pessoas,
Acontecimentos menos bons,
Outros à deriva
Pelas noites frias e fechadas
Ao som dos ruídos do silêncio,
Dessas mesmas noites
Misturadas, com a agonia
Do aparecer do dia.
 
Retratar as coisas,
Medir as distâncias,
Reconhecer os caminhos,
Falar com os mendigos,
Exultar os sem esperança
E os sem abrigo
E reconhecer neles,
 
“A minha face perdida
Nos espelhos partidos
Da minha vida!”
 
Retratar os sons,
Aos ouvidos
De quem não ouve
E tanta falta faz – ouvir,
Para poder dissertar
E ao longe escutar
Os barulhos do silêncio
Em surdina
A contar, a última rotina.
 
E tanta falta faz – ouvir,
Para entender o mundo
Tão difícil de entender.
 
Retratar
Quem não ouve,
Para repetir o que ouvir
E dar alento a essa falta
E manter a ilusão
De que o ouvir
Ou não ouvir,
Não importa!
 
Manter essa ilusão
Como uma verdade
Inconsciente ou não.
 
Retratar, revelar,
Mostrar no rosto
Um outro rosto
E esquecer os outros rostos,
Perdidos na noite
Escura e agreste
Dos silêncios,
De quem não ouve
De quem não sabe…
 
Que não torna
A Ouvir!
 
Retratar sempre e sempre
E amar!
 
Maria Luísa Adães
 
 
 
 
 
 

 



publicado por M.Luísa Adães às 15:32
link do post | comentar | ver comentários (43) | adicionar aos favoritos
|

Quarta-feira, 15 de Abril de 2009
ROSAS VERMELHAS

 

 Imagem Internet / Salvador Dali

 

 

Pedi um ramo de rosas
Vermelhas
Sensuais,
Salpicadas de orvalho,
Ardentes,
Como nós somos.
 
E tu de olhar solene
Recusaste sem falar,
As rosas vermelhas
Do meu sonho
De encantar.
 
Recusaste,
Não analisaste
Indiferente
Ao meu pedir,
Por eu escrever
Sobre as rosas
Do meu jardim
E não escrever
Do meu amor por ti.
 
 
Recusaste,
Olhaste em frente
Absorto
- E que viste?
 
Rosas de várias cores
Desfolhando luz e amor
No jardim de mil tons,
Mas sem o calor
Das rosas vermelhas de cor,
Do meu amor sensual, ardente.
 
E faço gáudio
Em ter rosas vermelhas,
Como o sangue
Que grita,
Como o sensual
Que exalta
E nos lembra
O primeiro amor,
Feito de fogo e dor.
 
Mas nunca mais esquece,
O calor daquele fado
Que canta, sem cantar,
E o que se escreve
Sem escrever.
 
E por tudo isso
Recusaste,
As rosas vermelhas
Que te pedi.
 
Que cruel foste,
Meu amor!
 
Maria Luísa Adães
 


publicado por M.Luísa Adães às 04:53
link do post | comentar | ver comentários (77) | adicionar aos favoritos
|

Terça-feira, 7 de Abril de 2009
HÁ TUDO!

 

 Imagem Internet / Salvador Dali/ Paixão de Cristo

   

Há tudo,
Nada vou dizer
Nada há nada a saber!
 
Mas há tudo a sentir!
 
Apenas sentir,
Melhor do que dizer
Dizer não me pertence,
Está-me interdito
O dizer…
 
Apenas escrevo,
Coisas simuladas
Escondidas,
Dispersas,
Não dão para entender!
 
Assim eu vivo,
Entre a verdade e a ficção
Numa forma de dizer
Que não é minha!
 
Me foi imposta
Por alguém
Há muito tempo
E eu não sei quem.
 
- Foste tu?
 Que olhas para mim
   De olhar fugidio e cúmplice
- Foste tu?
 
Lá ao fundo, a plataforma
Onde todos vão passar,
Brilha com fulgor Diamantino.
 
Porquê lutar?
A plataforma flutua
Esperando
Uma vez mais…
Ou a culpa foi minha
Por te ter aceitado,
Amado e acreditado em ti?
 
Que instante de loucura
Mas quem sabia?
Ninguém sabia,
Nem eu sabia!
 
Este, aquele e o outro
Para lá caminham,
Oscilando,
Tremendo,
Gemendo,
Mas descem
Como todos os outros.
 
Há tudo a oscilar
Há tudo a sentir
Há tudo!
 
A barreira afunda,
Vem ao cimo,
Flutua
E me puxa
E eu olho
E vejo tudo,
Não falta nada!
 
Mas te peço,
Não venhas comigo
Meu amor,
Não te percas
Neste caminho de dor,
Não quero que aconteça
Contigo!
 
Há tudo!
Não há nada a dizer,
Não há nada a saber.
 
Não venhas,
Não me sigas,
Esquece-me
E vive,
A tua Vida!
 
Um dia,
Talvez te conte
E tu entendas.
 
Um dia,
Quando eu entender!...

 

 Maria Luísa Adães

 

 



publicado por M.Luísa Adães às 14:47
link do post | comentar | ver comentários (100) | adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 2 de Abril de 2009
PARTILHEI CONTIGO...

 

 

 Imagem internet/   Salvador Dali/ Escultura

 

 

 
Partilhei contigo
Todas as coisas,
Todas as dificuldades,
Todos os anseios,
Todas as dúvidas.
 
Partilhei contigo!
 
Toda a nossa vida,
Todos os nossos sonhos,
Todos os momentos
De exaltação íntima,
Todos os esplendores
Das rosas luminosas,
Do nosso jardim.
 
Partilhei contigo!
 
O desgosto,
A mágoa,
A incerteza,
A alegria,
Os lutos que  surgiam,
No nosso dia a dia.
 
Partilhei contigo!
 
Toda a minha ânsia de amar,
De concretizar esse amor,
De dar, de acalmar
De distribuir
De chorar e de viver,
Com alegria.
 
Partilhei contigo!
 
Agora chegou a minha vez
De partilhares comigo,
 
As dúvidas,
As incertezas,
Os medos
Deste instante
Que se avizinha,
Menos feliz
Menos exuberante,
Mais preocupante.
 
Te peço!
 
Partilha-o comigo,
Com o teu encanto
E a luz diáfana
Que Deus te deu
Neste instante,
Onde Tudo desapareceu.
 
Agora preciso de ti!
 
Que partilhes comigo
Este momento de dúvida
E de dor,
 
Partilha comigo,
Sê meu amigo
Eu partilhei contigo!
 
É um momento preocupante,
Partilha-o comigo
Como eu tenho partilhado contigo.
 
Este tempo de expectativa
Que angustia
Qualquer Um!
 
Vem e sê meu amigo,
Preciso de ti!
 
Maria Luísa Adães
           

 

 



publicado por M.Luísa Adães às 07:00
link do post | comentar | ver comentários (66) | adicionar aos favoritos
|

Sábado, 28 de Março de 2009
ELE SABIA!...

 

 

 

Imagem Internet/ Salvador Dali

 

 

 

Onde se reflecte ódio
E abomina amor.
 

 

Ele não amava
Nada sentia por mim,
Mas não esquecia
Que se vingava
De forma fria
De alguém
Que o amava.
 
 
Ele sabia!...
 
 
Mas com alegria
Nefasta e rude
Perseguia e matava,
 
 
Sentimentos,
Alegria,
Amor,
Vida
E a luz que iluminava.
 
 
Ele sabia!...
 
 
E tarde, muito tarde
Entendi
Que apenas eu dava
Que apenas eu amava.
 
 
Mas ele sabia!...
 
 
Mas dizia:
_ Falas,
Magoas,
Dizes irrealidades
Menos boas,
Mas não reflectes
Qualquer verdade.
 
 
Ele sabia o que dizia
Ele sabia!...
 
 
Ouvi e calei
Chorei e senti
A mágoa de quem parte
Sem saber que parte
E esgrime palavras insanas,
Onde se reflecte ódio
E abomina amor.
 
 
Mas ele sabia!...
 
 
Soube sempre o que dizia
Eu nunca quis acreditar,
Continuava a amar! …
 
 Maria Luísa Adães

 



publicado por M.Luísa Adães às 08:16
link do post | comentar | ver comentários (71) | adicionar aos favoritos
|

Domingo, 22 de Março de 2009
QUANDO TE AMO...

 

 Imagem Internet / Salvador Dali
 
 
 

Quando te amo,

Nasço e morro

Renasço de cinzas

De rosas queimadas

De fogo ateado

Nas árvores dispersas.

 

 

O teu lado,

O meu lado,

Escondendo

O teu corpo e o meu,

Das minhas fantasias

De poeta.

 

 

E subo, como poeta que sou

Ao Altar do sacrifício,

Olho numa despedida

A Via-sacra,

Como a subida de um justo

Na hora da partida

A procurar o lugar,

Onde se propõe descansar.

 

 

Eu olho, sem saber quem sou

Sem saber quem procuro

Sem saber onde vou...

 

 

Mas olho, por detrás das árvores

A cobrirem nosso espaço,

Nosso espaço de amor

Nossa cama floreada

De mil cores

Nosso respirar ofegante

A descansar,

Da luta do instante.

 

 

Abro meus olhos

Enquanto dormes

Enquanto descansas

Dos jogos de amor,

Ensinados por mim

Aprendidos a primor

Por ti...dormes, descansas.

 

 

Eu olho o submerso,

Onde tantos se debatem

E se prendem

Sem salvar.

 

E desço, uma vez única

Para escrever meus versos

E dar a saber,

Àquele que se perdeu

No Caminho de regresso.

 

Volto ao meu mundo,

Por ti, adormecido

E por Eles!

 

 

- E Eles sabem?

- Não, não sabem.

 

Mas não importa saber!

 

Importa é que volto por Eles

E por ti, meu Amor!

 

Maria Luísa Adães

 

 

FreeStyle/ ao poema "Quando te amo..."

 

"Amar é"

Como ter um anjo ao lado

E passear com ele, lado a lado.

 

Tu...

Com o narizinho frio,

abotoado dentro desse casaco

Eu com o vento nas costas...

é como proteger-se do mundo

e de um longo Inverno.

 

Amar é...

Os lençois onde deixas o teu perfume.

 

Amar é...

Fazer amor aqui...

onde as estrelas só podem olhar

se formos nós dois.

Dois como os teus olhos

que são estrelas só minhas

e um abraço onde trocamos

o teu amor com o meu.

 

Vês meu amor...

O tempo é incolor

e move a vida à nossa volta,

assim como move o mar.

 

Amar é...

Às vezes o que fica parado

numa fotografia.

Tu em primeiro plano

e atrás um céu descolorido,

eu ao teu lado com uma expressão

a querer dizer:

não te deixarei nunca!

 

Se amar é...

Respirar os dois o mesmo respiro

- como fazias antes de me conhecer?

 

Amar é...

tu apontares o dedo no meu peito

e fazeres um desenho

o desenho de um coração,

o teu coração sobre o meu.

 

Amar é...

Como uma dança lenta

e a música que soa é vida,

é a dança das almas entrelaçadas.

 

Amar é...

Os teus cabelos que enxugam

o meu rosto

é : - Como estás, meu amor?

 

Amar é...

Dizer sim...

é como uma Igreja,

onde lá no fundo...

Vem um véu branco

ao nosso encontro.

É um voo de cegonhas

num campo verde.

É : dorme bem meu amor!

 

Vês meu amor...Deixa que o tempo

mude tudo à nossa volta

e que entre nós seja sempre

como se fosse,

o Primeiro Dia.

 

FreeStyle ao poema  "Quando te Amo..."

 

Obrigada,

Maria Luísa Adães

 



publicado por M.Luísa Adães às 10:25
link do post | comentar | ver comentários (67) | adicionar aos favoritos
|

Quarta-feira, 18 de Março de 2009
NEM SEMPRE!

 

 

 

 

  

 

 Imagem Internet / Salvador Dali

 

 

 
 
Nem sempre se fala de amor,
Nem sempre se fala de nostalgia,
Nem sempre se fala o que se pensa,
Nem sempre se fala o que se sente,
Nem sempre se vive de euforia!
 
 
Nem sempre!
 
 
Apenas tu existes
No meu dizer de poeta,
Apenas tu me chamas de poeta,
Apenas tu sabes que sou poeta,
Apenas tu…e ninguém mais!
 
 
Nem sempre existo!
 
 
E vivo no encontro e desencontro
Do que sou,
Vivo da minha ilusão,
Vivo da minha insensatez
E da minha lealdade
 
 
 
Que ninguém sabe
Que ninguém vê
Que ninguém sente
Ou pressente,
Este meu dizer…
 
 
Nem sempre!
 
 
Tentem lembrar este meu canto,
Tentem apreciar
E não esquecer
Q que não vê
O que não sente.  
 
 
Nem sempre, assim é!
 
 
E a solidão e a luz da noite,
Cobrem com seu manto
Os céus e as estrelas
De quebranto…
.
 
Nem sempre!
 
 
Apenas eu fico,
Apenas eu espero,
Apenas eu suplico,
Talvez por ser poeta
Esquecido!
 
 
Nem sempre, eu sou!
 
 
Mas fico sempre esperando
Até àquele dia,
Perto ou distante,
Onde te possa encontrar
Beijar e amar
Sem parar,
Como se o meu mundo
Fosse morrer,
Naquele instante.
 
 
Nem sempre sinto,
Nem sempre!
 
 
E eu morro,
No desejo
Do meu Canto.
 
 
Nem sempre, eu morro!
 
 
Tudo o resto,
É poeira
E ar.
 
 
Mas nem sempre
Eu reparo,
Naquele instante.
 
 
Tento olvidar,
O meu dizer
De poeta
Por algum tempo,
 
 
O Teu Tempo...
E esquecer!
 
 
Maria Luísa adães

 

But God, to us is whispering

 

Oferecido por João Chamiço

"Aqui, no Observantes"

Quanto às regras, são as seguintes:

 

. Postar o prémio,

. Postar quem o ofereceu;

. Postar 5 blogs a quem vou passar.

 

planeta-sol

 

Maria

 

Estrelinha

 

Tibéu

 

Maripossa.

 

Felicidades para todos,

 

Maria Luísa

 



publicado por M.Luísa Adães às 13:01
link do post | comentar | ver comentários (60) | adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 12 de Março de 2009
A CONFIANÇA - Desafio

 

 

 cuidandodemim,   Estrelinha,   aí têm o Poema.

 

 

 

Um poema sobre "A Confiança"

 

 

 

 

 

Alguém me confiou,
Alguém me contou,
Alguém me falou,
Do meu amor por ti
Do teu amor por mim
E da confiança que nos juntou.
 
Aprendi a viver assim!
 
Aprendi a confiar
Sem te conhecer,
Sem heroísmos.
 
Agora eu sei, um pouco mais…
 
A confiança nos juntou,
A confiança nos elevou,
A confiança nos envolveu,
A confiança nos casou!
 
Tornou-se num sentimento
Ardente,
Num Jogo de Amor presente,
Nunca abandonado
Nunca olvidado.
 
Agora eu sei, um pouco mais…
 
Anos de confiança radiante
Tempos de confiança delirante!
E ao partir, levo comigo
O que aprendi contigo!
 
A Confiar no reencontro
Como Almas Gémeas
Que se amam,
Beijam e transformam
O rodopiar do instante
Confiante,
 
Num Novo Dia!
 
Maria Luísa Adães 
 
 E os 8 bloggers desafiados a escrever um poema
sobre a Confiança, são:
 
planeta-sol,  linhaseletras,  picarota,  tibeu,  oriona,
jcpfilho,  sonhosolitario,  Maria.
 
Agora passam a 8 bloggers e comentar sempre
no blogs a quem propôem e de quem vos propôs
e colocar a imagem do desafio.
 
Felicidades,
 
Maria luísa
 
 
 
From: http://darklady.blogs.sapo.pt

 



publicado por M.Luísa Adães às 19:20
link do post | comentar | ver comentários (80) | adicionar aos favoritos
|

Quarta-feira, 11 de Março de 2009
FONTE

 

Imagem Internet / Salvador Dali

     
 Família Maldonado/ brasão

 
 
Ela amava a solidão,
Depois de esgotar o amor
E a Fonte desse amor.
 
 
Recolhia-se ao lugar escolhido,
Na colina silenciosa
E a água corria temerosa.
 
 
Orava nessa solidão,
Num silêncio que se renova
E retorna consumado, nessa prova.
 
 
E brotavam dessas águas,
Dessa Fonte que falava
O amor esperado e encontrado.
 
 
Longe da multidão,
O som alegre titubeante
De quem não estava.
 
 
E a calma silenciosa,
Da solidão vivida a dois
Como se fossem um só.
 
 
Os envolvia nessa tarde sinuosa,
Onde se cantava ao longe
E ali se amava no final do dia.
 
 
E a sombra descia,
E os encantava
Em novos jogos de amor.
 
 
E a água da Fonte escondia,
Os outros sons que se ouvia
E o grito rouco que gemia.
 
 
E jogavam como sombras,
Num mundo de magia
Num términos de nostalgia.
 
 
-Que belo final do dia,
Tu me deste meu amor
E eu te dei tudo, como sabia…
 
 
E tu gostas deste amor,
Desta fonte de água fria
A gotejar bolhas fugidias.
 
 
A aparecer,
A acabar,
A cintilar,
A esmorecer
 
 
No Final
De um Novo Dia!
 
Maria Luísa Adães
 
 
 
http://olharindiscreto.blogs.sapo.pt
 
 
Victor Vasnetsov
 


publicado por M.Luísa Adães às 11:53
link do post | comentar | ver comentários (43) | adicionar aos favoritos
|

Domingo, 1 de Março de 2009
OUVIR!...

 

 

 

Salvador Dali - Imagem internet
 
 
 
Ouvi falar da tua transformação,
Ouvi dizer do teu afecto por mim!
 
 
Ouvi o teu pensamento,
Apanhei-o nas asas do Vento
E soube dos limites do meu tempo!
 
 
Ouvi de ouvidos fechados,
Ouvi com as minhas dificuldades
E não gostei dessa verdade!
 
 
Ouvi o canto de várias vozes,
Ouvi os ecos do silêncio a dizer:
- Eu estou aqui!...
 
 
Ouvi o Rouxinol Persa e das Índias,
Ouvi com este ouvido
Que se perdeu no burburinho do mundo!
 
 
Ouvi a mudança da voz do vento,
Ouvi a mudança da minha voz
Louca, envolvente, a lembrar o Oriente!
 
 
Interessa-me a Eternidade
À qual não posso fugir,
Mas acredita…
 
“ Gosto de viver “!
 
 
Não me tires esta ânsia,
Esta alegria que eu sinto
Quando te vejo ou te pressinto!
 
 
E te peço –:
 
Ama-me,
Como da primeira vez!
 
 
Maria Luísa Adães
 
 
 
Maldonado
Família Maldonado/ Brasão
 
 
 
 
 Palácio/ Quinta da Bacalhoa/ Azeitão
  

  

 

http://darklady.blogs.sapo.pt

Troféu do Amigo

 

hppt://lobasilveira.blogs.sapo.pt

Prémio/ Offer



publicado por M.Luísa Adães às 15:01
link do post | comentar | ver comentários (70) | adicionar aos favoritos
|

Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009
IMAGINAÇÃO

 

 

 

 

 

 Evelyn de Morgan / imagem Internet

 

 
 
 
É tudo imaginação?...
 Mas não é,
 É tudo memória!...
 
 
Eu digo,
Tu finges não entender …
E assim não aceitas
Esta forma de dizer!
 
 
Não aceitas o cantar
Destes versos,
Não aceitas o amor
De quem os canta …
Não aceitas!
 
 
É tudo imaginação
Dizes tu!
Não, não é …
É tudo memória?
Não, não é …
 
 
Queiras ou não
É o nosso viver,
De coisas esquecidas
Adoradas,
Amadas,
Perdidas …
 
 
Eu sei amar,
Eu sei aceitar,
Eu sei acreditar
E …de forma só minha,
Chego ao teu altar!
 
 
E tu não aceitas
Eu nada dizer …
Fazer do silêncio
Um Escudo de entender,
Apenas chegar ao teu lugar
Te abraçar, te amar e calar
O meu sentir
E mais tarde
… O traduzir
Nos versos meus!
 
 
Não aceitas!
Mas sabes …
É tudo memória!
E só ela transmite para mim,
Mas eu transmito para ti
As palavras tímidas
De quem gosta
Do amor,
Da entrega a esse amor
E do silêncio protector
Dessa mesma entrega.
 
 
Esse amor,
Veio para servir
Morrer
E esquecer …
 
 
E depois de tudo isto,
Apenas tu existes!
 
 
 
E pergunto:
...Quem és tu?
 
 
Não há resposta! …
 
 Maria Luísa Adães
 
 
 Maldonado
Família Maldonado/ Brasão
 
   
 
Quinta da Bacalhoa/ Azeitão
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://tibeu.blogs.sapo.pt
Amigos
 
 
Troféu do Amigo atribuido a blogs
charmosos. Estes blogueiros têm
o objectivo de serem Amigos.
A Esperança é que os laços deste
troféu quando cortados, mais
amizades sejam propagadas.
Ofereço a cinco blogs :
 
 
 
Planeta-Sol
 
Poetaporkdeusker
 
jcpfilho
 
Oriona
 
 
cuidandodemim 
 

http://paredesdecoura.blogs.sapo.pt 

 

 

http://simplesmentemanuela.blogspot.com/

Offer!

 

Victor Vasnetsov

 

 

 



publicado por M.Luísa Adães às 07:00
link do post | comentar | ver comentários (72) | adicionar aos favoritos
|

Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009
CARTA! ...

 

 

 

 
Nesta forma de escrever, fujo à contagem
da palavra a condizer, com a anterior. 
As minhas palavras são livres e espontâneas,
formam figuras inquietas, num cenário natural.
 
 
 
Alguém pergunta: - não é clássica?
Eu não respondo …
Perguntas de quem não entende,
A essas, eu não respondo …
 
 
Deixa-me acreditar
Que tudo isto é verdade!
 
 Deixa-me ouvir
Censuras inesperadas,
Deixa-me pensar
Que tudo vai acontecer
Como eu espero,
Deixa-me brindar
Ao que os outros
Não conhecem
E não sabem
E não podem saber!
 
 
Deixa-me acreditar
E não vacilar,
Deixa-me jogar este jogo
E ganhar
Deixa-me voar
E regressar
E não sofrer
Nesse regresso!
 
 
Deixa-me esquecer,
O Mal disfarçado de Bem
E não reconhecer
Um, ou o outro …
Deixa que isso aconteça!
Por favor …
 
 
Deixa-me esquecer,
A insensatez
Na qual acreditei,
Deixa-me ter a coragem
De não recordar,
Os que por medo
Me esquecem!
 
 
Deixa-me ficar em Paz,
Escutar o que dizem
E esconder o meu dizer!
 
 
Deixa-me ser como gosto,
Repudiar algemas
Continuar o caminho
Escolhido por ti
E aceite por mim!
 
 
Deixa-me confiar nos sonhos,
Como os entendo
E os sinto
E ser submissa
E humilde
A esses sonhos!
 
 
Deixa-me envolver
O meu corpo no teu,
A tua mão fresca na minha
E sorrir! …
 
Deixa-me entregar,
Todo o meu ser
E gritar bem alto
À liberdade
Escolhida por mim!
 
 
Deixa-me viver,
Este amor louco e profundo
E mostrar ao mundo
Este amor escolhido
E adorado por mim!
 
 
Deixa-me ser espontânea,
Sem medos do entardecer
Sem medos da própria vida
E do final,
Dessa mesma vida!
 
 
Recuso o acabar desta Carta!
Fico dentro dela,
A viver num recanto
Com Ela
E esperar o teu amor
E viver com Ele
E para Ele
E nunca acabar!...
   
 
Eu nada sou!...
Ou sou, um pouco mais
Contigo!
 
Maria Luísa Adães
 
 

Família Maldonado  / Brasão

 

 

http://olharindiscreto.blogs.sapo.pt

 

 

http://jiana.blogs.sapo.pt / offer

 

 

 

 

Em resposta a Tibéu,

na possível definição do Amor.

 

 

 

Convido a responder ao meu improviso:

 

 

Planeta-Sol

 

 

Linhaseletras

 

 

tintasdasara

 

 

But God, to us is whispering  
 
AMOR – I
 
Hoje idealizei o Amor,
O amor que não esquece
E aquece tudo à sua volta!
 
Hoje eu esperei o Amor,
E me deu um novo mundo
No meu sentir!
 
Hoje senti, a necessidade
Urgente do Amor,
Para além das fronteiras!
 
Hoje escrevi sobre o Amor
E ouvi o murmúrio dos ecos
Desse Amor!
 
Hoje idealizei tudo,
Vestido de Amor
E Ele passou ao mundo!
 
E comigo
E para todos,
Tomou a forma física
Do Amor!
 
Amor profundo,
Amor quente,
Amor corajoso,
Amor sublime,
Amor generoso!
 
Hoje te dei tudo,
Em troca do Amor
E do calor humano!
 
Hoje te dei o Amor
Para salvar o mundo,
Composto de crianças
Homens, mulheres ausentes,
Dessa PALAVRA.
 
Que não se traduz,
Nasce…noutro lugar…
E perde-se no caminho
Das Fronteiras …
 
Fechadas ás súplicas
Dos deserdados,
Do Amor...
 

Maggie/ Amor!

Offer to you/ M. Luísa Adães



publicado por M.Luísa Adães às 13:25
link do post | comentar | ver comentários (95) | adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009
PERGUNTO!...

 

 

 

 

  

 
 Talantbek Chekirov
 
 
 
Fiz tudo quanto me foi dado fazer?...
 
 
 
Perdi-me nos tropeços do caminho
Para te ver,
Fragilizei a minha batalha
Por confiar em ti!
 
 
Esqueci as minhas unidades de defesa
E fiquei isolada em campo aberto
E não espero a compreensão
Dos exaltados,
Ansiosos e sedentos de esgrimir!
 
 
Afastei-me do mundo sem temor
Mas com mágoa,
Criei um espaço invisível
Onde vou esperar o meu regresso
E quero regressar!
Por ti,
Por mim,
Por todos.
 
 
Procuro o meu jardim,
Onde chegam as luzes da cidade
E as músicas plangentes
Que tocam instrumentos calados.
 
 
Contemplo as flores
De várias cores…
Encontro nelas a beleza
Dos meus sonhos,
Encontro a frieza  
Dos meus enganos…
 
 
Ajuda-me a chorar!
E o meu olhar lavado
Se torne mais vivo,
Até chegar à alegria e ao riso.
 
 
Vibro em todo o meu ser
E não esqueço os que me amam
Aqueles a quem amo
E a ti meu amor,
A ti que me foste dado
Nesta Terra prometida
 
 
Que nos foi oferecida
Para nos amarmos
Desejarmos
E vivermos,
O que nos for dado viver!...
 
 M. Luísa Adães
 
 
http://www.courense.hi5.com 
 

 

 

Família Maldonado / Brasão

 



publicado por M.Luísa Adães às 16:39
link do post | comentar | ver comentários (36) | adicionar aos favoritos
|

Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009
PALAVRAS!...

 

 

 

 
 
Jean Delville  /  Imagem internet
 
 
Quero amar-te mais
E sempre mais,
Dar-te o corpo e a alma,
Mas não dou as Palavras …
As palavras são minhas,
Só escrevo o que quero
Só digo o que posso dizer
Tudo o resto,
É fantasia tua e dos outros.
 
Só eu sei dos meus silêncios,
Das minhas dores,
Dos meus sofismas,
Só eu sei!
Mas quero amar-te
Acima de todas as dúvidas,
Acima de todas as intolerâncias,
Acima dos legados
Dados por mim
E alguns recusados!...
 
Apenas tu existes
No meu sentir!
Acredita,
Aproxima-te,
Vem até mim
E saboreia o encanto
Do Poeta que tudo dá
Que tudo canta,
Em horas mortas
E acorda em horas vivas,
Num outro Lugar.
 
Mas acredita, neste amor
Maior do que o tempo
Que nos resta …
E vem, sempre e sempre
Uma vez mais
E saboreia a ternura subtil
E quente,
Deste vulcão que canta
E se expande de seguida
E usa as Palavras
Do meu encanto!
 
Mas não sou tua
Nem de ninguém,
Apenas a contradição
De mim mesma!
 
E existo nas palavras que digo
E que escrevo
Tudo o resto é silêncio
E vozes caladas!
 
Mas amo-te!
 
Tão diferente o dizer…
 
Daquilo que se faz
Com outro intento
E é tormento,
De amor e desejo
Ao mesmo tempo …
 
Maria Luísa Adães
Offer/  http://jiana.blogs.sapo.pt
mafalda/ entre a morte e a vida ... um estado de alma!
 
 
From:  http://olharindiscreto.blogs.sapo.pt  /offer


publicado por M.Luísa Adães às 20:39
link do post | comentar | ver comentários (40) | adicionar aos favoritos
|

Sábado, 31 de Janeiro de 2009
AMOR!...

 

 

 

 

 Edvard Munch/  Imagem Internet

 

   

Tu já tinhas um nome
Eu não sei
Se eras fonte ou brisa
Ou mar ou flor,
 
Mas nos meus versos
Vou chamar-te Amor …
 
Posso fazê-lo?
Não te incomoda?
Posso dizê-lo?
Sim? …
Então chamo-te amor!
Tu autorizas,
Eu não engano!
 
E te conto:
 
Fazia muito frio
Eu queria conversar,
Mas o som das Palavras
Não saía,
Do fundo do meu mar.
 
Ficavam presas
Num local profundo
E não saíam …
Como podiam voltar?
E encontrar um lugar
Onde fosse possível jogar,
Um jogo manso
De palavras subtis
E mágicas,
Do verbo Amar…
 
As minhas Palavras!...
 
E são minhas?
Ou tuas?
Ou aprendidas
Aqui e ali? …
 
As palavras voam
Quando saem
Vão e vêm
Com o Vento
Que as acumula
E as transforma
Num chamar
Constante,
Plangente,
Vibrante ou triste,
Como o que não existe …
 
Mas tudo existe
Tudo tem vida,
Um Alfa
E um Ómega,
Voltados, um para o outro!
 
Como Aquele
Que decidirá
De mim,
De ti,
De todos,
 
Como o destino do Mundo!
 
Maria Luísa O. M. Adães
 
 
Oferta: http://olharindiscreto.blogs.sapo.pt   Agradeço!

oferta: http://jiana.blogs.sapo.pt/  Agradeço!



publicado por M.Luísa Adães às 18:59
link do post | comentar | ver comentários (48) | adicionar aos favoritos
|

Sábado, 24 de Janeiro de 2009
CONFESSO!...

 

 

 

 

 

Não por arte que se diz a verdade,
Mas por acaso.
 
Eu criatura finita
Sou peregrina
Da Criatura Infinita…
 
Santo Agostinho
 
 
 
CONFESSO:
 
Deu-me o mundo
O Amor
Os filhos
Os netos
O meu pedido,
Para meu conforto
E meu alento …
 
Deu-me uma luz imutável
Muito acima da minha luz
Para me acender
E me iluminar
O caminho instável.
 
Eu não soube entender!
 
Desci ao escuro do mundo
Perdi a minha luz imutável,
As trevas
Cantaram,
Dominaram,
Manipularam,
Venceram.
 
Eu não soube entender!
 
Falei ao meu amor,
Pedi mais amor
E muito mais…
Para calar esta Alma
Sedenta do esplendor
Do inútil
Que tudo leva
E nada dá …
 
As vozes caladas
Não se assombraram
Só eu as ouvia,
Mas não entendi …
Não soube contar o tempo
Não me interessou esse contar …
 
E me interrogo:
Onde está a luz,
Onde está o esplendor,
Onde está o amor,
Onde está escrita
A minha dor? …
 
Não pude partir
Não havia Espaço
Para mim,
Apático ao meu sentir
Perdi-me …
Recolhi-me ao interior
Do meu clamor
E ninguém se atreva
A perguntar-me
 
Que é isto
Que tu dizes?...
 
Eu não soube entender
Não posso responder! …
 
 
Maria Luísa

Oferta: http://planeta-sol.blogs.sapo.pt

Agradeço sensibilizada o lembrar, do meu blogs/ Maria Luísa

 

oferta: http://miminhosdoblogando.blogs.sapo.pt 



publicado por M.Luísa Adães às 13:00
link do post | comentar | ver comentários (52) | adicionar aos favoritos
|

Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009
RECORDO!...

 

 

  

Recordo!...
 
A chuva cai,
Cai direita
Como se fosse medida,
Estudada …
 
Os trovões falam,
De alvoradas
Há muito esquecidas
E me trazem à lembrança
A agonia de lágrimas caídas
Certas,
Como se fossem medidas.
 
O pensamento é triste,
Caminha ao som da chuva
Que subsiste
Neste instante,
Batida por vento agreste,
 
Vindo não sei donde.
 
Recordo,
Essa manhã em que escrevi ...
 
Recordo,
A ternura que senti
Quando te reconheci
E depois te perdi
E mais tarde,
Esqueci …
 
Recordo,
As lágrimas que chorei e choro
E me deixo embalar pela chuva
Pois os aplausos às Palavras
Proferidas em tempos,
Pararam …
 
Recordo,
A chuva cai
Outra vez
E outra vez,
Direita
Como se fosse medida,
Avaliada,
Estudada,
Conjugada.
 
Olha!
Aqui está a minha
Herança …
 
Vem!
É tua,
Pertence-te,
Leva-a contigo
E deixa-me só
No esquecimento,
 
Reduzida ao Nada!
 
Maria Luísa
 
 
Do blogs amigo: http://planeta-sol.blogs.sapo.pt
 agradeço sensibilizada, a oferta e o carinho/    Maria luísa

 



publicado por M.Luísa Adães às 15:19
link do post | comentar | ver comentários (54) | adicionar aos favoritos
|

http://planeta-sol.blogs.sapo.pt

  

 

 

 

 

 

 Oferta ao Poema Silêncio/ Obrigada - Maria Luísa e Maggie

 

 



publicado por M.Luísa Adães às 11:26
link do post | comentar | ver comentários (2) | adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 1 de Janeiro de 2009
SILÊNCIO!...

 

 

 

 

 
 
 
Calem as vozes! …
 
Deixem o silêncio entrar,
Deixem o sino tocar
…. muito ao longe,
Deixem-me chorar,
Deixem o lamento clamar,
Deixem aprender a caminhar!
 
Mas calem as vozes!...
 
Eu não entendo,
Não sei dizer,
Não sei escrever
O momento real,
Do que parte
E não volta…
 
Calem as vozes!...
 
Eu quero entender o silêncio
Procurar no escuro,
A luz pálida da saída
E encontrar o amor,
A ternura do amor,
O esplendor do abraço
Do teu abraço
E não esquecer…
 
Mas calem as vozes!...Por favor…
 
Alguém me disse,
Alguém amigo,
Alguém, cujo encontro comigo,
Terminou… contigo!
E esse Alguém disse:
 
“A Maggie morreu”!
 
Calem as vozes!...
 
Deixem a noite formar
Figuras desconexas
Grupos tétricos
Desolados, perdidos,
Até que a luz possa chegar…
 
Procuro escrever
No escuro que se fez
E encontrar,
O teu fato branco
Malhado de preto
E sussurrar,
Quanto me deste,
Quanto ajudaste,
Quanto me amaste!
 
Calem as vozes!...
 
Deixem o silêncio falar,
O instante é único
E último…
Quem mais vai lembrar?
 
Só as lágrimas do meu pranto
Iluminam o lugar!...
 
A Maggie morreu!
 
Calem todas as vozes!               
Por favor…
Por Ela e por Mim…
 
Agradeço,
 
Maria Luísa

DO Amigo  http://sonhosolitario.blogs.sapo.pt    - Agradeço a sensibilidade da oferta

 

 

 

 

 

http://poetaporkdeusker.blogs.sapo.pt    

Agradeço

 

De neoabjeccionismo a 3 de Janeiro de 2009 às 23:13
Maria Luísa.

A poeta canta a morte,
a ausência que a morte inexoràvelmente provoca,
e pede que o silêncio a reconforte
de regresso à casa vazia, a sua toca
de onde ausente sentiu e soube que partira
a eterna companheira que em silêncio invoca

As palavras são escritas num cântico de silêncio
e levam à poeta amor reconfortante
que eu aqui e além prometo e potencio
na minha alma etérea e pura de amante
para que cesssem as vozes e se ouça o anúncio
que a Maggie é paz é amor em mim pensante

Cessem as vozes os sussurros, pede a poeta
para que repouse em paz a fiel amiga que partiu
que fale apenas o silêncio da palavra concreta
que exalta o amor e o carinho que ela sentiu
junto à minha dor e elejo a ternura como meta
que a Maggie seja um símbolo que o amor uniu

Um beijo e uma saudade Maria Luísa
Neo,
 
RESPOSTA  do Amigo Neoabjeccionismo  ao" Poema Silêncio" / Agradeço e nada mais posso dizer.

 

_

De : http://poetaporkdeuskere/.blogs.sapo.pt  

 -  Oferta/   Agradeço a forma gentil e a lembrança do m/blogs

 

 

Ela"

de suave e doce coração,

com sua ternura,

sua amizade

e sua beleza,

Mesmo nos dias de tristeza

     mostra a beleza

     do seu coração,

     nos poemas "Só Dela"... / http://sonhosolitario.blogs.sapo.pt Homenagem/Amizade. Agradeço!

 

 



publicado por M.Luísa Adães às 15:11
link do post | comentar | ver comentários (58) | adicionar aos favoritos
|

Terça-feira, 2 de Dezembro de 2008
NATAL!...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As estrelas são o meu manto,
Não espero apenas o Mestre
E o Profeta iluminado,
Espero a consumação iminente dos séculos
Aquele que decidirá de nós, como o destino do Mundo …
 
 
A Concertina tocava!
 
Um cãozinho pedia
Uma esmola
Não para ele,
Para aquele
Que nele mandava.
 
A concertina tocava!
 
Como contar
Que se passava
Naquele viver
Triste a impontar.
 
A concertina tocava!
 
Deslocada nesta Cidade
Não pertencia à Cidade,
Pertencia àquele que tocava
E ao cãozinho que pedia
De olhos tristes
A quem passava!
 
Olhei,
Parei,
Analisei,
Senti,
Chorei …
 
E ele continuava a tocar
Não sei que toada
E o cãozinho cumpria
Um destino
Que não lhe pertencia!
 
Eu parti amargurada
Sem saber que fazer
E não fiz nada!
 
A concertina tocava!
 
Não sei que melodia
E eu derramei lágrimas
Escondidas
Contidas
No meu ser,
Mas nada pude fazer!
 
A concertina tocava!
 
Eu de olhos tristes
Chorava,
O rapaz tocava
O cãozinho pedia
Nada sabia,
Do tempo
Que se aproximava!
 
E se o mundo sorrisse
E nos desse a mão
E nos conduzisse?
 
Que bom seria …
 
Era Natal!
Nada mais havia
E ele e o cãozinho
Nada sabiam …
 
Esperavam travar
O seu próprio Destino
Ao som,
Dessa concertina que tocava!
 
E tudo passava
E poucos ouviam
O som,
Daquele instrumento
Que pedia!...
 
Era Natal! …
O Amor
 Seria o Principal,
Naquele dia…
 
Só a concertina gemia
E acompanhava
Os que pediam!
 
Maria Luísa Adães
 
 
    

 Recados de Aniversário

http://miminhosdoblogando.blogs.sapo.pt

                                              http://linhaseletras.blogs.sapo.pt/                              

 Do amigo: http://sonhosolitario.blogs.sapo.pt   /Agradeço/    

 

 

 

 

de: aminhadortemoteunome/ Obrigada

 

  

http://sonhosolitario.blogs.sapo.pt Agradeço - Maria Luísa-

 

http://sonhosolitario.blogs.sapo.pt Agradeço -Obrigada                                   



publicado por M.Luísa Adães às 16:20
link do post | comentar | ver comentários (86) | adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008
HOJE!...

 

 

 

 Imagem Internet - Salvador Dali 

 

 

 

No Silêncio!...
 
Na calma e no silêncio da noite…
Voltada para a inteireza, para a consequência prática,
Para a pureza interior, eu escrevo para todos os Amigos
Que me acompanharam, ao longo de um Ano.
Para eles, recordo a sua assiduidade em ler e reler o que escrevo
…e agradece a todos, dia após dia …
 
“Mais um dia!”…
 
 
Hoje, acordei cedo e comecei a recordar
Aquele tempo abstracto,
Misturado com o instante presente.
 
Hoje, havia estrelas no infinito
Aguardando este dizer,
De nostalgia.
 
Hoje um poeta dizia
Que “escrever é uma vontade
E também, um caminho solitário”.
 
Hoje, lembrei a palavra “ gratidão”
E recordei pouco merecer,
Essa palavra – não minha!
 
Hoje, deixei de estar triste
Esqueci a indiferença
E fiquei Livre!
 
Hoje, não encontrei
O eco da minha voz,
Apenas trovões ao longe
A desfazerem os pensamentos
E a taparem o eco da voz.
 
Hoje, idealizei amor
No caminho do mundo
E gostei!...
 
Hoje, dei vida
Aos sentimentos bons
E fiz deles amigos,
Conversei, brinquei, sonhei,
Juntei alegria
A um novo realismo,
À sublime evidência
De não haver necessidade
De ser provada
Esta verdade – minha e tua!
 
Onde estavas que não te via?
Onde estavas tu?
E te esquecia...
Não podia! …
 
Hoje, contigo, acreditei
No final da Saudade…
 
Hoje, esperei a hora mágica
Do poente e te dei, o meu amor
…só nosso!
Prometi e não esqueci
E não contei do dizer,
…só nosso!
 
Hoje, venci os obstáculos dos silêncios,
Como sempre esperei…
 
Hoje, testemunhei o nosso viver,
O prodígio de um abandono passivo
E mostrei a vivência – só nossa!
 
Hoje, vamos vencer
E darmo-nos ao mundo.
…só os dois!
 
Hoje, deixamos o errante
De quem procura
E não esconde
Essa procura
E encontra a razão,
Do seu viver
Difícil de entender,
Mas …só deles!
 
Procuramos os amantes e os poetas
E dançamos, cantamos,
Este canto de quem procura
No Final de tantos anos
…só nossos!
 
E encontra... nessa procura!
 
 
 
 Agradeço a todos, a quem mencionei no cimo, deste dizer – só meu!
 
Maria Luísa
 
 

 http://olharindiscreto.blogs.sapo.pt   -

Obrigada/ Maria Luísa

 



publicado por M.Luísa Adães às 10:40
link do post | comentar | ver comentários (62) | adicionar aos favoritos
|

Sábado, 22 de Novembro de 2008
ELA!...

 

 

 

 

 
      Imagem Internet  - Jean Delville
 
 
 
 
 
 
Ela falava,
Ela dizia,
Ela cantava,
Ela clamava,
 
Ninguém a ouvia!
 
Ele entrou,
Ficou,
Interessou
Por esse falar…
Chamou
Este e o outro
E a Sala transbordou …
 
Ela continuava a falar!
Agora, havia Alguém
A escutar …
 
 
Dizia do Vento que soprava,
Dizia daquele a quem amava
E sorria,
Enquanto cantava
Melodia de palavras
Feitas de encontros atrevidos,
Num estar imperfeito
Sem estar desiludido.
 
 
E todos escutavam
E se encantavam!
 
 
E o tempo passava
O dia escurecia,
A noite chegava
E tudo apagava,
 
 
Mas ela falava
Os outros escutavam
E sorriam
Do que ela dizia
E ninguém entendia
 
 
E ela continuava a falar
Sem se importar,
Com a Sala cheia
Ou vazia,
Ela entoava
Uma espécie de Poesia…
Era uma forma
Que a protegia,
Na incomparável
Superioridade absoluta
E lhe atraía no recôndito
De si mesma,
Os de Boa Vontade
Que a ela se mostravam …
 
 
E o dia apagava
A noite chegava
A voz falava...
 
 
Eu, também, lá estava!...
 
 
Maria Luísa Adães
 
                                                                      
 
 
 Oferta:  http://sonhosolitario.blogs.sapo.pt  /  Obrigada! Maria Luísa 
 
 
 
Resposta de "TROVADOR"  ao Poema "ELA!..."
 
"Que pessoas não entendam
É compreensível."
 
Doentes dos olhos e dos ouvidos
Não compreendem nem o mundo
quanto mais poemas!
Quanto mais a melodia
de majestosa voz
mas o que ela diz não se perde
Peguemos as palavras no ar
Como borboletas
 
E teremos dessa moça
ao caír da noite escura,
sua voz a nos embalar o sono
E o Sonho... "
 
Trovador - agradeço o teu Poema! Não o podia esconder! Obrigada,
 
Maria Luísa


publicado por M.Luísa Adães às 09:00
link do post | comentar | ver comentários (54) | adicionar aos favoritos
|

Sexta-feira, 14 de Novembro de 2008
APENAS ... Olhei!

 

 

 

 

 

 Look at the other side...

 

 

 

 

 

 

 
 
Olhei
E não te reconheci
E tanto te amei
Num amor sensual,
Ocasional,
Vazio…
 
Em mim, havia amor,
Eu era
Fogo e Terra
Nesse amor,
 
Mas tu …
Não tinhas aquele amor
 
Que ressalta
Que prende
Que ressuscita
E torna a noite
Em dia
E não deixa descansar…
 
Em ti não existia amor!
 
Apenas o sentir
De um encanto
Feroz e agreste
E depois o acalmar
E retornar sempre,
Até um dia
Não voltar…
 
Passou…
Nada ficou
E no fundo de mim mesma,
Bem no fundo,
Reconheci
Que não te tinha amado,
Apenas desejado!
 
Em ti não havia amor
Em mim,
Não sei que se passou
Nada ficou
Nada deixou!
E quando te vi
Não te reconheci …
 
Esqueci! …
 
 
 
 
Maria Luísa Adães
 
 
                                                                 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Imagem da Internet - PABLO PICASSO
 
 
 
                                                                                                       
 
                   
 
"Espelho de Sombras"/ jpcfilho
                                                -   Poeta Amigo  -
 
 
 

 
 
 


publicado por M.Luísa Adães às 12:01
link do post | comentar | ver comentários (41) | adicionar aos favoritos
|

Sábado, 8 de Novembro de 2008
MAGGIE

 

 

 

 

 

 

 

MAGGIE
 
- Cocker Spaniel da Quinta do Bosque
Azeitão – Portugal
 
Meus amigos - vos apresento a Maggie, da qual vou falar, palavras breves e dizer quanto a amo.
 
A Maggie é branda e suave, mas algumas vezes sai da sua vida anónima e torna-se brusca – mas sempre por qualquer razão forte – e volta à Paz da sua vida.
Não há raivas, maldades, desejos de vingança.
É ainda, uma cadelinha carinhosa, gulosa, vestida de branco, malhada de preto
 
Maggie está apresentada aos meus Amigos!
Vou escrever aquela carta que te prometi; chegou a hora de o fazer!
Pedi um novo Estatuto, uma espécie de Lei – pedi e aguardo a resposta.
Em segredo – num dizer macio como o veludo – roguei – esta é a palavra certa!
Roguei a Deus, uma Alma para ti e ainda que possas preencher, sempre, os vazios dos recantos escondidos da nossa casa.
 
Exulto com a ideia, mergulho no mar e venho à superfície como um golfinho que
Pertence à terra e ao mar e assim, espero a resposta, à minha carta.
Chega a manhã, das muitas manhãs e um Mensageiro toca à janela da nossa casa
E Ele diz:
 
- Maggie foi-te dada uma Alma! Deixaste de ser uma cadelinha qualquer … Inquieta-me a falta de amor no mundo – mas tu tens dentro de ti, todo o amor e em troca nada pedes … pediu a Maria Luísa por ti e eu ouvi … e levei a mensagem ao “Senhor de Todas as Coisas”.
Talvez, por teres tanto amor e seres natural e pura – tenhas tirado ao mundo, sem ser por mal, algum pedaço forte desse amor … Daí, a falta de amor no vosso mundo.
 
O Mensageiro partiu e eu agradeci por ti,
Levantei-me e saí
E senti este amor a crescer,
Dentro de mim
E pensei,
Venceste a “solidão”,
Foi-te dada a Eternidade
Num outro jardim,
Com bichinhos e flores
De vários tamanhos
E todas as cores.
 
Dás ao mundo,
Uma lição de Amor
E de Perdão.
 
Te agradeço Maggie por tudo quanto nos deste,
Por tudo quanto fizeste
Com esse Amor…
 
 
Tens 16 anos de idade, o meu encanto e o meu Legado!
Vamos continuar, mais fortes
Para um dia aceitar
O que se nos deparar!...
 
Com ternura,
 
Maria Luísa
 
Agradeço à Poetisa “PoetaporkDeuskuer” a lembrança, de trazer a Maggie
A este recanto, do prosa-poética. Obrigada.
    
 
 
 
 
                    Mar Belo - Agradeço! M. Luísa        


publicado por M.Luísa Adães às 11:08
link do post | comentar | ver comentários (41) | adicionar aos favoritos
|

Sábado, 1 de Novembro de 2008
O MAL

 

  From: Julia / Thank you!

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dois personagens encontram-se e conversam …
 
Eu pergunto:
 
- Onde nasceu
O Mal?
 
Quem o deixou
Entrar …
E olvidou o amar?
 
Quem?...
 
Existe raiz e semente
Ou não existe Nada
Que contente
Quem o encontrou
E o deixou entrar?
 
Tu dizes:
 
- Não existe
O Mal!
 
E eu questiono:
 
- Então porque temes
O que não existe?
 
Espero o teu responder!
Espero…
 
Ou o mal vem de nós
E nos tortura o coração
E nos tira a ilusão
E nos dá a solidão
E nos afasta
Do encontro
Do nosso Amor
Como um quebranto?
 
Quem nos afasta
Do erro?
 
A vida,
O saber,
A luz,
O iluminar
De inteligência
Dominante?
 
Sabes?
Dizes que sabes
Responder a tudo…
 
Se sabes
E não me dizes …
 
 
 
Tu és o Mal! ...
 
 
  Terminou o nosso encontro!
 
 
 
Não te quero mais! ...
 
 
 
 
        Maria Luísa
 
 
 
  
        
  
 
 
 
 
 
 
 
 ...  ISAAC, " Marc Chagall
  
 
 
 
 
 
 
 
 
           
 
 
 
   


publicado por M.Luísa Adães às 07:05
link do post | comentar | ver comentários (42) | adicionar aos favoritos
|

Terça-feira, 28 de Outubro de 2008
TROVADOR- ERGO A MINHA TAÇA E TE SAÚDO! Obrigada!

                                                  



publicado por M.Luísa Adães às 13:36
link do post | comentar | ver comentários (12) | adicionar aos favoritos
|

Sábado, 25 de Outubro de 2008
VISIONAR

 

 

     

                                                                                                   

                                                                                                                    

                              

Visiono
Sentimentos,
Palavras,
Acontecimentos,
Lugares,
Criticas,
Secretismo,
Encantos,
Desencantos,
 
E fico oscilante
Entre o visionar
E o realizar…
 
E reparo,
Na tua forma de olhar!
 
Gosto de o fazer
E neste contexto
Em que escrevo,
Eu própria sou ilusão
De mim mesma!
Sou ficção!
 
Desconheço as duas
E não as reconheço,
 
Na sua forma de olhar!
 
E devia reconhecer …
Uma delas
Sou eu!
 
Sinto e não sinto,
Caminho e não caminho,
Mas vejo!
Muito ao longe …
 
A ficção e a realidade
Conversando juntas
Como se fossem irmãs,
Mas não alcanço
 
A sua forma de olhar!
 
E só no olhar
As posso visionar
E definir
A diferença,
Entre uma
E a outra!...
 
Mas é inevitável
Encontrar,
 
Uma e outra
 
E reparar…
Na sua forma de olhar!
 
     
 
Assim, afasto as sombras do meu caminho!  
 
   
 Maria Luísa Adães
 
       
                                                          Oferta do blogs:
                                                                             

                                                        http://oriona.blogs.sapo.pt - Obrigada!



publicado por M.Luísa Adães às 07:30
link do post | comentar | ver comentários (28) | adicionar aos favoritos
|

Sábado, 18 de Outubro de 2008
CLARÕES

    

 

 
 
Nas horas do entardecer perfumado,
Nas tardes procuradas e sentidas,
No silêncio de íntimo Fogo
Ardente …
Eu abro as janelas fluorescentes
Pintadas,
Pelo acender dos clarões das rosas
No meu jardim, isolado …
 
E vejo deslumbrada a Luz
Dos clarões,
A transformarem-se
Em figuras geométricas,
Desconexas
E dançarem …
 
Ao longe toca uma guitarra!
 
Os clarões tomaram o Tempo
Iluminaram,
Num gesto leve
As rosas de mil cores
E cantaram …
 
Ao longe, toca uma guitarra!
 
Fizeram amor de quimera
Com alegria,
Plantaram flores de nostalgia
Rolaram uns sobre os outros,
Transformaram …
 
Ao longe, toca uma guitarra!
 
E ninguém os via …
 
Mas eles – são clarões de luz e fogo
Transformados em humanos
Perdidos,
Distorcidos,
Esquecidos,
 
E ninguém os via
E a guitarra gemia!
 
Tomaram conta da Noite,
Dos seus Fados
Cantados
Ao som dessa guitarra
Que tocava ao longe,
Não se sabia onde …
 
E ninguém os via!
 
E como clarões que eram
Brilharam
Nos recantos,
Onde o Amor impera!
 
Cansados retornaram
Ao jardim solitário
E esquecido,
Ficaram a esmorecer
Com o aparecer do Dia
 
Ao longe, uma guitarra tocava
Em som gemido …
 
O meu mundo estremecia,
Dessa Noite de encantar
A terminar
E o aparecer do Dia …
Clarão não havia
E o som da guitarra
Se perdia …
 
Mais um dia!
 
 



publicado por M.Luísa Adães às 07:00
link do post | comentar | ver comentários (38) | adicionar aos favoritos
|

Domingo, 12 de Outubro de 2008
FALA-ME!

 

 
                         
 
 
 
 
Fala-me dos sonhos,
Fala-me dos medos,
Dos terrores,
Das lembranças
Menos boas,
Mas fala-me
E deixa a porta do meu quarto
FECHADA
E nem tu entres, meu amor!
 
Fala-me das madrugadas
Da relva do jardim
Machucada
Pelos amantes que se amaram,
Ao som das cítaras caladas!
 
Fala-me do teu poder eterno,
Fala-me das cortinas corridas
E do teu deambular
Pelas esquinas,
Como se não fosses Nada!
 
Falas, ou falo eu?
Dizes, ou digo eu?
Contas, ou conto eu?
 
Não falas,
Não dizes,
Não contas
Nada!...
 
Então, tu és o Nada
E eu não te quero!
 
Deixa-me as quimeras
Do meu sentir de Poeta
Esquecido, aniquilado
Nesta Era!
 
Mas lembra-te …
Tu és o Nada,
Eu sou o Tudo!
 
Não esqueças
 
Mas sabe …
Tu és o Nada!
 
 
Mas eu sou Amor
Luz e Vida!
 
 
… O Tudo e o Nada! 
 
     
 
 
 
 Marc Chagall
 
 
 
 
 


publicado por M.Luísa Adães às 20:30
link do post | comentar | ver comentários (30) | adicionar aos favoritos
|

Quarta-feira, 8 de Outubro de 2008
ALGUÉM

 

 

 

Alguém me falou,

alguém me disse do Amor ...

 

Alguém sonhou,

um sonho bom, sem clamor ...

 

Alguém voltou,

de um longo caminho

de um lugar menos bom

e me Levantou ...

 

Alguém implorou,

ouviu resposta em primor ...

 

Alguém plantou,

rosas, camélias

e outras flores ...

 

Alguém se lembrou,

de mim, de ti, de todos ...

 

Alguém falou,

foi escutado em prantos ...

 

Alguém chorou,

foi acalentado com ardor ...

 

Alguém sofreu,

foi animado com fervor ...

 

Alguém olhou,

alguém ouviu,

alguém leu,

alguém acreditou,

alguém regressou,

 

Mas não encontrou o seu Amor

e derramou lágrimas de dor ...

 

Alguém amordaçou as Sibilas,

escutou o clamor do injusto

e do temor ...

 

Alguém esqueceu, mas lembrou,

parou e falou:

 

- Era de tarde

O Vento dava-nos ervas daninhas

Punha-nos de rastos humilhados,

 

Mas Alguém passou ...

 

E eu - :  "Ergui - me".

 

          Maria Luísa



publicado por M.Luísa Adães às 11:02
link do post | comentar | ver comentários (30) | adicionar aos favoritos
|

Domingo, 5 de Outubro de 2008
METAMORFOSE

 

 
 
Não existe a morte,
Não existe a destruição,
Não existe a intolerância,
Não existe a maldade,
Não existe o ódio,
Não existe a má vontade.
Não existe o desequilíbrio,
Não existe a perda,
Não existe o sofrimento,
Não existe a dor,
Não existe a opressão,
Não existe o desamor,
Não existe clamor insano
E maldoso …
A criar,
A levantar,
Um mundo de Terror.
 
Não existe!...
 
Mas existe
O criar…
 
De um Mundo Melhor
E mais justo!
 
Acabei de o fazer, 
Mas preciso de Amigos
A ajudar!
   
      Maria Luísa


publicado por M.Luísa Adães às 12:52
link do post | comentar | ver comentários (18) | adicionar aos favoritos
|

Sexta-feira, 3 de Outubro de 2008
SOU GENTE!

   

 

Sonho

Deixa-me sonhar

Não acordes este sentir,

Não mostres a ilusão!

 

Deixa-me ser diferente,

Viver como sou

Escrever como escrevo

Sentir como sinto

E dá-me a Paz,

Ganha por mim!

 

Eu tenho Direito,

Eu tenho Liberdade,

Eu tenho Amor,

Eu tenho Verdade,

A minha Verdade!

 

Deixa-me ser Diferente,

Dá-me esse Direito,

Não apagues este sentir

De realizar o meu Sonho ...

 

Sou Gente!

 

Acima de tudo,

Lembra-te sempre ...

 

...Sou Gente!

 

E não vou deixar de ser GENTE! ...

 

    Maria Luísa

        

 

 



publicado por M.Luísa Adães às 09:11
link do post | comentar | ver comentários (17) | adicionar aos favoritos
|

Terça-feira, 30 de Setembro de 2008
MISTÉRIO

  

Vesti-me de Mistério,

Tornei-me Mistério ...

Com trajes de cerimónia
Com trajes de outras Eras,
Para prestigio e glória
Desse Mistério.
 
Eu não quero dar-lhe Vida
Fazer dele o Tudo,
Mas sim o Nada!
 
Ajuda-me a despir
Estas vestes – não minhas,
Mas Dele,
Como se fosse um ser etéreo
Um ser de majestade
E dele recebesse
A existência,
O destino
A verdade …
 
Mas ele não é a verdade!
 
É um ser camuflado
Destruído, esquecido
E vestiu-me de Mistério,
Chamou-me de Mistério
E abandonou-me,
Deixou-me imóvel
Num local perdido …
 
E eu olhei à minha volta
Estarrecida …
…E senti-me Mistério!


publicado por M.Luísa Adães às 18:58
link do post | comentar | ver comentários (20) | adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 25 de Setembro de 2008
UMA VIDA

 

 

Apenas existe uma Vida

e um só tempo ...

Uma chegada

e uma partida!...

 

E o poeta vê e sente

e não sabe ...

Mas não pode

escrever de forma simples,

convencional,

eloquente,

 

Se deixou de ser Gente

Se deixou de amar

Se não tem a quem amar!...

 

 

Libertem-no das algemas

e da cumplicidade ...

 

Deixem-no CANTAR!

 

      Maria Luísa

 



publicado por M.Luísa Adães às 17:43
link do post | comentar | ver comentários (8) | adicionar aos favoritos
|

Terça-feira, 23 de Setembro de 2008
SOLIDÃO

 

 

 

 

 

Ama a solidão,

As colinas,

Os lagos,

Os rios,

Os Oceanos,

O teu amor,

Os teus filhos e netos,

O teu clamor de justiça,

O teu esplendor,

 

 

Não esqueças - nunca -

Os teus versos ...

 

 

Ama a solidão,

O silêncio da força

que se renova,

O silêncio da força

Que brota,

de uma fonte profunda

 

 - As águas da Vida -

 

Ama a solidão,

Que só tem olhos

para o seu brilhante ideal...

dos Sonhadores

que vivem fora do Real.

 

 

Ama especialmente o teu amor,

Repousa a tua cabeça no seu peito

e sonha ... sonhos impossíveis!

 

 

Renova a tua força

no silêncio do teu coração,

cansado e dolorido

dos tempos passados

E nunca esquecidos!

 

 

Ama a solidão,

modela o teu modelo

e vive o teu silêncio,

como se fosse teu!

 

E sabes que não é,

...apenas teu!

 

 

Mas ama tudo à tua volta

e faz do amor

a tua arma mais pura

o amuleto que te salva,

 

Da solidão que procuras

sem saber ...

da solidão que sentes,

 

Como um imã,

à tua VOLTA...

 

 

E procura descansar

na solidão do amor...

que se escondeu de ti!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com carinho, te dedico estes versos,

 

Maria Luísa Adães

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por M.Luísa Adães às 14:50
link do post | comentar | ver comentários (14) | adicionar aos favoritos
|

Sábado, 20 de Setembro de 2008
ARABESCO

 

 

 

 

O arabesco misterioso

Do Poema
E da Alma do Poeta,
Cantado por mim …
 
E a minha placidez
Misteriosa, nebulosa
De quem não sabe
De quem não encontra
De quem não conhece,
Nada!
 
E o arabesco de folhas
Entrelaçadas e figuras
Desconexas, a conduzir
Ao Nada!
 
E não encontro a luz
Do teu dizer …
Procuro e não encontro,
Mas encontro
O Nada!
 
Se nada aprendi,
Como te vou encontrar
Tarde ou cedo
Quando a Morte
Me chamar
E eu continuar, no Nada!
 
E quando já não souber
De ti?
Como te vou procurar?
 
Meu amor,
Quantos anseios
Quanta procura
Quanta verdade
Quanta amargura …
 
Como te vou encontrar?
Se nada sou
E não tenho Nada!
Tenho … me lembro
… As loucuras da nossa Mocidade!
 
          Maria Luísa
 
 
 
 
 
 


publicado por M.Luísa Adães às 11:34
link do post | comentar | ver comentários (15) | adicionar aos favoritos
|

Domingo, 31 de Agosto de 2008
MEU AMIGO

 O tempo deixou de ser medido; não sei contar as horas, os minutos, os segundos e por essa razão, mandei parar todos os relógios da Terra!

E Eles obedeceram a este estado confuso!

Os relógios do Mundo pararam – a meu pedido! E gerou-se uma terrível convulsão…

Neste instante escolhido, peço a tua amizade, para me ser possível entender a razão, deste estado caótico, criado por mim. Olha e vê … os relógios parados … e o mundo submerso onde o tempo deixou de contar.

Acorda a minha Alma; dá-me a luminosidade mágica das estrelas; enriquece o meu caminho de luz amarela e branca, numa mistura de amor e faz-me esquecer os reflexos da ilusão transitória. Te ofereço a minha Prosa Poética para que me digas quem Eu Sou e eu possa acordar e mandar ligar os relógios parados – por minha culpa e o mundo entre no seu pulsar, como pulsa o meu coração.

Hoje eu posso ler o “Livro Sagrado dos Poetas”; escolho o meu caminho; entro por entre as sombras e a luz ilumina a obscuridade do meu sentir...

Lanço o meu abraço no Espaço e olho…lentamente o amanhecer e conto as horas, os minutos, os segundos. Abro o coração e na sua tranquilidade ele entra no Templo para meditar…e não para pedir!...

E sou outra, diferente da primeira…nascida neste instante!

Saúdo quantos encontro; feliz por o tempo estar a contar as horas, os minutos, os segundos e tudo ter sido um pesadelo, criado por mim.

És TUDO! Eu nada sou!...

Ou sou ... um pouco mais, CONTIGO!...



publicado por M.Luísa Adães às 09:16
link do post | comentar | ver comentários (20) | adicionar aos favoritos
|

Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008
JPCFILHO e MARIA LUÍSA ADÃES

 

De jpcfilho do blogs ESPELHO DE SOMBRAS
 
 
 
          POETAS
 
 
 
Não há poeta menor,
Todos são poetas.
Porque trazem em si,
O resumo e a essência
Da dor,
Da esperança, da fantasia
E todos os anseios
De cada dia,
De cada instante.
 
Cada qual,
Em seu espaço
E com suas formulas …
São poetas!
 
Apenas eu …
Desafino.
 
E sempre que os leio
É com uma ponta de inveja
E a sensação de que
Se me anteciparam
E sequestraram
Sentimentos
Pensamentos, esperanças
Dores, anseios e fantasias
Sem a minha autorização.
 
E por isso amargo!
Querendo escrever
Uma poesia amarga
Curtindo a solidão.
 
De não ser
Todos os poetas.
 
 JPCFILHO
 
 
 
 
De Maria Luísa Adães do blogs prosa-poetica
 
 
 
   MAIORES E MENORES
 
 
“Não há poeta menor”
 
 
Não há um Deus menor
Mas sim um Deus Maior!
 
O senso da realidade
Dá a nossa realidade Maior.
 
A Alma despoja-se de si mesma,
Tenta um abandono passivo
Que é a maior
E mais alta consciência
E a mais forte concentração,
Da Vida Maior!
 
A Alma chega a Deus,
Alcança-O sem ajuda,
É uma Alma Maior!
 
E o amor consciente,
Conhece melhor
Tudo o que existe no Ser…
É um amor Maior!
 
E as possibilidades para o Bem
E a Força de não caír no mal,
Torna-o num Amor Divino
… e informal!
 
Então, tudo no mundo
Deve ser Maior …
Nunca menor!
 
Eis a luta,
Entre o Bem e o Mal!...
Eu não posso ver, essa luta,
Mas posso sentir …
 
E sei … Quem é o Maior!
… Mas não devo dizer!
 
         Maria Luísa
 
 
Agradeço a jpcfilho a autorização à minha resposta
Usando o começo do seu poema - “POETAS”-
 
“Não há poeta menor”
 
Com carinho e amizade, sou
Maria Luísa.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
   
 
 
 


publicado por M.Luísa Adães às 20:27
link do post | comentar | ver comentários (25) | adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008
FESTA!...

              

 

 Escrevo sempre, acompanhada pela música e pelos meus pensamentos.

Assim, transformo a solidão – faço-a desaparecer – e numa espécie de magia,
Deixo a taça transbordar e encontro o caminho e depois … tudo é menos difícil!
 
Envolvi-me de amigos turbulentos e outros brandos e preenchi o vazio das horas agitadas! Símbolo do Nada!
Vamos fazer uma Festa, onde a Verdade seja o primórdio, de tudo quanto se diz!
É uma festa diferente das outras festas … feita de perguntas e respostas.
Um diz … O outro diz … o outro torna a dizer e depois …alguém pergunta…
Não sei responder… Nada está definido!
 
Mas eu digo – vou ser a primeira a dizer – eu dou a festa – sou eu a dizer! Concordam comigo? Sim? Eu vou dizer! Muito pouco tenho a dizer…
- Os meus Livros perdem-se e as maravilhas que aplaudo caem no vazio e eu fico “só”, com a Esperança da mudança no mundo … apenas a esperança me acalenta!
 
Outro acrescenta:
_ Gostava de dourar a minha taça e saudar com essa luz, todas as alvoradas, acompanhar essas alvoradas, em qualquer parte do meu planeta! Mas não o posso fazer e sofro! …
 
Outro diz:
- Quero brindar ao Amor – a toda a espécie de amor – mas onde vou fazer o meu brinde? O caminho está coberto, de inimigos sem rosto e areias movediças…Como o vou fazer, sem me perder? Respondam, por favor!
 
Outro avança, lentamente e diz:
- Nada me apetece fazer! Não tenho a quem brindar e o Ar está envolto em neblina que flutua e desenha riscos e quadrados…
Não vou brindar a figuras geométricas! Não quero perder-me no labirinto complexo e envolver-me num sonho sem princípio, mas com fim. Não quero ilusões!!!
 
Outro destaca-se dos primeiros e diz:
- Lamento, mas não posso acompanhar! O caso é diferente …Perdi a minha Taça e dentro dela, iam as minhas emoções mais belas…
Não posso brindar!...
 
E o Narrador fala:
 
- Chegou o meu tempo e digo:
 
Brindemos ao esforço para os juntar – isso foi esquecido, num breve olhar…
Brindemos a esse esforço e aos Amigos comuns que vieram até nós através do vento, das nuvens e do espaço – mas brindemos – por estarmos vivos e possuirmos um lugar amigo onde podemos brindar à felicidade de um Novo Dia – igual a este!
Ou melhor do que este, onde as indecisões – não se possam acoutar.
Eu, Narrador brindo ao sol do meio-dia com alegria e junto-me a todos vós, na esperança de um Novo Dia – num mundo melhor!
 
            Maria Luísa
                        
 
 
 
 
Batam-me á porta
Os que andam lá por fora, à neve;
Batam
Os que tiverem frio ou sede;
Os que sintam saudades de um carinho;
Os desprezados;
Os que há muito não vêm uma flor
E encontram só poeira no caminho;
Os que não amam já, nem já os ama
Ninguém;
Os esquecidos de como se sorri;
Os que não têm Mãe …
                                                                  
      Sebastião da Gama
 
 
E terminou a minha festa! Eu disse que era uma festa diferente!
Eu disse!...
 
 
  


publicado por M.Luísa Adães às 11:24
link do post | comentar | ver comentários (34) | adicionar aos favoritos
|

Terça-feira, 29 de Julho de 2008
JOGO DE PALAVRAS E FIGURAS

Deixa que estas palavras atravessem o Espaço

E dá-me a Alegria imensa de Viver!

 

 

 

 

 

 

Embalei as palavras
Na minha mão
E joguei,
Um último jogo
Feito de tudo quanto sei
E tudo quanto sou!

 

Alinhei as palavras na mesa

Vestida de Cerimónia
E Elas correram céleres
Para a Grande Vitória.
Fiz o jogo que sei jogar!
 
Juntei às Palavras
As Figuras do meu jogo
E elas responderam com ansiedade,
Ao meu desejo,
Juntaram-se … Dominaram!
 
Deixei esta ânsia de dizer,
Neste sentir de Outono a fenecer.
 
Tudo vai ser esquecido,
Como se da Noite
Se apagassem as últimas Luzes,
Feitas das lantejoulas
Do Firmamento a escutar!
 
Jogo, sem ter o desencanto
De quem perde…
É uma benesse a recordar,
É uma mistura de palavras e figuras
E acompanha o Espaço Sideral,
Num conjunto de doacção Total!
 
 
Jogo com as palavras e as figuras
Num jogo Ancestral…
 
 
Por Ti e por mim
Meu Amor,
Este Jogo Fatal
Irreal,
De quem procura e não encontra,
A parte FINAL!
       
                   
 
                       Maria Luísa
 
 
 
 
 
 
 
 
 


publicado por M.Luísa Adães às 11:45
link do post | comentar | ver comentários (33) | adicionar aos favoritos
|

Segunda-feira, 21 de Julho de 2008
JOGO DE PALAVRAS - aos Amigos

 

 

 

 

Jogo o meu jogo,

Num mundo meu e teu
E de tantos outros …
 
Jogo o meu jogo de palavras
Nem sempre amadas,
Nem sempre entendidas,
Nem sempre benévolas,
Nem sempre amáveis…
 
Vivas,
Vibrantes,
Calmantes,
 Meigas,
Saltitantes,
 
Como a vida
Por nós procurada
E por vezes… Encontrada!
 
E tantos me aceitam
E tantos me repudiam
E tantos me esquecem
No clamor do dia
E da noite de luzes…
…A acender e a apagar!
 
Mas continuo o meu Jogo de Palavras!
 
E aprendo outro jogo,
O jogo de entender os outros
E olhar esses outros,
Como se eles fossem os parceiros,
Do meu jogo …
 
E amo-os como Amigos,
Como Irmãos,
Como Luz,
A acender … apagar
E a Noite a chegar…
 
E volto a jogar
Com Eles!...
 
Meus Amigos,
Meus Irmãos.
 
 
 
Homenagem,
 
aos que longe e perto...
Me procuram!
 
 
 
          Maria Luísa
 
 
 


publicado por M.Luísa Adães às 10:03
link do post | comentar | ver comentários (35) | adicionar aos favoritos
|

Domingo, 13 de Julho de 2008
NADA!...

 

 

 

 

 

Um narrador:

dois poetas, num único poeta...

Vivem da ilusão do seu estar, no Mundo!

                                      Maria Luísa

 

 

Eu não procuro Nada!

Tudo nos foi dado,

Nada ficou...

Tudo foi atraído

Às nossas Vidas.

E recebemos tudo ...

Sem clamar,

Sem fugir,

Sem lutar,

 

Apenas aceitar

E caminhar,

De pesadelo em pesadelo,

Difícil de suportar!

 

E o poeta queixa-se ...

Deixá-lo queixar-se!

Que importa?

A poesia tudo vai mudar!

 

O seu estar,

O seu pensar,

A sua forma de olhar,

O seu modo de encantar,

Tudo vai mudar!

 

E eles,

Pobres coitados

Sem reparar,

Continuam a cantar,

A escrever,

A amar,

Sem perceber ...

O seu Mundo vai terminar!

 

Ele que sou Eu,

Não sabe!

Não pode saber ...

Eu não lhe vou dizer!

 

Deixá-los aos dois,

Continuar a pensar

Que o Tudo ... Que é Nada,

Chegou ... Sem ter Chegado!

 

E a eles, nada lhes foi dado ...

Nada! ...

 

E o Nada ... Matou! ...

Eles não sabem! ...

 

Pobres Poetas,

Não têm Nada ...

... Não sabem de Nada!



publicado por M.Luísa Adães às 10:57
link do post | comentar | ver comentários (29) | adicionar aos favoritos
|

Quarta-feira, 2 de Julho de 2008
NADA ME PRENDE

 

 

 

Não vou negar o dizer de palavras

Feitas do sentir mais profundo,
Mas não posso afundar-me
Na lama do Mundo…
 
Acompanho a caminhada
Delineada ao pormenor,
Mas fico aguardando
O porquê deste instante
O rodear do momento
Que não entendo…
 
Não tenho medo,
Aboli o medo ao nascer
E vim com coragem
A este mundo
Onde vou perecer!..
 
Mas sou Poeta no dizer…
Paguei em felicidade,
Doei de muitas formas
Cruéis e difíceis,
Esta loucura
De Liberdade.
 
Não vou perder-me no vulgo
Que me devora
Nem prender-me!
 
Apenas meditar
E voar…
 
 
Na minha própria Luz!
     
 
            
 
Renuncia-me Tu, Deus! se Te apraz.
Deixa de ser a fome que me faz
Pedir, teimoso, a bússola roubada.
                 Sebastião da Gama
 
 


publicado por M.Luísa Adães às 11:31
link do post | comentar | ver comentários (28) | adicionar aos favoritos
|

Sábado, 28 de Junho de 2008
INVOCAÇÃO

 

 
 
 
Chegou o tempo de escrever, INVOCAÇÃO                                   
 
Ó Fonte de toda a vida
Ó Fonte onde bebo a Sabedoria,
Ó Fonte de tudo
Quanto existe e quanto amo.
 
Te invoco
Como Aquela que tudo pode,
Aquela a quem rogo,
Aquela a quem peço.
 
Vem iluminada e única
Na Tua transcendência,
Vem e deixa que Te pressinta
E possas ancorar no meu coração …
E aí, Sê um bálsamo de Paz e Amor.
 
Fonte da vida,
Fonte da Eternidade,
Fonte do saber e da Harmonia!
 
Deixa que a limpidez da Tua água,
Possa apaziguar a sede que sinto
A cada passo que dou.
Dá-me a frescura da Natureza
Não destruída…
E que possa ancorar no Porto Sagrado!
 
Ancorar e descansar do tempo percorrido,
Na busca do impossível
E no encontro magnifico
Das possibilidades que me dás.
 
Agora que Te conheço e sei quem és,
Deixa que Te rogue
 
E saiba que me escutas
E vens,
 
Ao meu encontro!
 
        Maria Luísa
 
 
 
 


publicado por M.Luísa Adães às 15:03
link do post | comentar | ver comentários (20) | adicionar aos favoritos
|

Segunda-feira, 23 de Junho de 2008
APENAS ... SENTIR!

 

Viver!... Beber o vento e o sol!...Erguer
Ao Céu os corações a palpitar!
               Florbela Espanca
 
 
 
 
 
 
 
Ajuda-me!
Deixa-me viver
Assim …
E ser como sou!
 
 
 
Deixa a ilusão
Sair de ti
E de mim!
 
 
 
Abraça este sentir
Só meu
E esta Graça,
De te querer,
De te procurar
E descobrir, com amor
 
 
 
O teu corpo
Junto ao meu …
 
 
 
Deixa-me regressar,
Encontrar o caminho
De regresso
 
 
 
E continuar a sentir,
O teu corpo
Junto ao meu …
 
 
 
Deixa-me sonhar,
Adorar essa Alma
Tão cheia de tudo,
Viver os teus anseios
 
 
 
E saber e sentir
O teu corpo junto ao meu …
 
 
 
Quero não voltar,
A ser Poeta
Como sou
 
 

 

E apenas sentir
O teu corpo
Junto ao meu …
 
 
 
Dá-me o muito
Que te dou
E não entendo
Como dou,
 
 
 

 

Mas quero
O teu corpo
Junto ao meu …
 
 
 
Estás atento
Ao que escrevo
Ao que sinto
Ao que desejo?
 
 
Estás atento?
 
 
 
Sentir sempre
O teu corpo
Junto ao meu …
 
 
 
 
É o que mais anseia
Este desejo imenso
De sentir, num abraço
Forte,
O teu corpo envolvido
No meu …
 
 
 
 
Meu Amigo
Meu Amor!
 
 
 
Maria Luísa
 
 
 
 
 
 
                 
     
                

 



publicado por M.Luísa Adães às 06:00
link do post | comentar | ver comentários (25) | adicionar aos favoritos
|

Terça-feira, 17 de Junho de 2008
CARTAS ESCONDIDAS

 

 
 
 
Onde tens as tuas cartas
Meu amor?
Escondidas?
Que espécie de cartas?
 
Cartas de amor,
Cartas de raiva e pudor,
Cartas esquecidas,
Cartas perdidas,
Cartas guardadas,
Cartas jogadas,
Cartas amadas
E não abençoadas?
 
Que cartas
Meu amor?
 
Dizes isso por dizer,
Apenas para escrever?
 
Ou falas da tua verdade
Da tua realidade,
Da tua Dor?
 
Ou mentes?
 
E as cartas existem…
Sim!
 
Mas não são Tuas!
 
Que triste, meu Amor…
Que triste!...
 
 Maria Luísa


publicado por M.Luísa Adães às 13:20
link do post | comentar | ver comentários (30) | adicionar aos favoritos
|

Domingo, 15 de Junho de 2008
SILÊNCIO

Silêncio do Teu coração      

 

 Procura no silêncio

Do teu coração,

 

Deixa que se acendam

As velas do Teu Altar,

E rodeado de Luz …

Tu sejas a Luz Comigo.

 

Podia dizer-te,

Estive tão longe de ti …

 

Mas não seria Verdade …

Estive sempre … Tão perto!

 



publicado por M.Luísa Adães às 10:23
link do post | comentar | ver comentários (20) | adicionar aos favoritos
|

Terça-feira, 10 de Junho de 2008
AMANTE

Meu Amor! Meu Amante! Meu Amigo!  

                                    Florbela Espanca

 

Um poeta é livre… É livre dentro do seu coração!...

                                    Maria Luísa

 

                   Amante

 

Palavra usada e abusada,

Incompreendida, machucada,

Noutros tempos

De botequim,

De vielas,

De esquinas,

De Severas e Marialvas.

 

Substituída por outra

Sem encanto,

Sem paixão,

Sem força,

Símbolo do Nada!

 

E esta?

Gritante de Amor,

De Simbolismo,

De Força,

De feitiço,

De encanto,

De Pecado.

 

Eu não dou vida

À outra!

Não quero! Não gosto dela!

 

E tu gostas?

Amas a outra,

Não lembras esta,

Porquê?

 

Por pudor

Ou desprimor?

 

Numa época,

 

 

Em que as duas palavras

Estão banidas,

Esquecidas,

Perdidas,

 

Por desamor?

 

Ou o significado

È o mesmo?

 

Não é!...

 

A outra é insosso

E não diz nada!

 

       Maria Luísa

 

 

 

 



publicado por M.Luísa Adães às 14:50
link do post | comentar | ver comentários (27) | adicionar aos favoritos
|

Domingo, 8 de Junho de 2008
O BARCO

 

 

 

 

Viu chegar o Barco que ninguém via ...

…apenas O podia olhar e ver

…apenas ela e não os outros,

Quem sabia a razão da sua chegada?

Quem notou no seu sorriso

A graça dessa Presença?

 

E as velas diáfanas acenavam, quais pombas brancas,

Acenavam num convite à viagem final.

 

Olhou á sua volta os locais, ainda não abandonados

Uma saudade prematura a envolveu,

O horizonte brilhava com toda a Sua pureza…

Aguardava a próxima maré…

 

Ela sabia que não podia fugir

À solidão das noites e à incerteza dos dias…

Nada estava concluído!

Levantou os olhos Àquele que não via

E pediu algum tempo mais…

…E iria, apenas, quando o Barco cumprisse a sua volta…

 

Teria de descobrir

Uma nova forma de estar,

Uma nova forma de acreditar,

Uma nova forma de dar.

 

E Ele entendeu…

À distância acenou com um lenço branco de despedida,

Retornaria um dia…

 

E tomando a cor do Oceano,

Esfumou-se lentamente…

 

E ela retomou a caminhada

…Ao encontro da Vida.

 



publicado por M.Luísa Adães às 15:32
link do post | comentar | ver comentários (10) | adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 5 de Junho de 2008
?????????

Assumo a minha responsabilidade de Poetisa

Num mundo em que a” Poesia Morreu”.

                                          Maria Luísa

    

 

 

Gostas do Amor

Ou de sentir o Amor?

 

 

Sabes quem és e onde vais,

Sabes?

 

Tens a certeza do caminho

Para o encontro,

Tens?

 

Alguém te ensinou,

Alguém te encaminhou,

Alguém te deu a mão,

Alguém te compreendeu,

Alguém te chamou,

Alguém contou as tuas horas

Feitas dos teus silêncios

E daquela solidão

Só tua…

Alguém o fez?

Fez?

Ajudou

E nunca te deixou?

 

Deu carinho e falou,

Ou não falou?

 

Alguém tomou